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terça-feira, 31 de maio de 2016

Maduro, o psicopata comunista, dissolve Congresso e o terror toma conta da Venezuela

O megalomaníaco, Nicolás Maduro, acaba de cometer o maior golpe contra o povo da Venezuela e contra a Democracia na América Latina.



Há poucas horas, o psicopata comunista anunciou a dissolução da Assembleia Nacional (VEJA AQUI), o Congresso da Venezuela, em represália por a oposição ter emplacado um Plebiscito Revogatório para tirar o terrorista bolivariano do poder.

Nas ruas de todas as cidades da Venezuela o medo toma conta, já que desde a última Sexta-feira, a Guarda Bolivariana e mercenários comunistas das Farc´s e de Cuba tem sido vistos invadindo casas de opositores e tocando o terror, literalmente, relatam os jornais livres e as redes sociais sobre a Venezuela.


OEA 'INVOCA CARTA DEMOCRÁTICA'


O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) decidiu, na manhã desta terça-feira, invocar a Carta Democrática Interamericana e convocar uma reunião para analisar a situação política da Venezuela - um passo sem precedentes que pode levar à suspensão do país do bloco. Num informe de 132 páginas, Almagro utiliza o artigo 20 da carta, que especifica “uma alteração da ordem constitucional que afete gravemente” a ordem de um país.

O caso deverá ser discutido em uma sessão urgente entre os dias 10 e 20 de junho.

Caso os membros da OEA decidam por sua aplicação, entendendo que a Venezuela passa por uma alteração da ordem constitucional, inicia-se um processo que poderá levar até a suspensão da nação na organização, ampliando seu isolamento internacional.

O artigo 20 permite que o secretário-geral ou qualquer Estado-membro convoque o Conselho Permanente da entidade noc aso de uma alteração da ordem constitucional. O conselho, então, avalia a situação e, a maioria das nações presentes (ao menos 18 das 34 que compõem a OEA) pode decidir por novas gestões diplomáticas. Se não houver resultados, uma assembleia geral extraordinária poderá ser convocada pelo Conselho Permanente e novas medidas, aprovadas. Nesse momento, de acordo com o artigo 21, a Venezuela poderá ser suspensa se os países entenderem que ocorreu uma ruptura da ordem democrática.

A invocação da Carta Democrática Interamericana é um mecanismo que pode levar o bloco a tomar medidas de exceção em caso de graves violações institucionais e constitucionais.

"A crise institucional da Venezuela demanda mudanças imediatas nas ações do Poder Executivo, sob o risco de cair de forma imediata em uma situação de ilegitimidade", destacou Almagro num dos trechos do documento enviado ao argentino Juan José Arcuri, presidente do Conselho Permanente.

Diante desse quadro é resposnabilidade dos países da região assumir o compromisso de fazer aplicar o determinado pela Carta Democrática de maneira progressiva e gradual, sem descartar nenhum hipótese de resolução, afirmou Almagro. "Não existe possibilidade de normalidade democrática na Venezuela sem a necessária disposição à convivência entre governo, partidos políticos, atores sociais e a sociedade venezuelana em sua mais ampla concepção", segundo o secretário-geral.

Há duas semanas o presidente da Comissão de Política Externa da Assembleia Nacional venezuelana, Luis Florido, se encontrou com o secretário-geral da OEA para pedir oficialmente a abertura de um processo no órgão para definir se haverá ativação da medida. ***(Com informações de O Globo)

NÃO CUSTA NADA RELEMBRAR O QUANTO A JUVENTUDE ESQUERDISTA AMA MADURO E OS DITADORES PSICOPATAS COMUNAS.

Vídeo da eterna vergonha alheia.



Veja também: Lula apoia Maduro, fez até campanha pra ele.



segunda-feira, 30 de maio de 2016

Filho de 7 anos de Michel Temer tem R$ 2 milhões em imóveis

Fachada de prédio do escritório do presidente interino, 
Michel Temer, no Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo. 
O dono do imóvel é o filho de 7 anos de Michel Temer, 
que já tem R$ 2 milhões em imóveis
Aos 7 anos de idade, completados em 2 de maio, Michel Miguel Elias Temer Lulia Filho, mais conhecido como Michelzinho, é proprietário de pelo menos dois imóveis cujos valores somados superam R$ 2 milhões. O pai, Michel Miguel Elias Temer Lulia, 75, presidente em exercício da República, passou para o nome do único herdeiro do seu casamento com Marcela Temer dois conjuntos comerciais que abrigam seu escritório político em São Paulo.

Localizados no Edifício Lugano, no Itaim Bibi, zona sul da capital paulista, cada conjunto tem 196 m² e valor venal de R$ 1.024.802, segundo a Prefeitura de São Paulo --os dados são públicos e podem ser consultados na internet. O valor de mercado costuma ser de 20% a 40% mais alto do que o valor de referência usado pela prefeitura para calcular o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Mesmo assim, na declaração de bens que Temer apresentou à Justiça Eleitoral em 2014, cada conjunto é avaliado em apenas R$ 190 mil. Isso é comum nas declarações de políticos, pois os imóveis costumam ser declarados pelo valor de quando foram comprados. A legislação não obriga a atualização do valor.

Doação


A assessoria de imprensa de Temer informou que a transferência foi feita como doação, uma espécie de antecipação da herança, e que as filhas do presidente em exercício também já receberam imóveis em outros momentos. A assessoria não esclareceu quais imóveis foram doados para as filhas, nem em que data isso ocorreu.


Luciana, Maristela e Clarissa, fruto do primeiro casamento de Temer, são proprietárias de imóveis residenciais na zona oeste de São Paulo, segundo a prefeitura. A primeira também é dona de um escritório no mesmo prédio onde ficam os imóveis transferidos para seu irmão.

Outros bens


No caso da declaração de bens de Temer apresentada quando foi candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff, a casa que possui na zona oeste de São Paulo também está subavaliada.

Em 2014, o presidente em exercício declarou a residência de 415 m² no Alto de Pinheiros, comprada em 1998, por R$ 722.977,41. Na prefeitura, o valor venal é de R$ 2.875,109. Sobre esse valor incide a cobrança de IPTU.

Se a casa e os dois conjuntos do Itaim Bibi tivessem seu valor corrigido para pelo menos o valor venal, o patrimônio declarado de Temer aumentaria em pelo menos R$ 3,6 milhões e chegaria a um total de mais de R$ 11 milhões. Isso não inclui outra casa, de R$ 1.434.558, no bairro do Pacaembu, pela qual ele responde a uma ação por não pagamento de IPTU, e que Temer diz ter vendido.

O patrimônio do presidente interino cresceu rapidamente desde 2006. Naquele ano, Temer foi candidato a deputado federal e declarou bens no valor de R$ 2.293.645,53. Se corrigido pelo IGP-M da Fundação Getúlio Vargas, eles corresponderiam, em 2014, a R$ 3.678.526,22.

Porém, seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral em 2014 já havia crescido para R$ 7.521.799,27. Ou seja, mais do que dobrou acima da inflação entre duas eleições - e isso sem levar em conta a valorização dos imóveis. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
(Fonte: UOL)

domingo, 29 de maio de 2016

É mole? Sumiram com os registros de quem visitou o Palácio do Planalto na gestão Dilma


O governo Temer já está averiguando o caso.

Oficialmente, o governo Temer não descarta uma falha nos computadores. Mas a verdade é que os novos funcionários do Palácio do Planalto desconfiam que os registros de políticos, empresários ou qualquer outro visitante das instalações da Presidência da República na gestão Dilma foram deliberadamente apagados.

Havia ali informações valiosas para as investigações em curso, uma vez que operações como a Lava Jato cruzam dados telefônicos, compromissos em agenda, saques e depósitos bancários ou mesmo registro de visita em instalações públicas.

Está sendo feita uma averiguação para que o ocorrido seja esclarecido.
(Fonte: Implicante)

Dilma: 'Quem paga o pato, quando não tem imposto num país, é a população'

Em entrevista à Folha de S.Paulo, presidente afastada defende a CPMF e critica cortes na educação e na saúde



A presidente afastada Dilma Rousseff admitiu que falhou durante o governo, em entrevista publicada pela Folha de S.Paulo, mas não detalhou quais, pois "essa volta ao passado não existe".

Na entrevista, Dilma disse que assumiu a proposta de recriar a CPMF "sem pudor". "Nós nunca entramos nessa do pato, (símbolo criado pela Fiesp para protestar contra a criação de impostos). Aliás o pato está calado, sumido. Porque quem paga o pato, quando não se tem imposto no país, é a população. Vai ter corte na saúde. Já falaram em acabar com o Mais Médicos, já falaram que o SUS não cabe no orçamento. Depois voltaram atrás", afirmou.

Os cortes na área social também foram criticados por Dilma: "entre fazer isso e criar um imposto, cria um imposto".

Ao ser perguntada sobre as eleições passadas, Dilma disse que nem ela, nem a oposição tinham percebido que havia uma crise no país. "Me mostra a oposição falando que tinha crise no Brasil! Ninguém sabia que o preço do petróleo ia cair, que a China ia fazer uma aterrissagem bastante forte, que ia ter a pior seca do Nordeste".

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Justiça do Trabalho em PE pode fechar as portas a partir de setembro

O alerta foi dado durante ato no pleno do TRT da 6ª Região que apresentou os cortes no orçamento do órgão



Um ato promovido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-PE), nesta terça-feira (24), alertou para a crise financeira que afeta o funcionamento da Justiça do Trabalho em Pernambuco. Participaram do encontro representantes do Poder Judiciário, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de sindicatos patronais e de empregados.

De acordo com o TRE, a Justiça do Trabalho em Pernambuco teve uma redução orçamentária de R$ 17 milhões em 2016. O plano de contingenciamento adotado inclui demissão de terceirizados e até redução no horário do expediente.

Mesmo assim, o déficit chega a R$ 8 milhões, o que inviabiliza a continuidade dos serviços no formato tradicional, caso não receba mais recursos ou uma flexibilização no orçamento.

Por outro lado, o número de ações trabalhistas em tramitação só aumenta.
(Fonte: JConline)

quarta-feira, 25 de maio de 2016

#BOMBA - Renan defende mudar lei de delação premiada

Renan Calheios: presidente do Senado quer acabar com delação premiada de presos

São Paulo - O presidente do Senado, Renan Calheiros, defendeu uma mudança na lei da delação premiada, durante conversa gravada com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

Segundo a Folha de S.Paulo, a intenção de Renan é impedir que um preso se torne delator, que é um procedimento largamente utilizado pela operação Lava Jato.

Ainda segundo a Folha, durante a conversa, Machado sugeriu que era necessário "passar uma borracha" no Brasil, por meio de "um pacto".

Renan teria respondido: "antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo [inaudível] fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação".

Para Renan, os políticos todos "estão com medo" da Lava Jato. "Aécio [Neves, presidente do PSDB] está com medo. [me procurou] 'Renan, queria que você visse para mim esse negócio do Delcídio, se tem mais alguma coisa'", de acordo com transcrição do jornal.

Machado respondeu: "Renan, eu fui do PSDB dez anos, Renan. Não sobra ninguém, Renan."

Sérgio Machado, investigado pela Lava Jato, gravou pelo menos duas conversas com Renan Calheiros, segundo a Folha, em acordo de delação premiada. 

Ele também gravou o senador Romero Jucá, que, depois da divulgação, foi exonerado do cargo de ministro do Planejamento no governo provisório de Michel Temer.

Dilma e STF


Na conversa, Renan também sugeriu que poderia "negociar" com membros do STF a "transição" de Dilma Rousseff, hoje afastada da Presidência.

Machado quis saber por que Dilma não "negocia" com os membros do Supremo. Renan respondeu: "Porque todos estão putos com ela".

Renan narrou que a presidente Dilma teria dito a ele: 'Renan, eu recebi aqui o Lewandowski, querendo conversar um pouco sobre uma saída para o Brasil, sobre as dificuldades, sobre a necessidade de conter o Supremo como guardião da Constituição. O Lewandowski só veio falar de aumento, isso é uma coisa inacreditável'.

Renan Calheiros ainda citou uma delação da empreiteira Odebrecht, que "vai mostrar as contas", em uma provável referência à campanha eleitoral de Dilma Rousseff.

Rodrigo Janot


No meio do diálogo, Machado critica o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. "O Janot é um filho da puta da maior, da maior...", mas a resposta de Renan é inaudível.

Machado prossegue: "Renan, esse cara é mau, é mau, é mau. Agora, tem que administrar isso direito. Inclusive eu estou aqui desde ontem... Tem que ter uma ideia de como vai ser. Porque se esse vagabundo jogar lá embaixo, aí é uma merda. Queria ver se fazia uma conversa, vocês, que alternativa teria, porque aí eu me fodo."

Renan responde apenas "Sarney", sugerindo que o amigo procure José Sarney, e depois recomendando que Machado trace uma estratégia com o prório advogado.

Defesa


Por meio da assessoria de imprensa, o presidente do Senado afirmou à Folha de S.Paulo que os "diálogos não revelam, não indicam, nem sugerem qualquer menção ou tentativa de interferir na Lava Jato ou soluções anômalas. E não seria o caso porque nada vai interferir nas investigações."

"Todas as opiniões do senador foram publicamente noticiadas pelos veículos de comunicação, como as críticas ao ex-presidente da Câmara, a possibilidade de alterar a lei de delações para, por exemplo, agravar as penas de delações não confirmadas e as notícias sobre delações de empreiteiras foram fartamente veiculadas".

"Em relação ao senador Aécio Neves, o senador Renan Calheiros se desculpa porque se expressou inadequadamente. Ele se referia a um contato do senador mineiro que expressava indignação –e não medo– com a citação do ex-senador Delcídio do Amaral."

Já a assessoria do STF disse à Folha que o presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski, "jamais manteve conversas sobre supostas 'transição' ou 'mudanças na legislação penal' com as pessoas citadas", isto é, Renan Calheiros e Sérgio Machado.

Segundo a nota, Lewandowski "participou de diversos encontros, constantes de agenda pública, com integrantes do Poder Executivo para tratar do Orçamento do Judiciário e do reajuste dos salários de servidores e magistrados".

O PSDB, também em nota enviada à Folha, afirmou que vai "acionar na Justiça" o ex-presidente da Transpetro.
(Fonte: EXAME)

Lula quer ser reconhecido como ministro e julgado pelo STF

Lula: ex-presidente pediu que seu mandato como ministro fosse reconhecido e julgado pelo STF

Brasília - A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou nesta terça-feira, 24, um recurso no Supremo Tribunal Federal para que as ações contra a sua nomeação para a Casa Civil não sejam extintas e sejam levadas a julgamento no plenário da Corte.

Os advogados pedem que o tribunal reconheça que o petista teve status de ministro por cerca de dois meses, entre 16 de março, quando foi nomeado, e 12 de maio, quando a presidente Dilma Rousseff foi afastada pelo Senado, e considere as "consequências jurídicas decorrentes dessa situação".

A defesa argumenta que o ex-presidente "preenchia, como ainda preenche, todos os requisitos previstos no artigo 87 da Constituição Federal para o exercício do cargo de ministro de Estado, além de estar em pleno exercício de seus direitos políticos".

Para os advogados do petista, não havia impedimentos para Lula assumir a Casa Civil, já que ele não era réu nem foi condenado em ação penal.

Caso o Supremo acolha o pedido, isso pode abrir uma brecha para que os advogados do ex-presidente questionem atos do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, como a divulgação das conversas entre ele e a presidente afastada Dilma Rousseff.

Há uma intensa discussão no meio jurídico sobre a legalidade desses áudios.

No último dia 12, o ministro do STF Gilmar Mendes determinou o arquivamento dos mandados de segurança impetrados pelo PSDB e PPS após a exoneração de Lula ser publicada no Diário Oficial da União, quando Dilma se afastou do cargo.

À reportagem, ele afirmou que vai analisar o recurso impetrado pela defesa do petista. Não há nada que impeça o ministro de tomar decisão monocrática sobre o caso.

Em manifestação sobre o assunto nesta semana, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou entender que houve "prejuízo" das ações que analisavam o caso de Lula após a sua exoneração.

A indicação foi feita em uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) que trata do assunto e está sob a relatoria do ministro Teori Zavascki.

Conversa


Lula foi nomeado ministro em 16 de março. No mesmo dia, Moro autorizou a publicidade das gravações. Uma delas mostrava uma conversa entre Lula e Dilma, na qual a então presidente afirmava que estava enviando o termo de posse ao petista para que ele usasse em "caso de necessidade".

As gravações foram citadas por Gilmar Mendes em sua decisão para suspender a nomeação do ex-presidente, m 18 de março.

Para ele, o ato foi uma tentativa de obstruir a Justiça, já que Dilma teria indicado Lula para o governo com o objetivo de que as investigações contra ele fossem examinadas pelo Supremo e não mais por Moro.

Na época, Lula havia acabado de ser alvo de uma fase da Operação Lava Jato, quando foi levado a prestar depoimento. Havia também o temor de que Moro decretasse a prisão preventiva do ex-presidente.

No fim de março, em ofício ao STF, Moro pediu "escusas" à Corte e disse que a divulgação dos áudios não teve intuito "político-partidário".

A manifestação foi encaminhada a Teori, que solicitou esclarecimentos do juiz ao determinar a remessa de todo o material das conversas de Lula ao Supremo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
(Fonte: EXAME)

Jean Wyllys é condenado a pagar indenização por ofensa na internet

Deputado publicou foto no Facebook em que critica apoiadores do impeachment da presidenta Dilma


O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios ao pagamento de uma indenização de R$ 40 mil a uma procuradora do DF. De acordo com o jornal O Globo, o parlamentar postou em seu Facebook uma foto de Beatriz Sordi, considerando-a ofensiva em seu uso pela sentença do tribunal. Há o acréscimo de multa de R$ 500 pelos dias em que a imagem permaneça no ar.

A procuradora afirma que fez a foto em maio de 2015. Na ocasião, o Movimento Social Foro de Brasília, da qual Beatriz é membro, entregou um pedido de impeachment de Dilma Roussef a Eduardo Câmara (PMDB-RJ), à época presidente da Câmara. Jean, dias após a entrega, compartilhou a imagem, que havia sido republicada por outro parlamentar, e legendou com "levanta a mão quem quer receber uma fatia dos 5 milhões? E agora? Será que os pretensos guerreiros contra a corrupção repudiarão sua selfie mais famosa?".

A procuradora, em denúncia, alegou que a publicação a difamou e lhe causou danos morais. Ela pediu uma indenização de R$ 300 mil, mas a juíza responsável pelo caso desconsiderou o valor. A defesa de Wyllys disse que, por ser parlamentar, ele possui imunidade para se expressar, e que a crítica feita era destinada a deputados que queriam o impeachment, não a Beatriz. 

Na sentença, a juíza Maria Augusta de Albuquerque afirma que a publicação "não teve o condão de ofender a reputação da autora, que apenas figurou como parte do cenário da postagem, não sendo sequer alvo direto das críticas. [...]por não ser figura pública, não tendo qualquer poder de influência política, não poderia ser destinatária da suposta verba paga a título de propina".

Beatriz Sordi recorreu da decisão da magistrada, que foi revertida na 5ª Turma Cível do Tribunal. A nova decisão diz que "há excesso nos limites da sua garantia constitucional, pois a ofensa passou a se dirigir a todos os integrantes da foto, inclusive a autora, e não somente ao Presidente da Câmara dos Deputados. Não estão protegidas pelo manto da imunidade material parlamentar as ofensas dirigidas a terceiros não congressistas e não comprovadamente envolvidos em esquemas de corrupção".

sábado, 21 de maio de 2016

Sem açúcar, Coca-Cola interrompe produção na Venezuela


A Coca-Cola suspendeu a produção de refrigerantes na Venezuela devido à falta de açúcar causada pela grave crise econômica enfrentada pelo país


Por meio de uma nota, a multinacional norte-americana afirmou que os fornecedores declararam que não tinham o ingrediente disponível, forçando a interrupção do processo de fabricação das bebidas da marca.

No entanto, a Coca-Cola continuará a fazer produtos sem açúcar e manterá abertos seus centros de distribuição na Venezuela, cuja economia está à beira do colapso. A inflação, segundo previsões do mercado, deve superar os 700% em 2016, e a escassez de alimentos é cada vez maior.

Além disso, o país passa por uma crescente tensão política, com a oposição angariando apoio para realizar um referendo que revogue o mandato do presidente Nicolás Maduro, que, por sua vez, denuncia um "golpe" e decretou estado de exceção e emergência econômica.

(Fonte: Terra)

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Aliado de Alckmin tenta barrar criação da CPI da Merenda

Geraldo Alckmin: aliado do governador quer anular
pedido de abertura da CPI da Merenda na Alesp.

São Paulo - Líder do PTB e aliado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), o deputado Campos Machado tentará anular o requerimento com o pedido de instalação da CPI da Merenda na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), protocolado na semana passada com ampla adesão de parlamentares após a ocupação do plenário da Casa por estudantes de escolas técnicas e estaduais.

Na terça-feira, 17, por 49 votos, deputados da base e da oposição aprovaram o regime de urgência do projeto que cria a Comissão Parlamentar de Inquérito, acelerando sua instalação.

Segundo Campos, o requerimento da CPI foi assinado pelo presidente da Alesp, Fernando Capez (PSDB), o que é proibido pelo regimento interno.

O tucano é um dos investigados pela Operação Alba Branca, da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual, por suspeita de integrar o esquema de superfaturamento e pagamento de propina em convênios da Cooperativa Agrícola Familiar para fornecimento de suco na merenda escolar para o Estado e 22 prefeituras. Ele nega.

O petebista, que se diz contrário à comissão porque o caso já é investigado pela polícia e pela Promotoria, questiona ainda o fato de a Alesp querer dar prioridade à CPI da Merenda em vez de outras comissões protocoladas antes, como a CPI do Detran, para investigar suposto esquema de corrupção no Departamento Estadual de Trânsito.

"O que é estranho é que de uma hora para outra todo mundo resolveu assinar a CPI, só por causa da invasão dos alunos. Não pode ser assim. Até o presidente assinou, o que não pode. Talvez esse requerimento seja nulo", disse.

O projeto de resolução que cria a CPI deve começar a ser discutido nesta quarta-feira, 18, no plenário, mas a tendência é que a comissão só seja instalada na semana que vem ou em junho por causa das obstruções que Campos pretende fazer.

Os deputados discutem a proposta por até seis horas em duas comissões em plenário para depois votar o projeto.

Se for aprovado, o presidente da Casa pede aos líderes que indiquem os parlamentares que farão parte da CPI e o integrante mais velho convoca a primeira reunião da comissão.

"CPI, em 99% dos casos, não serve para investigar nada, apenas para fins políticos. Voto a favor única e exclusivamente pela bancada do PSDB", disse o tucano Barros Munhoz.

"Votamos nesta noite sobre pressão de meia dúzia de estudantes que invadiram essa casa", criticou Campos Machado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
(Fonte: EXAME)

terça-feira, 17 de maio de 2016

De 2007 pra cá, R$ 20 bilhões foram recolhidos pelos Sindicatos

Você sabe quanto os sindicatos retiram dos trabalhadores brasileiros?


E a crise não vem sendo um problema para eles, que este ano já bateram o recorde de arrecadação: R$ 3,1 bilhões


Mais especificamente, R$ 20,3 bilhões. Esse mundo de dinheiro veio do pagamento da contribuição obrigatória anual de um dia de salário. Só este ano, mesmo com crise e tudo, as organizações sindicais brasileiras arrecadaram até junho nada menos que R$ 3,1 bilhões. Os dados são do Ministério do Trabalho e não sofreram qualquer reajuste com a inflação, o que deixa tudo ainda mais assustador. No período abordado pela matéria do G1, a arrecadação só cresce ano a ano e caminha para triplicar ao final do oitavo ano.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Estagiária de banco é apreendida com 62 cartões do Bolsa Família, em PE

Adolescente ainda é suspeita de saques em contas de funcionários e clientes. Caixa Econômica Federal disse que contribui com a investigação policial.


Cartões do bolsa família apreendidos com adolescente em Bezerros, PE (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)



Uma adolescente de 17 anos foi apreendida quarta-feira por fazer saques da conta bancária de funcionários da Caixa Econômica Federal de Bezerros, Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Civil, ela era estagiária da agência e praticava o crime em parceria com o primo, de 18 anos. Com ela, foram encontrados comprovantes de saques, 62 cartões do Bolsa Família e 12 de contas de clientes.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Caixa Econômica esclareceu ao G1 que o banco está à disposição para contribuir com o trabalho de investigação da polícia. "As informações sobre eventos criminosos são repassadas às autoridades policiais".

Cartões de clientes (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

O delegado Humberto Pimentel explicou como o esquema foi descoberto. "Conseguimos flagrar os dois porque os funcionários do banco estavam desconfiados das quantias que estavam sendo transferidas e sacadas das contas deles. Uma das transferências foi de R$ 25 mil. Não sabemos a quantia total porque a Caixa ainda vai fazer o levantamento", informou.

Já o homem foi detido enquanto tentava sacar dinheiro em uma casa lotérica do município. "Como ela era estagiária do banco, ela tinha acesso às senhas de alguns funcionários. Era assim que ela conseguia o dinheiro e passava para a conta do primo", disse o delegado.

Segundo a polícia, ambos foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Federal de Caruaru, que deve ficar responsável pelas investigações do caso. A adolescente já foi liberada e será ouvida pela PF. Já o primo ficará à disposição da Justiça.

Cartões do bolsa família apreendidos com adolescente em Bezerros, PE (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

(Fonte: G1)

sábado, 14 de maio de 2016

Juiz abre processo e ordena embargo de bens de Cristina Kirchner por fraude no Banco Central

Ex-presidente, ex-ministro e ex-chefe do órgão podem ter causado prejuízos bilionários


Inferno astral. Mencionada em delação de ex-assessor de empresário investigado,
Cristina Kirchner tornou-se suspeita de participação em esquema de lavagem de dinheiro
- MARCOS BRINDICCI / Marcos Brindicci/Reuters/20-8-2014

BUENOS AIRES - A ex-presidente argentina Cristina Kirchner voltou a ser alvo da Justiça nesta sexta-feira. Apenas um mês após chamá-la para prestar depoimento, o juiz Claudio Bonadio abriu processo contra ela num caso no qual a ex-mandatária é investigada por suposta associação ilícita que provocou prejuízo estimado em 27 bilhões de pesos (quase R$ 7 bilhões) ao país por irregularidades em operações de venda de dólar futuro através do Banco Central. Ele ordenou que bens da ex-mandatária sejam embargados.

Segundo Bonadio, as operações do BC que levaram a um enorme prejuízo em 2015 não poderiam ter sido concretizadas sem aval do Ministério da Economia e do Executivo. Por conta disso, além de Cristina, viraram réus também o ex-ministro da Economia Axel Kicillof, hoje deputado, e o então chefe do BC, Alejandro Vanoli, além de outras 12 pessoas, todos funcionários ligados ao antigo governo. Eles terão seus bens embargados em 15 milhões de pesos (R$ 3,7 milhões).

Bonadio questionou a venda de dólares no mercado futuro com preço mais baixo que a cotação, o que obrigou o Estado a pagar uma grande diferença aos consumidores quando o peso se desvalorizou, com uma medida de Mauricio Macri adotada logo após assumir a Casa Rosada, em janeiro, unificando os dois valores vigentes no período. Cristina teria autorizado a venda do dólar a 10,50 pesos em setembro passado, quando a moeda americana era cotada a 9,60 pesos.

“É evidente que a então presidente deu instruções — sem dúvida elaboradas em conjunto — a seu ministro da Economia para que esta operação financeira fosse realizada. É impensável que uma operação desta magnitude (...) seja feita sem a aprovação expressa do mais alto nível de decisão econômica e do Executivo”, escreveu Bonadio na ata de sua decisão, de 147 páginas, indicando Cristina ainda como “coautora de fraude ao Estado”: “Como figura central, tomou a decisão de manter o dólar oficial a um valor artificialmente baixo através de operações irregulares.”

De acordo com o juiz, “Kicillof orientou os funcionários do BC e certamente os diretores da Comissão Nacional de Valores (CNV), todos os quais totalmente substituíveis em caso de dissidência com a ordem”.

Cristina, Kicillof e Vanoli não serão alvo de ordem de prisão, apesar de funcionários macristas admitirem a possibilidade. “O único fundamento que legitima a prisão preventiva deve ser meramente cautelar. É para evitar que o acusado tente prejudicar a ação da Justiça ou busque entorpecer a investigação”, escreveu Bonadio.

O kirchnerismo argumenta que não se pode acusar a presidente por uma política monetária contra a desvalorização do peso. Ela afirma que não cometeu crime de corrupção, enriquecimento ilícito ou qualquer outro delito previsto no Código Penal, e se considera vítima de "perseguição política".

Série de acusações


Em abril, a ex-chefe de Estado saiu da reclusão no Sul do país e entregou nos tribunais de Buenos Aires uma declaração por escrito para se defender. Depois, se reuniu com militantes num ato, no qual atacou a Justiça, a mídia, o governo Mauricio Macri e propôs a criação de uma “Frente Cidadã”, projeto que poderia ter como objetivo uma candidatura nas eleições legislativas de 2017.

— Podem me intimar 20 vezes, podem me prender, mas não vão me calar — enfatizou.

Cristina é ainda investigada em uma série de outros casos, envolvendo negociações escusas com sócios durante seu governo. A ex-presidente e seu filho, Máximo, foram acusados formalmente de aceitação de subornos em atividades criminosas investigadas no caso Los Sauces — no qual ela é alvo de pedidos de investigação por supostamente receber propina dos empresários Lázaro Báez, preso há mais de um mês por suposta lavagem de dinheiro, e Cristóbal López, vencedores de várias licitações de obras públicas. O promotor Carlos Rívolo ampliou as acusações que levaram ao indiciamento da ex-mandatária, que é investigada por crescimento injustificado do patrimônio da família com o caso no entorno.

— Nos parece necessário que o juiz (Claudio) Bonadio investigue o delito, mais conhecido como suborno. O retorno era feito por transações milionárias. É oportuna e necessária a eventual declaração (de Cristina sobre o caso). É uma causa similar à Hotesur (na qual Cristina é investigada por fatos semelhantes) — disse a deputada Margarita Stolbizer, que fez a denúncia acolhida na Justiça federal.

Já na Hotesur, o juiz Sebastián Casanello mandou prender o empresário Lázaro Báez, sócio dos Kirchner, e está investigando o envolvimento da ex-família presidencial. O promotor Guillermo Marijuán mandou vasculhar propriedades dele em busca de dinheiro escondido.

Máximo, deputado federal, criticou o Judiciário pelas frequentes citações a seu pai e disse que “há perseguição ao sobrenome Kirchner”.

— Existe gente que, se não denunciar, não existe politicamente. Me parece muito a série “Pablo Escobar, o patrão do mal”. Dizem: “Se Néstor está morto, vou desenterrá-lo e vou matá-lo de novo”.

O ministro do Interior, Rogerio Frigelio, rebateu as declarações.

— Acreditamos na divisão de Poderes e celebramos que a Justiça atue e investigue o passado.
(Fonte: O Globo)

Como Dilma fraudou as contas públicas

O eufemismo “pedaladas” não dá a real dimensão do que ocorreu. Por isso os acusadores da presidente falam em “fraude”


Ao se afastar da Presidência da República, na quinta-feira, Dilma Rousseff repetiu a lógica de sua defesa, que foi apresentada e rejeitada na Câmara e no Senado. “Atos idênticos foram executados pelos presidentes que me antecederam. Não era crime na época deles e também não é crime agora”, disse Dilma, referindo-se ao uso forçado de dinheiro de instituições federais para melhorar momentaneamente as contas do governo (leia no quadro abaixo). O recurso é o motivo oficial do afastamento da presidente.

Apelidou-se o artifício de “pedalada”. É um apelido leve para uma falta grave. Marcos Lisboa, que foi secretário de Política Econômica no governo Lula, prefere “maquiagem de contas públicas”. O procurador Júlio Marcelo Oliveira, representante do Ministério Público Federal no Tribunal de Contas da União (TCU), usa “fraude fiscal” para descrever o ocorrido.

O fato é que uma manobra contábil que deveria ocorrer esporadicamente foi usada por Dilma de modo recorrente – um sinal de descaso para com as contas públicas. Pode-se discutir se o abuso é motivo para impeachment. Mas ele não ocorreu sozinho. Corrupção, inépcia econômica, falta de apoio político e popular fizeram o governo apodrecer. A acusação de fraude fiscal foi apenas o último golpe a fazê-lo tombar.


sexta-feira, 13 de maio de 2016

'Lula no governo foi estupidez inominável', diz Ciro Gomes

Para ex-ministro, petistas tem 'zero chance' de reaglutinar base e 'só um milagre' evitaria que Dilma sofresse o impeachment


Ciro Gomes é ex-ministro da Fazenda e ex-governador do Ceará

BRASÍLIA - Pré-candidato à Presidência em 2018, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) disse nesta quinta-feira, 24, que a ida do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o governo Dilma Rousseff foi uma “estupidez inominável” que acelerou o processo de impeachment no Congresso. Para ele, Lula tem hoje “zero chance” de ajudar Dilma a reaglutinar a base aliada. Para Ciro, “só um milagre nos salvará” do impeachment. Ele avalia que PMDB e PSDB se articulam para “assaltar” o governo e, com isso, tentar a “morte” da Operação Lava Jato, que apura atos de corrupção na Petrobrás.

Como o sr. avalia a ida de Lula para o governo? 

Trazer o Lula para dentro do governo foi uma estupidez inominável que acelerou e passionalizou muito a construção de um consenso que não existia, e ainda não existe, mas que deu muitos passos à direção da ruptura democrática brasileira através desse expediente golpista, porém, protocolar, que é o processo de impeachment.

Lula ainda tem poder de ajudar Dilma a reaglutinar a base? 

Zero chance. O grande responsável por essa situação chama-se Luiz Inácio Lula da Silva, o que não quer dizer que ele não tenha direito à presunção de inocência. Colocar esse lado quadrilha da política na linha de sucessão é responsabilidade dele.


Lula é culpado pela crise por voltar ao governo ou pela composição política que articulou? 

As duas coisas. Montar uma aliança política, loteando o governo, sabendo que o cara vai roubar. A última vez que eu conversei com ele sobre esse tipo de assunto e me afastei foi quando ele decidiu nomear um cara do Eduardo Cunha para Furnas. Eu disse: ‘Você está nomeando um cara que vai roubar, amanhã vai vir o escândalo e você que vai ser o responsável’. No dia seguinte, nomeou. E agora essa loucura de inventar de vir para o governo, confundindo República com coisa particular.

Como o sr. avalia o cenário? 

Estamos fazendo uma marcha da insensatez, com grande velocidade e complexidade. Começa com essa desbaratada ideia de trazer o Lula para dentro do governo. De outro lado, você tem um juiz que é importantíssimo para o Brasil: a obra do juiz (Sérgio) Moro é muito importante, será referência histórica se ele não jogar isso tudo fora. De outro, temos um ministro do Supremo Tribunal Federal, que é o ministro Gilmar Mendes, que fica ao descuidado daquilo que é a ultima saída dos brasileiros que pensamos com equilíbrio, que é a confiança de que o Supremo vai corrigir essa marcha da insensatez.

E qual o papel de Dilma nessa “marcha da insensatez”? 

Ela está cometendo três gravíssimos erros, que, combinados entre si, estão ameaçando desconstituir seu mandato e levar o Brasil a uma ruptura da democracia. Primeiro, é ruinosa a administração da economia. Temos hoje a pior recessão da história moderna do País. Segunda questão: está falhando gravemente nas projeções dos sinais de decência da coisa pública. A presidente Dilma é uma mulher honrada, decente, honesta, porém, os sinais são contraditórios. Ela entregou, por exemplo, a um afilhado do Eduardo Cunha a vice-presidência da Caixa Econômica Federal (Fábio Cleto, exonerado em dezembro). Terceiro: a destruição da esperança da sociedade, que foi construída nos últimos 12 anos por coisas práticas.

De que forma o governo pode superar a crise econômica? 

Há mil caminhos. O câmbio já se ajustou, é possível anunciar uma tendência consistente e tão rápida quanto possível de queda da taxa de juros, construir um caminho de obstrução do colapso fiscal dos municípios, especialmente se tiverem compromisso com um grande programa de reversão de expectativas e com a retomada do desenvolvimento do País. É possível fazer um fundo soberano ou um fundo garantidor com base na fração das reservas internacionais para reestruturar as dívidas de empresas nacionais que estejam comprometidas com algum programa de investimento.


O sr. esteve com a presidente no Palácio do Planalto nesta semana. O que conversaram?

Conversamos sobre o momento brasileiro. Ela pediu ajuda para barrar o impeachment e eu disse que iria ajudar.

Acha que Dilma vai conseguir barrar o impeachment no final? 

Só um milagre salva a nós, brasileiros. A queda dela é a ruptura da democracia e o nascimento de um governo ilegítimo.

Como o senhor vê a articulação PMDB/PSDB para um governo pós-Dilma? 

O objetivo maior é assalto ao poder, tirando o povo da jogada. E o objetivo lateral é encerrar a (Operação) Lava Jato. A coalizão PSDB/PMDB está tentando, entre outras coisas, simples e puramente o fim e a morte da Lava Jato. A democracia precisa saber que o (procurador-geral da República, Rodrigo) Janot conseguiu mil contas na Suíça de políticos de tudo que é de partido. Eles estão fazendo jantares em Brasília e conversando explicitamente que é preciso acelerar o impeachment, derrubar a Dilma e sinalizar que a Lava Jato concluiu sua finalidade e está na hora de encerrá-la. Não estou dizendo que é fácil, nem que vão conseguir. Estou dizendo o que eles estão tentando. Assumindo a Presidência, fica mais fácil.


O sr. acredita em um futuro apoio do PT à sua candidatura em 2018 como o presidente do PDT, Carlos Lupi, tem defendido? 

Só se eu fosse uma criança imbecil iria entrar num bobagem dessa. A natureza do PT é de ter candidato e não apoiar ninguém.
(Fonte: Estadão)

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Collor foi o único senador que obteve o silêncio do plenário durante os discursos

Os bastidores de uma sessão histórica onde os parlamentares só fizeram silêncio total para escutar o primeiro presidente do Brasil afastado por impeachment


Senador Fernando Collor discursa na sessão que votou a abertura do processo de impeachment de Dilma. Ele tem conhecimento de causa (Foto: Sergio Lima/ Época)

Não há pompa e importância histórica que resistam a uma longa sessão do parlamento. O presidente do Senado, Renan Calheiros, começou os trabalhos com uma hora de atraso, às 10h. Dispostos, os senadores mais afeiçoados à defesa do governo Dilma, Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias (PT) e Vanessa Grazziotin (PC do B), apresentaram questões de ordem, recursos regimentais, para impedir a sessão. Todas foram rejeitadas por Renan. Assim, o roteiro começou a andar. A combinada pausa para o almoço ocorreu com 50 minutos de atraso.


No início da tarde, pragmáticos, vários senadores deixaram o plenário para descansar. De um modo diverso dos deputados, mais discretos como manda a tradição do Senado, os inscritos aproveitaram a exposição proporcionada pela votação para direcionar discursos a seus estados. Não houve odes a filhos ou a Deus, mas menções a obras e ao povo local. Cada qual faz sua pequena campanha, de acordo com a tradição da casa em que atua: se a Câmara é mais informal, onde 513 se manifestam, o Senado de apenas 81 é mais formal e sério.

Com uma lista de 70 inscritos para falar, o desejo de todos era abreviar a sessão. Havia um desejo geral de uma solução para que os 70 discursos fossem evitados. O senador Romero Jucá encarregou-se de espalhar a versão de que um acordo poderia reduzir os oradores e o tempo da sessão. Quase todos concordavam com isso, à exceção dos senadores de PT, PC do B e poucos aliados. Logo pela manhã, Renan mencionou a possibilidade de abreviar a sessão, a partir de uma solução de consenso. O senador Paulo Paim protestou com veemência. A idéia foi guardada. Às 16h50, em um movimento ensaiado, o senador Valdir Raupp, aliado de Renan, sugeriu que o tempo máximo dos discursos fosse reduzido de 15 para 10 minutos. Era um balão de ensaio. Rapidamente, os senadores Humberto Costa, Gleisi, Vanessa, Fátima Bezerra e Randolfe Rodrigues se revoltaram. Costa saiu do fundo do plenário, tentou um microfone, que não funcionou e, afobado, conseguiu um segundo. Protestou e rejeitou a ideia. Depois, os quatro perfilaram-se na frente da mesa e gritaram. Renan recuou e anunciou que a ideia só seria acatada se fosse consenso. Como consenso não havia, a sessão se arrastaria pela noite adentro.

Transformada em uma sucessão de discursos, a sessão do Senado correu como todas as outras usuais: caiu na dispersão. Enquanto o orador falava, senadores, deputados presentes e a audiência ao redor batiam papo animadamente, trocavam cumprimentos, faziam selfies, entre outros passatempos. O presidente do Senado, Renan Calheiros, perdeu a paciência. Exasperado, pediu silêncio. “Os deputados são muito bem-vindos aqui, mas precisamos guardar silêncio, estamos em uma sessão histórica”, disse. Nada. Poucos minutos depois, após reclamaçao do senador Randolfe Rodrigues sobre o barulho, Renan pegou mais pesado. “Não vamos repetir aqui o espetáculo triste da Câmara”, disse. “Não podemos transformar o Senado em uma feira do passarinho”. Provocou risos. Não obteve a quietude desejada.

O silêncio exigido por Renan só se fez muito mais tarde, às 22h58, quando o senador Fernando Collor subiu à tribuna. Por uma dessas oportunidades que só a política brasileira proporciona à história, Collor, removido da presidência da República por um impeachment, votou no impeachment de sua quarta sucessora. Collor não aparecera no Senado o dia todo. Empertigado como sempre, ele foi o único a começar com um formal “Excelentíssimo senhor presidente do Senado, Renan Calheiros”. Foi o único orador realmente respeitado por seus pares e pela audiência. Fez-se silêncio no plenário para ouvir Collor. Apenas o deputado Pauderney Avelino, líder do DEM, permaneceu falando ao telefone ao lado do senador Ronaldo Caiado.

Collor foi ouvido com aquele tipo de respeito que só se concede no parlamento a pessoas em episódios dramáticos. Foi um respeito impessoal, pois Collor não é amigo dos outros senadores: ganhou essa deferência por falar ali como protagonista de um episódio triste. Citou Rui Barbosa, o mesmo trecho que foi citado em seu impeachment. Comparou os dois processos e passou a criticar Dilma, ao citar inclusive os avisos que disse ter dado à presidente sobre sua resistência a lidar com o Congresso e aos problemas na economia. “A autossuficiência se sobrepujava à razão”, disse. Ao descer da tribuna, apesar das fortes críticas a Dilma, Collor foi cumprimentado primeiro pelas senadoras Gleisi e Vanessa Grazziotin.

Se a votação da Câmara proporcionou a emoção das traições, a do Senado foi modorrenta. Em abril, poucos tiveram a paciência de assistir aos discursos dos deputados durante mais de 20 horas. A emoção ficou para o espetáculo dos deputados indo ao microfone discursar por dez segundos e votar. Havia a expectativa das traições ao governo (muitas) e à oposição (poucas). Havia os votos computados um a um, com os parlamentares fazendo contas no fundo do parlamento. Nada disso houve no Senado. Governo e oposição entraram na votação com a certeza de que o impeachment seria admitido. O resultado estava dado. A votação eletrônica tirou qualquer emoção do momento. No plenário, senadores nem se abalavam com as notícias de que, do outro lado da rua, funcionários saíam com sacos de lixo e caixas do Palácio do Planalto.

Renan ainda passou a palavra ao senador tucano Antonio Anastasia, relator do processo na casa, por 15 minutos; e ao advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, pelo mesmo tempo. Às 6h20, Renan fez um breve pronunciamento para abrir a votação dos 77 senadores presentes, dizendo que a "história é aberta a várias interpretações". Às 6h32, a votação foi feita no painel eletrônico. O resultado: 55 votos pela admissibilidade do processo; 22, contra. A presidente Dilma Rousseff foi, portanto, afastada do cargo por até 180 dias.
(Fonte: Época)

terça-feira, 10 de maio de 2016

Maranhão diz que tentou "salvar a democracia" ao anular processo de impeachment de Dilma

Presidente em exercício da Câmara afirmou que decisão buscava corrigir "vícios que certamente poderão ser insanáveis no futuro"


Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados

Acompanhado de deputados governistas, o presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), fez um breve pronunciamento, na tarde desta segunda-feira, em que tentou justificar a anulação da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. 

— Nossa decisão foi com base na Constituição, com base no nosso regimento, para que nós possamos corrigir em tempo vícios que certamente poderão ser insanáveis no futuro. Tenho consciência do quanto esse momento é delicado, momento em que nós temos o dever de salvarmos a democracia pelo debate — afirmou.

Em um discurso de menos de três minutos, Maranhão disse estar ciente do momento delicado que o país vive e que existe o dever de salvar a democracia. 

— Nós não estamos e nem estaremos, em momento algum, brincando de fazer democracia — declarou. 

O deputado afirmou, ainda, que serviu ao seu Estado e mencionou sua educação humilde, em escolas públicas, até sua graduação em veterinária e finalmente a promoção ao cargo de reitor da Universidade Estadual do Maranhão para dizer que agia "com essa história, em respeito a essa história, aos mais humildes do meu país que não podem ser marginalizados". 

Ele finalizou o pronunciamento dizendo que seu comunicado seria um divisor de águas na democracia brasileira.
(Fonte: ZeroHora)

sábado, 7 de maio de 2016

Jovens são detidos com cinco notebooks de escola “ocupada”

Pois é…



Já falamos aqui algumas vezes sobre os movimentos de “ocupação” de escolas e seu uso político partidário. Também já falamos sobre objetos furtados e, claro, do vandalismo.

Nada de novo sob o Sol, portanto.

Ainda assim, cabe o registro: a Polícia Militar deteve alguns jovens com cinco notebooks de uma “ocupação”. Havia também outros objetos. Um dos detidos é adolescente, os outros têm mais de 18 anos. Todos, segundo a PM, estavam na escola ocupada.
(Fonte: Implicante)

Governo propõe tributar heranças em até 25%

Herança: para compensar as perdas, entre outros, o governo também
propôs a criação de alíquotas de 15 a 25% no IR de
pessoas físicas para heranças e doações

Brasília - O governo apresentou nesta sexta-feira projeto de lei que traz mudanças na tributação, entre elas o aumento da tabela do Imposto de Renda (IR) em 5 por cento e que terá impacto no caixa de 5,2 bilhões de reais ao ano a partir de 2017, a poucos dias de o Senado votar o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Para compensar as perdas, entre outros, o governo também propôs a criação de alíquotas de 15 a 25 por cento no IR de pessoas físicas para grandes heranças e doações, com previsão de receitas de 1,5 bilhão de reais em 2017.

O saldo das medidas, segundo o Ministério da Fazenda, ficaria positivo em 150 milhões de reais em receitas. O projeto de lei será encaminhado ao Congresso.

"Estamos propondo correção da tabela do IR de forma responsável", afirmou o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, a jornalistas. "São medidas de justiça tributária", completou.

No domingo passado, quando foi comemorado o Dia do Trabalho, Dilma anunciou a correção da tabela do IR e também aumento no Bolsa Família. A investida aconteceu pouco mais de uma semana antes da votação pelo Senado do processo de impeachmet da presidente, marcada para o dia 11, e que pode afastá-la por até seis meses.

Segundo Barbosa, a cobrança de IR incidirá sobre heranças acima de 5 milhões de reais e sobre doações acima de 1 milhão de reais. "Não estamos propondo imposto sobre grandes fortunas", afirmou o ministro.

Outra medida compensatória, explicou Barbosa, é a criação de imposto sobre receitas geradas com direitos de imagem e de voz que, em 2017, prevê arrecadação de 836 milhões de reais.

O governo também está propondo a redução de benefícios fiscais à indústria petroquímica e químicas por meio de redução gradual de créditos tributários, além de mudanças na tributação do excedente do lucro pelas empresas optantes pelo Lucro Presumido e pelo Simples Nacional.

As contas públicas do país estão no vermelho, em meio ao cenário de recessão, receitas em queda e gastos em elevação.
(Fonte: EXAME)

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Na Venezuela, comer 3 vezes ao dia virou um luxo


Panelas vazias


São Paulo - Filas quilométricas nos mercados se tornaram comuns na Venezuela. Já faltaram papel higiênico para turistas, cevada para a maior cervejaria do país, além da energia elétrica, que agora é cortada quatro horas por dia. O pior, porém, vem a seguir: famílias têm pulado refeições e se alimentado mal, por não terem mantimentos suficientes.

Durante os 14 anos do ex-presidente Hugo Chávez no poder, a renda do petróleo, principal produto de exportação, foi usada para subsidiar comida para a população mais pobre. Como consequência, houve uma melhora na alimentação desses venezuelanos.

O problema é que com o colapso nos preços da commodity, agora sob o governo de Nicolás Maduro, essa política econômica ruiu. Segundo a agência de notícas Reuters, um estudo realizado por três universidades revela que 1.500 famílias do país têm aumentado o consumo de carboidratos em suas dietas. Para completar o quadro, 12% dos entrevistados já não fazem três refeições por dia.

A brasileira Silvone, que reside em Caracas, capital do país, há quase 8 anos e prefere que seu sobrenome não seja identificado, descreve o quadro de escassez no país. "As filas começam às 22h do dia anterior. Quando chega a sua vez, não tem mais nada", conta a EXAME.com.

Ela diz que compra mercadorias de "bachaqueros", pessoas que ficam nas filas e depois vendem os produtos por um valor bem mais alto. Mesmo assim, não é possível encontrar tudo o que se quer. "Leite, por exemplo, tem mais de um ano que eu não consigo", diz a brasileira.

Em uma série de reportagens, a Reuters visitou famílias em Caracas para fotografar o que havia em suas casas para comer. Conheça nas fotos essas pessoas e as suas "dispensas".

Veja matéria completa na integra: Revista EXAME


domingo, 1 de maio de 2016

TSE determina que PT devolva R$ 7 milhões aos cofres públicos


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta quinta-feira, 28, que o PT devolva R$ 7 milhões aos cofres públicos por causa de irregularidades no uso do Fundo Partidário referente ao ano de 2010. Além disso, a Corte determina a aplicação de 7,5% sobre o valor recebido do fundo naquele ano para a criação e a manutenção de programas de promoção e difusão da participação política de mulheres.

Entre os problemas considerados estão a ausência de contratos com a Agência Pepper, empresa de comunicação investigada na Operação Acrônimo e na Lava Jato suspeita de receber recursos ilegais em campanhas do PT. Além disso, há problemas com a Focal Comunicação, atualmente investigada pelo TSE nas ações que pedem a cassação da presidente Dilma Rousseff, e o Banco Rural, implicado no escândalo do mensalão.
(Fonte: ISTOÉ)