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sexta-feira, 29 de abril de 2016

SEM RECURSOS, AERONÁUTICA DESLIGA RADARES

Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro desativa temporariamente cinco dos 23 radares meteorológicos do país; ação não prejudica o tráfego aéreo, afirma FAB


O Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro
possui 23 radares no país (
SISCEAB)
O Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) desligou nessa quinta-feira (28) cinco radares meteorológicos em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. Segundo a Aeronáutica, os aparelhos foram desativados temporariamente devido a restrições orçamentárias. Ao todo, o SISCEAB possui 23 radares espalhados país.

Em contato com o Airway, a Força Aérea Brasileira (FAB) ressaltou que esses radares são “ferramentas complementares” para a captação de informações meteorológicas. De acordo com a FAB, os equipamentos em questão não são utilizados para o controle de tráfego aéreo. “O SISCEAB conta com outras fontes de informação para previsões climáticas, como imagens de satélite e estações e meteorológicas de superfície”, informa a Aeronáutica.

De olho na chuva


O radar meteorológico é usado para localizar “precipitações”. Na meteorologia, precipitação descreve qualquer tipo de fenômeno natural relacionado à queda de água do céu. Isso inclui chuva, neve e chuva de granizo.

O radar de meteorologia consegue encontrar o focos de precipitação a longas distâncias e também pode definir sua intensidade. Esses equipamentos emitem pulsos “Doppler”, capazes de detectar o movimento das gotículas de chuva (ou flocos de neve e granizo). O equipamento emite um sinal de radiação eletromagnética contínuo que “rebate” nas precipitações e retorna para as telas dos controladores.

Os pontos vermelhos indicam focos de fortes “precipitações” (DECEA)

Posicionamento oficial da Aeronáutica:


“O Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) possui 23 radares meteorológicos. Cinco deles, localizados em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal, estão temporariamente desligados devido a restrições orçamentárias.

Esses radares são ferramentas complementares para a captação de informações meteorológicas. É importante ressaltar que eles não são utilizados para o controle de tráfego aéreo. Além dos radares meteorológicos que continuam em operação, o SISCEAB conta com outras fontes de informação para previsões climáticas, como imagens de satélite e estações meteorológicas de superfície.”
(Fonte: UOL)

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Brasil fechou 1,85 milhões de vagas em 12 meses

Saldo do emprego formal foi divulgado pelo Ministério do Trabalho.
Março foi o 12º mês seguido de fechamento de empregos com carteira.


O Brasil completou em março 12 meses ininterruptos de fechamento de vagas com carteira assinada, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (22) pelo Ministério do Trabalho.

CRIAÇÃO DE VAGAS FORMAIS
Meses de março, em milhares
211081027614620634266921111121319-118Ano 2003Ano 2004Ano 2005Ano 2006Ano 2007Ano 2008Ano 2009Ano 2010Ano 2011Ano 2012Ano 2013Ano 2014Ano 2015Ano 2016-200-1000100200300
Fonte: MTE
O último mês com contratações acima das demissões foi março do ano passado, quando foram criados 19,2 mil postos de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

Os números oficiais mostram as demissões superaram as contratações em 118.776 vagas formais em março de 2016, no que foi o pior resultado, para este mês, desde o início da série histórica do governo, em 1995. Deste modo, foi o pior mês de março em 25 anos.

A demissão de trabalhadores acontece em meio à forte queda do nível de atividade, com a economia brasileira passando pela maior recessão dos últimos 25 anos. No ano passado, o PIB "encolheu" 3,8% e, para este ano, a previsão do mercado financeiro é de um recuo de igual intensidade.

Primeiro trimestre
No acumulado do primeiro trimestre deste ano, o país perdeu 319.150 empregos formais. No mesmo período do ano passado, 50.354 trabalhadores com carteira assinada foram demitidos.

Segundo o governo, o resultado dos três primeiros meses deste ano também foi pior, para este período, desde o início da série histórica do Ministério do Trabalho, em 2002.

Os números de criação de empregos formais do primeiro trimestre, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo nos meses de janeiro e fevereiro. Os dados de março ainda são considerados sem ajuste.

CRIAÇÃO DE VAGAS FORMAIS
Meses corridos, em milhares
19-97-115-111-157-86-95-169-130-596-99-104-118mar/15abr/15mai/15jun/15jul/15ago/15set/15out/15nov/15dez/15jan/16fev/16mar/16-700-600-500-400-300-200-1000100
Fonte: MTE
Demissões de 1,85 milhão de trabalhadores em 12 meses
O Ministério do Trabalho informou também que, nos últimos doze meses, foi registrada a demissão de 1.853.076 trabalhadores com carteira assinada.

Com isso, o total de trabalhadores empregados formalmente no país somou 39,37 milhões de pessoas em março deste ano, contra 41,22 milhões de pessoas empregadas, com carteira assinada, no mesmo mês do ano passado.

Setores
No mês passado, quase todos os setores da economia demitiram trabalhadores, com exceção da administração pública, que contratou 4.335 pessoas.

O setor de comércio liderou o fechamento de vagas com carteira assinada em março deste ano, com 41.978 demissões – seguido pela indústria de transformação (24.856 vagas fechadas).

A construção civil fechou 24.184 postos formais em março, ao mesmo tempo em que o setor de serviços registrou a demissão de 18.654 trabalhadores, segundo o Ministério do Trabalho.

Já a agricultura teve o fechamento de 12.131 postos de trabalho em março, enquanto que a indústria extrativa mineral demitiu 964 empregados no mês passado.

Números regionais
Segundo o Ministério do Trabalho, houve o registro de demissões em todas as regiões do país em março de 2016.

A região Sudeste foi a que teve mais trabalhadores demitidos no mês passado, quando 58.004 pessoas perderam o emprego. A região Nordeste, por sua vez, registrou a demissão de 46.269 trabalhadores, enquanto a região Norte contabilizou o fechamento de 10.706 vagas formais.

Já a região Sul fechou 2.855 empregos com carteira assinada no mês passado e, a região Centro-Oeste, apresentou um saldo de 942 vagas formais fechadas.

Das 27 unidades da federação (26 estados e o Distrito Federal), apenas quatro tiveram aumento do emprego formal em março deste ano. São eles: Rio Grande do Sul (4.803 postos), Goiás (3.331 postos), Roraima (220 empregos) e Mato Grosso do Sul (187 postos formais em março).
(Fonte: G1)

Delator diz que Renan recebeu R$ 6 milhões em propina

Só um gigantesco rabo preso com o Petrolão explica o receio do peemedebista de deixar o PT no passado.


Aos poucos fica claro o motivo de Renan Calheiros ainda se portar como um ferrenho defensor do governo Dilma. Nestor Cerveró disse a Sérgio Moro que o presidente do Senado recebeu R$ 6 milhões em propina por meio do lobista Jorge Luz. A grana teria saído de um contrato de afretamento do navio-sonda Petrobrás 10.000, ainda em 2006. Como o senador possui foro privilegiado, o juiz pediu para o delator se ater apenas aos envolvidos sem prerrogativa de foro.

Mesmo com Dilma derrotada no impeachment, o peemedebista vem se mostrando hesitante em seguir o padrão adotado pelo próprio partido e dar o governo petista como encerrado. Sempre escorregadio, deixa a entender que o processo de impedimento da presidente vai se arrastar até setembro, quando todo o trâmite semelhante no governo Collor não durou dois meses.


Só um rabo preso de tamanho recorde explica o receio de Calheiros em se alinhar com o próprio partido.
(Fonte: Implicante)

sábado, 23 de abril de 2016

José de Abreu reage com cuspe a provocação de cliente anti-PT em restaurante

Ator contou caso em seu perfil no Twitter: "Cuspi na cara do coxinha e da mulher dele! Não reagiu!", escreveu ele


Foto: Tata Barreto / TV Globo / TV Globo
Petista declarado, o ator José de Abreu revidou com cuspe a um xingamento de um cliente em um restaurante na noite desta sexta-feira, em São Paulo. Segundo o próprio artista narrou em sua conta no Twitter, o suposto advogado o xingou: "Vota no PT e vem comer no japonês!".



Zé de Abreu disse, ainda, que sua mulher foi ofendida durante meia hora e que, quando foi sair do restaurante, o homem começou a discursar. "Cuspi na cara!", admitiu o ator. Veja os tuítes do ator na noite desta sexta-feira:



Em março, Abreu participou de um vídeo em que artistas fazem questionamentos sobre a corrupção: "Se todo mundo é contra a corrupção, por que ela continua?". 

Por meio do Twitter, o ator participou de pelo menos duas polêmicas recentes. Em dezembro do ano passado, ele discutiu com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). "E o Randolfe, hein? Outro hipócrita safado", escreveu o ator que então participava da novela da Globo A Regra do Jogo em seu perfil, citando a conta do senador. O político havia sido citado em um dos processos da operação Lava-Jato, acusado de receber R$ 200 mil de propina.

Em maio de 2014, o ator se envolveu em uma polêmica com o vocalista da banda Ultraje a Rigor, Roger Moreira. O líder do grupo foi chamado de desonesto intelectual e foi atacado no Twitter por, entre outras pessoas, Zé de Abreu, que questionou a integridade de Roger por "meter pau no governo federal", mas aceitar patrocínio para se apresentar no Festival CCBB de Música Urbana, em São Paulo. Roger interrompeu um show para responder aos ataques da "militância política do PT".
(Fonte: ZH Notícias)

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Venezuelanos vão ficar sem eletricidade quatro horas por dia

Manifestante protesta contra governo na Venezuela:
segundo o ministro, a suspensão será feita ao longo do dia

A Venezuela anunciou hoje (21) um novo plano de racionamento de energia elétrica que passa pelo corte de fornecimento doméstico durante quatro horas diárias durante 40 dias, a partir do dia 25 próximo.

O ministro da Energia Elétrica, Luís Motta Dominguez, explicou que a medida poderá se prolongar até o nível da principal barragem do país (El Guri) subir ou até começar a época das chuvas, no fim de maio.

"Com estas quatro horas diárias, os venezuelanos vão colaborar para deter a descida do nível [de água] da Central Hidrelétrica no Guri", anunciou a televisão pública VTV.

Segundo o ministro, a suspensão será feita ao longo do dia, em blocos de quatro horas, estando o serviço elétrico garantido para todos os venezuelanos apenas entre às 20 horas e à meia-noite.

Luís Motta Dominguez afirmou que a seca provocada pelo fenômeno climático El Niño fez descer o nível de água da barragem de El Guri a um mínimo histórico.

No último dia 6, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, anunciou a redução do horário de atendimento da administração pública, que passou a funcionar apenas até às 13 horas, e decretou as sextas-feiras como dia não trabalhável até junho.

Em março, ele decretou dias feriados o período entre 19 e 27, coincidindo com a época da Páscoa. As duas medidas tiveram como propósito poupar energia e água.
(Fonte: Exame.com)

terça-feira, 19 de abril de 2016

Presidente da Anatel sinaliza fim da era da internet ilimitada no Brasil

Para João Rezende, é importante que a Anatel dê garantias para que não haja um desestímulo aos investimentos pelas companhias nas redes



O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, explicou que a era da internet ilimitada está chegando ao fim. Apesar de cautelar da agência publicada nesta segunda-feira (18/4) ter proibido por 90 dias as empresas de banda larga fixa de reduzirem a velocidade da conexão ou cortarem o acesso, Rezende afirmou que a oferta de serviços deve ser "aderente à realidade".

"Não podemos trabalhar com a noção de que o usuário terá um serviço ilimitado sem custo", afirmou Rezende. "Em nem todos os modelos cabe ilimitação total do serviço, pois não vai haver rede suficiente para tudo."

O presidente da Anatel reconheceu, porém, que a culpa, nesse caso, é das empresas, que "deseducaram" o cliente. "Acho que as empresas, ao longo do tempo, deseducaram os consumidores, com essa questão da propaganda de serviço ilimitado, infinito. Isso acabou, de alguma maneira, desacostumando o usuário. Foi má-educação", afirmou.

Para Rezende, é importante que a Anatel dê garantias para que não haja um desestímulo aos investimentos pelas companhias nas redes. "Acreditamos que isso é um pilar importante do sistema. É importante ter garantias para que não haja desestímulo ao investimento. Não podemos imaginar um serviço ilimitado."

Consumo


Uma das principais obrigações que as empresas terão que atender, conforme determinação da Anatel, é criar ferramentas que possibilitem ao usuário acompanhar seu consumo para que ele saiba, de antemão, se sua franquia está próxima do fim. Se a opção for criar um portal, o cliente poderá saber seu perfil e histórico de consumo, para saber que tipo de pacote é mais adequado.

Além disso, a empresas terão que notificar o consumidor quando estiver próximo do esgotamento de sua franquia e informar todos os pacotes disponíveis para o cliente, com previsão de velocidade de conexão e franquia de dados.

Uma vez que a Anatel apure o cumprimento dessas determinações, em 90 dias, as empresas poderão reduzir a velocidade da internet e até cortar o serviço se o limite da franquia for atingido. Para não ter o sinal cortado ou a velocidade reduzida, o usuário poderá, se desejar, comprar pacotes adicionais de franquia.

"Acreditamos que as empresas falharam e estão falhando na comunicação com o usuário", afirmou Rezende. "Também acho absurdo suspender serviço sem avisar usuário", acrescentou.

Rezende disse não ver relação entre a mudança na postura das empresas e a queda da base de assinantes de TV por assinatura. Entre agosto de 2015 e fevereiro de 2016, as empresas perderam quase 700 mil clientes, de acordo com a base de dados da própria Anatel. Ao mesmo tempo, a Netflix, serviço de vídeo por streaming, já contava com 2,2 milhões de assinantes no início do ano passado. "Neste momento, não vejo essa concorrência", afirmou Rezende.

Rezende disse que as empresas que quiserem continuar a oferecer pacotes de internet ilimitada poderão fazê-lo. Segundo ele, esse erro também já foi cometido pelas empresas quando ofereciam pacotes ilimitados de voz.

"Quem quiser oferecer pacote ilimitado vai ver até onde vai suportar esse modelo de negócios", afirmou. "Acho que as empresas tiveram um erro estratégico lá atrás de não perceber que qualquer mudança, como serviço ilimitado de dados, levaria a um momento em que seria preciso corrigir a rota, sob risco de queda de investimentos."

Ao comparar o uso da internet com o consumo de energia elétrica, a superintendente de Relações com Consumidores da Anatel, Elisa Leonel, disse que o modelo de franquias é opcional, mas ressaltou que alguns consumidores poderiam se surpreender com a conta no fim do mês se o modelo fosse de consumo aberto.

"As empresas poderiam deixar o cliente consumindo megabytes o mês todo e mandar a conta, mas como o consumidor não está habituado a isso, pode levar a susto no final do mês", afirmou Elisa. "A franquia garante o controle do seu uso, mas não é obrigatório. É para o bem dele."

O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Max Martinhão, disse que a medida chega para dar equilíbrio e segurança para o consumidor. "As coisas estavam acontecendo de forma muito desordenada", afirmou. "A medida traz tranquilidade nesse momento."

O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), que representa as principais empresas do setor, informou que não iria se pronunciar sobre a cautelar, porque cada empresa tem um posicionamento sobre a questão.


STF abre processo criminal contra Luciana Santos e Renildo Calheiros

Os comunistas são investigados por suposto recebimento de repasses ilegais feitos pelo Ministério do Esporte


Como hoje Luciana Santos é deputada federal e, por isso, goza de foro privilegiado, 
o inquérito foi levado ao STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu um processo criminal contra o atual prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, e a deputada federal e ex-prefeita da cidade, Luciana Santos, ambos do PC do B. Os comunistas são investigados por suposto recebimento de repasses ilegais feitos pelo Ministério do Esporte.

O inquérito foi aberto no fim do mês passado e não ganhou repercussão na imprensa, mas o Blog de Jamildo trouxe à tona nesta sexta-feira (24). O relator da matéria é o ministro do STF Teori Zavascki, que designou o juiz instrutor Márcio Schiefler Fontes para conduzir o processo. O despacho foi assinado no dia 23 de março. O autor do processo é o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Como hoje Luciana Santos é deputada federal e, por isso, goza de foro privilegiado, o inquérito foi levado ao STF.

De acordo com o despacho, o inquérito penal foi instaurado para apurar suposta prática de delitos contra a administração pública por Luciana Barbosa de Oliveira Santos e Renildo Calheiros, enquanto prefeitos. O processo aborda os mandatos entre 2000 a 2008, de Luciana, e de 2009 até o presente momento, com Renildo, se referindo a convênios firmados com o Ministério do Esporte (Convênio 353/2006 e contratos de repasse 0195.529-88/2006), com possíveis repasses ilegais de verbas federais.

Desde o início do governo Lula (PT), em 2003, o Ministério do Esporte sempre foi ocupado por integrantes do PCdoB, período compreendido pelos mandatos em investigação de Luciana Santos e Renildo Calheiros em Olinda. Entre 2003 e 2006, o ministro foi o então comunista Agnelo Queiroz, hoje filiado ao PT. De 2006 a 2010, a pasta ficou com Orlando Silva (PCdoB). Depois desse período, Orlando ainda chegou a ficar no Esporte entre 1º de janeiro de 2011 e 26 de outubro de 2011. Em 27 de outubro de 2011, assumiu Aldo Rebelo (PCdoB), que ficou no ministério até 1º de janeiro de 2015. Hoje a pasta está nas mãos do PRB, com o teólogo George Hilton.

A deputada Luciana Santos foi procurada para prestar esclarecimentos sobre a investigação, mas ela informou que não sabia do que se tratava o despacho. Procurador geral da Prefeitura de Olinda, responsável pela pasta de Assuntos Jurídicos, César André Pereira também afirmou que não recebeu nenhuma notificação do STF sobre o assunto, tanto no que se refere a Luciana Santos, quanto a Renildo Calheiros.
(Fonte: JCOnline)

domingo, 17 de abril de 2016

PM apreende armas e objetos com manifestantes contrários ao impeachment em Brasília

De acordo com a Secretaria de Segurança, há 18 mil manifestantes contra o governo e 7 mil a favor na Esplanada dos Ministérios.


PM apreende armas e objetos com manifestantes contrários ao impeachment em Brasília
Crédito: CBN

terça-feira, 12 de abril de 2016

PT e PCdoB se articulam para tentar excluir Sérgio Moro do Judiciário

Entre as alegações dos deputados estão interceptações telefônicas que, segundo eles, poderiam ser consideradas ilegais



Parlamentares do PT e do PCdoB protocolaram durante a semana uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que sejam apuradas supostas irregularidades por parte do juiz federal Sérgio Moro, coordenador da Operação Lava Jato.

Entre as alegações dos deputados estão interceptações telefônicas que, segundo eles, poderiam ser consideradas ilegais, como a da presidente Dilma Rousseff (PT), de ministros, um escritório de advocacia e senadores.

Os parlamentares avaliam que houve violação do sigilo na comunicação profissional entre advogado e cliente em decorrência de interceptação telefônica do escritório de advocacia Teixeira, Martins & Advogados, com gravações de conversas de 25 advogados e 300 clientes. 

Conforme os deputados, Moro foi alertado por ofício várias vezes pelas empresas de telefonia sobre os grampos, mas a decisão sobre interceptações telefônicas foi mantida pelo magistrado.Moro não se pronunciou sobre a iniciativa dos parlamentares do PT e do PCdoB.

(Fonte: UOL)

segunda-feira, 11 de abril de 2016

A cada hora, 282 pessoas ficam desempregadas no Brasil

O Brasil dos desempregados já tem quase a mesma população de Portugal: beira os 10 milhões de habitantes. Por hora, 282 brasileiros passam a fazer parte desse contingente, segundo cálculos do economista e blogueiro do Estado Alexandre Cabral. É gente como Adeíldo dos Santos, pai de três filhos, que está sem emprego há seis meses; como o haitiano Vito Pharius, que chegou a São Paulo há um ano, sem a família, e até hoje não conseguiu assinar a carteira de trabalho. É gente como André Vernilo, de 21 anos, que acabou de pegar o diploma de relações públicas, mas não consegue achar uma vaga na área; ou como Wagner Soares, ex-funcionário de uma fábrica de autopeças, hoje vendedor ambulante no viaduto Santa Ifigênia, em São Paulo.

A estimativa é de que, até o fim do ano, serão 12 milhões de histórias como essas no País. Vai ser cada vez mais difícil não conhecer alguém que esteja desempregado. E, para quem já está sem emprego, a dificuldade será encontrar portas onde bater. "Isso é muito grave, porque com exceção da agricultura, não há mais nenhum setor livre do fantasma do desemprego", diz o economista José Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB Associados. "E não se trata de uma crise conjuntural, com uma queda temporária. O problema é estrutural."

A nova onda de retração no mercado de trabalho ficou evidente a partir do segundo semestre do ano passado, quando os setores de comércio e serviços - grandes empregadores de mão de obra - começaram a demitir com mais força. A piora se somou aos desligamentos na construção civil e na indústria, em crise há mais tempo.

Em 2015, o comércio fechou 208 mil postos de trabalho, depois de mais de dez anos de criação de vagas. "Para este ano, estamos esperando o corte de 220 mil postos, já que o ajuste começou mais tarde no setor e muitos seguraram as demissões por causa dos custos", afirma Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio. No comércio, diz Bentes, contratação é sinônimo de crescimento nas vendas - o que não está acontecendo. Em 2015, as vendas recuaram 8,6% e, neste ano, devem cair 8,3%.

O que ajuda a explicar a forte piora nos setores de comércio e serviços é a queda da renda do Brasil. Em 2015, o recuo real - quando descontada a inflação - foi de 3,7%. A última queda havia sido observada em 2004, de 1,4%. Neste ano, deve chegar a 2,5%. "Se existiam sinais de que poderia haver uma melhora das condições do mercado de trabalho, os últimos dados mostram que todas as fontes fecharam", diz Claudio Dedecca, professor da Unicamp.

Morador de Diadema, Adeíldo Alfredo dos Santos, de 39 anos, descobriu isso na prática. Há seis meses sem trabalho, ele não tem mais para onde correr. O seguro-desemprego já acabou. O carro, que valia cerca de R$ 12 mil, foi vendido. E o dinheiro não para de sair da conta - restam apenas R$ 10 mil na poupança, que prometem voar com o aluguel, de R$ 850 mensais, e as outras despesas do dia a dia da família.

"Quando fui demitido, ficamos sem nenhuma renda, pois a minha esposa fica em casa com nossos três filhos pequenos", conta ele, que trabalhava na indústria da borracha. "Não tenho saída a não ser arranjar outro emprego. Mas está péssimo - as vagas estão afunilando cada vez mais", diz. "Aceito qualquer coisa em qualquer lugar." No último emprego, Adeíldo ganhava R$ 2 mil por mês. Há alguns anos, chegou a ganhar R$ 3 mil. "A minha condição de vida era melhor uns tempos atrás. Foi em 2013 que as coisas começaram a piorar", conta.

Não foi só para ele que as coisas mudaram rápido demais. "Em menos de dois anos, o Brasil deixou a condição de pleno emprego" afirma Alessandra Ribeiro, economista e sócia da Tendências Consultoria Integrada. A velocidade com que o mercado de trabalho se deteriorou tem impressionado economistas. "Até o início de 2014, os empresários esperavam uma recuperação e eles seguraram o quanto puderam para não demitir", diz Mendonça de Barros. "Quando eles perderam a esperança, foi uma correria para ajustar a estrutura."

Até Porto Alegre, que em 2011 foi batizada de "a capital do pleno emprego", já sofre com aumento das demissões. Dados da Fundação de Economia e Estatística, da Secretaria de Planejamento do Rio Grande do Sul, mostram que a taxa atingiu os dois dígitos na região metropolitana em fevereiro: 10,1%. Há um ano, estava em 5,8%. Esse cenário atinge gaúchos como Guilherme Pinto, de 37 anos. Técnico em publicidade e propaganda, seu maior período sem emprego foi em 2015, quando ficou nove meses parado. "Tive de usar o FGTS e o seguro-desemprego."

No fim do ano passado, ele até achou uma vaga, mas a empresa fechou as portas em janeiro. "Fiquei dois meses empregado ganhando menos de R$ 1 mil." Guilherme mora com a mãe, funcionária pública aposentada por invalidez, que sustenta os dois com menos de R$ 1,3 mil mensais. "Minha rotina agora é fazer cadastro em sites de emprego, enviar currículos e pedir indicações de amigos", conta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


quinta-feira, 7 de abril de 2016

Venezuela decreta feriado nas sextas-feiras para poupar energia

Plano especial vale até o dia 6 de junho. País enfrenta seca severa provocada pelo fenômeno El Niño.



O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou nesta quarta-feira (6) que durante os próximos dois meses haverá feriado nas sextas-feiras como parte de um "plano especial" para poupar energia elétrica diante da severa seca provocada pelo fenômeno El Niño.

O decreto estabelece "todas as sextas-feiras como dia não laboral, a partir da sexta (8) desta semana" e até o dia 6 de junho, disse Maduro em uma mensagem pela TV estatal.

Após fazer um "apelo à consciência nacional" para que todo o país apoie a iniciativa, Maduro também ampliou para nove horas diárias o racionamento elétrico para shoppings e hotéis, que já vigorava desde fevereiro passado.

Após o governo venezuelano declarar toda a Semana Santa como feriado para poupar água e eletricidade, Maduro admitiu que o país enfrenta "uma situação extrema" pela queda dos níveis das 18 represas do país.

Maduro também exigiu que as indústrias estatais reduzam o consumo de energia em 20%, do mesmo modo que a administração pública.

A Venezuela, que viveu uma dura crise elétrica em 2010, ainda sofre constantes apagões, especialmente nas províncias.
Veja mais detalhes na integra: G1

terça-feira, 5 de abril de 2016

China censura notícias e posts sobre líderes envolvidos no 'Panama Papers'

A publicação de documentos do "Panama Papers", revelando transações financeiras de pessoas ligadas a líderes políticos e relacionadas a empresas offshore, gerou uma onda de censura na China. 

Reportagens e postagens em redes sociais citando o envolvimento de chineses no escândalo revelado por uma coalizão internacional de jornalistas foram deletadas da rede ou bloqueadas. Segundo observadores ocidentais da mídia chinesa, o governo chegou a proibir novas menções ao caso.

O presidente da China, Xi Jinping, durante discurso em Wuzhen, em dezembro do ano passado

Uma reportagem da rede britânica BBC revelou que centenas de postagens citando o "Panama Papers" em redes sociais chinesas foram deletadas horas depois da divulgação do escândalo. Menções aos documentos da offshore Mossack Fonseca no Baidu, no Sina Weibo e no WeChat foram apagadas logo após a publicação. 

A BBC informou ainda que a imprensa oficial chinesa ignorou as menções a pessoas do país no vazamento, mas que o tema apareceu em blogs e redes sociais, traduzido das denúncias em outros idiomas. Pelo menos 481 tópicos discutindo o tema em chinês foram deletados ao longo do dia.

O vazamento de documentos sobre dinheiro escondido no exterior menciona familiares de pelo menos oito membros atuais ou passados do Partido Comunista Chinês. Entre os citados está um cunhado do presidente Xi Jinping, Deng Jiagui. Ele teria adquirido duas empresas offshore em 2009. O caso se torna ainda mais relevante porque Xi Jinping lidera desde 2012 um trabalho de combate à corrupção que já levou à prisão centenas de funcionários públicos do país. 

O site norte-americano China Digital Times, que monitora a imprensa chinesa, transcreveu um comunicado oficial em que o governo chinês dá instruções sobre censura às notícias e menções ao caso.

"Encontrar e deletar republicações e reportagens sobre o 'Panama Papers'. Não dar continuação a conteúdo relacionado. Se material da imprensa estrangeira atacando a China for encontrado em qualquer site, ele será tratado com severidade", diz um dos comunicados. Um outro pede que uma reportagem sobre o tema seja despublicada de um site de jornalismo. 

O "China Daily Times" registrou o bloqueio em redes sociais de qualquer menção a postagens sobre o Panamá associada a offshores ou ao nome de qualquer um dos chineses citados pelo vazamento. "Há sinais de uma censura mais sutil de que de costume", diz, alegando que a busca por alguns termos não apresenta resultados relevantes ao escândalo.

Segundo a revista de política internacional "Foreign Policy" o governo chinês trabalha com estrutura preparada para trabalhar com ampla censura de qualquer informação que possa manchar a reputação dos líderes chineses. A reportagem alega que o bloqueio costuma ser rápido, mas acaba sendo ineficaz no longo prazo, já que as informações acabam conseguindo vazar na internet.

'PANAMA PAPERS'

O "Panama Papers" foi publicado por uma coalizão internacional de jornalistas revelando transações financeiras de pessoas ligadas a líderes políticos, empresários e celebridades envolvendo empresas offshore. As reportagens mencionam negócios de pessoas próximas, por exemplo, do ex-ditador do Egito Hosni Mubarak e do atual presidente russo, Vladimir Putin. 

Os dados foram vazados por uma fonte anônima para o jornal alemão "Süddeutsche Zeitung", que compartilhou as informações com o ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos) e mais de cem veículos de comunicação no mundo.

Esses dados mostram como o escritório panamenho ajudava a abrir empresas offshore pelo mundo, muitas vezes com o objetivo de sonegar impostos ou lavar dinheiro de atividades criminosas. No total, são mais de 11 milhões de documentos, no que é considerado o maior vazamento da história.

Enquanto o governo da China evitou se pronunciar e bloqueou menções ao caso na internet, as revelações geraram uma onda de críticas no resto do mundo.

Reino Unido, França e EUA estão entre os países que anunciaram um exame detalhado das informações. 

No caso britânico, o premiê David Cameron teve de lidar com a notícia de que seu pai, Ian, morto em 2010, aparece entre as centenas de clientes do Mossack Fonseca. 

O Departamento de Justiça dos EUA afirmou que vai analisar os papéis para descobrir se o sistema financeiro americano está sendo usado por criminosos. Na Rússia, o porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitry Peskov, afirmou que as denúncias contra o líder russo são parte de uma ação para desestabilizar o governo.
(Fonte: Estadão)

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Que crise? Governo Dilma prevê gasto de R$ 3,4 milhões em aluguel de carros nas Olimpíadas

A estimativa é do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores).

Diante da avassaladora crise econômica que nos aplaca, a última coisa que poderíamos pensar era na realização de uma Olimpíada. Aliás, nem mesmo a Copa do Mundo deveríamos ter hospedado. Tudo isso é muito bonito e divertido, sem dúvida, mas também tem custos exorbitantes. E não estamos em condições de desperdiçar tanto dinheiro.

Ainda assim, desperdiçamos.

E a última notícia sobre isso veio do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores, do Governo Dilma Rousseff): a expectativa é gastar R$ 3,4 milhões no aluguel de carros para autoridades que visitarão o país. Sim, mesmo com crise, desemprego, empenho do povo em cortar gastos e a queda vertiginosa do poder de compra da população.


Este governo é um escárnio total. Nosso consolo é torcer para que, a essa altura, tenhamos outra pessoa na Presidência.

(Fonte: Implicante)

Reequilíbrio das contas pode demorar até 10 anos, diz especialista

Independentemente de quem estiver à frente do Executivo, a retomada do crescimento demandará tempo e medidas que limitem os gastos obrigatórios do governo. Recessão reduz a capacidade de recuperação do país



Apesar de ser economista, a presidente Dilma Rousseff conseguiu em poucos anos fazer um estrago nas contas públicas que nem um leigo conseguiria. Mesmo com a receita caindo ano após ano, a redução de gastos foi negligenciada. O desarranjo foi tamanho, que especialistas acreditam que, independentemente de quem estiver no governo, demorará alguns anos para que haja um reequilíbrio. Os dados do Tesouro Nacional demostram a deterioração. Enquanto que em 2010, as receitas correspondiam a 20,1% do Produto Interno Bruto (PIB) e os gastos a 18,1%, no ano passado, atingiram 17,6% e 19,5%, respectivamente.

Isso porque, se as medidas de ajuste forem tomadas de uma só vez, a recessão vivida no Brasil se transformará rapidamente em depressão. O economista Simão David Silber, professor da Universidade de São Paulo (USP), considera que o estrago levará uma década para ser consertado e a crise atual que o país atravessa não está relacionada a nenhum fator externo. “O volume de incerteza é tão grande, que não tem consenso político para uma retomada. A trajetória da economia a médio prazo não é boa. Vamos levar muitos anos para que ela se recupere”, avisa. Ele destaca que a recessão está tão forte que reduziu o PIB potencial para apenas 2%. O acadêmico fez um levantamento, considerando uma recuperação a partir de 2018 e constatou que a renda per capita do brasileiro, em 2023, não voltará ao que era em 2014. “Isso mostra que estamos retrocedendo uma década novamente”, alerta.

O economista-chefe para Mercados Emergentes da consultoria britânica Capital Economics, Neil Shearing, avalia que a melhora fiscal ocorrerá quando o governo conseguir voltar a registrar um superavit primário acima de 3% do PIB, algo que o país só registrou antes da crise financeira global de 2008. Para ele, um terço da receita perdida desde 2013 será permanente. E, do ponto de vista prático, as propostas feitas pelo governo são superficiais. “Os problemas fiscais do Brasil são muito mais profundos e o ajuste precisará ser de maior duração”, completa.

“Existem duas grandes barreiras a superar para que a melhora fiscal ocorra. A primeira são os mandatos constitucionais sobre os gastos, que significa que a maior parte do ajuste deverá ser feita por meio de aumento de impostos (já elevados). A outra é a economia cronicamente fraca. É extremamente difícil reparar as finanças públicas com a economia em recessão”, explica.

O crescimento das despesas do governo acima do Produto Interno Bruto (PIB), principalmente em função dos gastos obrigatórios, preocupa o economista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro José Luis Oreiro. “Pelas minhas contas, o avanço é de dois pontos percentuais a mais do que o PIB. Esse é um problema estrutural. Se a reforma da Previdência não ocorrer, assim como a mudança da regra de reajuste do mínimo para que o ritmo de crescimento das despesas primárias fique limitado ao do PIB, será impossível equilibrar as contas públicas”, avisa.

Na opinião do especialista em finanças e professor do Insper Otto Nogami, é preciso reduzir, dentro das despesas correntes, benefícios de manutenção da máquina do Estado. O corte em investimentos, segundo ele, só agrava a atividade econômica. Nogami critica a escalada da conta de juros do governo, que saltou 163% de 2010 para 2015, passando de R$ 195 bilhões para R$ 513,4 bilhões. “O governo gastou o que não podia para se reeleger. Se endividou mais e não conseguiu entregar o superavit primário para ajudar o BC a executar a política monetária. Isso faz com que a dívida cresça em ritmo exponencial”, pontua.


domingo, 3 de abril de 2016

Brasil se oferece para acolher refugiados sírios da Alemanha

Imigrantes que estão na Europa viriam para o País, que pede ajuda financeira do bloco em troca para receber os refugiados



O governo brasileiro negocia um acordo com a Alemanha para receber parte dos refugiados sírios que estão no país europeu ou pretendam viajar para lá - e já abriu um processo para avaliar com a União Europeia (UE) um diálogo para colaborar na questão dos tratados que auxiliam os requerentes de asilo. Em troca, o Brasil pede aos governos da Europa que arquem com os custos dos estrangeiros e sua integração.

O projeto, segundo apurou o Estado, foi apresentado pelo Ministério da Justiça à Embaixada da Alemanha em Brasília, na semana passada. Ontem, um encontro foi realizado com a delegação da UE para iniciar uma cooperação.

Beto Vasconcelos, secretário nacional de Justiça, confirmou a existência do diálogo com alemães e com a UE, indicando que agora o Brasil espera receber propostas concretas da parte dos europeus sobre como viabilizar essa iniciativa. Segundo o secretário, Brasília optou pela “ousadia” para lidar com a crise internacional.

Por enquanto, não se fala ainda em números de refugiados que o Brasil poderia aceitar, mas poderiam ser sírios que, ainda na Turquia, Líbano e Jordânia, tenham planos de ir para a Alemanha. Outra opção seria acolher pessoas que já estejam na Europa, com a meta de chegar até a Alemanha. Pela proposta oferecida pelo Brasil, porém, os refugiados teriam de ser em parte bancados pelos governos europeus.

Otimismo. Mesmo com a solicitação de um pagamento, fontes em Berlim confirmam que o oferecimento do Brasil foi “bem recebido” pelo governo de Angela Merkel. Para os alemães, o projeto serviria para desafogar parte do fluxo de refugiados em direção ao país, uma situação que, nos últimos meses, tem criado forte tensão para a chanceler.

Em 2015, Merkel adotou uma política de abertura de suas fronteiras, que fez um total de 1,1 milhão de refugiados entrar no país. No total, 42% dos refugiados eram sírios, o foco da proposta colocada na mesa pelo Brasil.

O gesto da líder alemã foi amplamente aplaudido no exterior. Mas, em eleições locais, seu partido foi surpreendido pela ascensão de grupos de extrema direita que, de forma explícita, denunciam a estratégia de receber refugiados.

A chanceler tem repetido publicamente a promessa de que não vai mudar sua política em relação aos imigrantes que fogem de conflitos e perseguição política ou religiosa em seus países de origem. Nos bastidores, no entanto, Merkel já começou a negociar alternativas para a questão.

Diálogo. As negociações do Brasil também envolveram conversas bilaterais na ONU. Ontem, durante uma reunião da entidade para buscar soluções para a crise dos refugiados, a delegação brasileira também adotou um tom de apelo para que a comunidade internacional aceite os refugiados não como gesto de solidariedade, mas como direito que essas pessoas têm em suas tentativas, muitas vezes desesperadas, de fugir das guerras - milhares já morreram em travessias improvisadas no Mediterrâneo e a chegada da primavera na Europa deve aumentar esse fluxo. 

“Até que essas pessoas possam voltar para suas casas, precisamos contar com a comunidade internacional”, disse a embaixadora brasileira, Regina Dunlop.

Segundo ela, o Brasil concedeu, desde 2013, cerca de 8,5 mil vistos de permanência com caráter humanitário, num programa que será mantido até 2017. No total, 2,2 mil refugiados sírios vivem hoje de forma regularizada no País.
(Fonte: ISTOÉ)