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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Lula pede ao STF para deixar de ser investigado na Operação Lava Jato

Defesa alega que MP Federal e Estadual investigam os mesmos fatos.
Ex-presidente pede suspensão do caso, com depoimento no dia 3 de março.


A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta sexta-feira (26) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investigações em curso sobre propriedades atribuídas a ele sejam realizadas fora da Operação Lava Jato.

No pedido, a defesa alega que não cabe ao Ministério Público Federal, mas, sim, ao MP do estado de São Paulo, apurar reformas num apartamento no Guarujá (SP) e num sítio em Atibaia (SP), que teriam sido feitas em favor da família do petista por construtoras investigadas no escândalo da Petrobras.

A ação movida pelos advogados de Lula inclui ainda um pedido de decisão liminar (provisória) para suspender as duas investigações em curso sobre o ex-presidente, uma conduzida pelo MP Federal e outra pelo MP estadual.

O pedido foi encaminhado, por sorteio, para a ministra Rosa Weber, que poderá colher parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, – chefe do Ministério Público da União (que engloba o MP Federal e o estadual) – para avaliar o caso.

A suspensão das investigações também levaria ao adiamento de um depoimento do ex-presidente marcado para a manhã da próxima quinta-feira (3).Lula foi intimado a depor nesta sexta (26) e informado de que, em caso de não comparecimento, poderia sofrer “condução coercitiva”, isto é, ser levado à força pela Polícia Civil ou Militar para falar.

Os advogados de Lula alegam "conflito de atribuições". Além de haver duas investigações relacionadas aos mesmos fatos, eles afirmam que o caso não poderia ser conduzido pelo MP Federal, já que as propriedades estão localizadas no estado de São Paulo e não poderiam ser remetidas para o Paraná, onde se concentra a Lava Jato.

"Ambos os procedimentos investigatórios foram instaurados para apurar os mesmos fatos […] sendo certo, ainda, que tanto o Parquet Federal como Parquet Estadual têm ciência dessa duplicidade – estando eles, aliás, como já exposto, fazendo compartilhamento de dados e informações”.
(Fonte: G1)

Marqueteiro diz que trabalhou de graça para governo do PT

Santana afirma ao depor que doou serviço porque isso lhe dá prazer

O marqueteiro João Santana e sua mulher, Mônica Moura, chegam a Curitiba 

SÃO PAULO — Em meio a uma série de explicações sobre cada as denúncias que pesam contra João Santana e sua mulher, Mônica Moura, chama a atenção o desprendimento do marqueteiro quando o assunto é colaborar com o governo petista. No depoimento à Polícia Federal, quando questionado sobre eventuais contratos com a administração federal, Santana disse que trabalha de graça para o governo petista.

(João Santana diz que) “foi um doador de serviços ao governo em razão do prazer que isso lhe gera e da facilidade que possui”, diz o termo de declaração assinado por ele, logo após depor ontem.

Em outro trecho, ao tratar da empresa Shellbill Finance, da qual admitiu ser controlador, Santana procurou demonstrar preocupação sobre seu futuro. Logo após dizer que não sabia quais os valores foram recebidos na conta da empresa, ele fez questão de destacar que, diferentemente do foco da investigação, a conta tinha outro propósito: (Ele diz que) “a conta era mantida como uma poupança para sua aposentadoria.” Segundo as investigações, a conta da Shellbill recebeu US$ 7,5 milhões entre 2012 e 2014. Segundo as investigações, desse total US$ 3 milhões foram depositados pela Odebrecht e os outros US$ 4,5 milhões partiram do lobista Zwi Skornicki.

Mesmo diante de rendimentos milionários, Santana revela que, em alguns momentos, por conta da “crise de liquidez,” teve que sacar da conta para comprar equipamentos.

(Fonte: O Globo)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Funcionários de supermercado trocam rótulos de produtos vencidos por novos

De acordo com a cliente que presenciou a cena no Oba Hortifruti, de Águas Claras/DF, os funcionários afirmaram que é uma prática comum nos mercados


Funcionários do Oba Hortifruti fazendo a 
troca de rótulos dos produtos
Ao fazer compras um supermercado, em Águas Claras/DF, Ranyelle Andrade presenciou uma cena inesperada na manhã desta quarta-feira (24/2). Funcionários do Oba Hortifruti estavam trocando rótulos dos sucos e saladas de frutas feitos na terça-feira (23/2) por outros com datas de fabricação e validade diferentes -- os produtos deveriam ser consumidos no mesmo dia que foram feitos. “Tenho percebido que o suco tem caído de qualidade há um tempo. Cheguei no mercado e perguntei se o suco era de hoje. O funcionário falou que era de ontem à noite. Na hora, nem me toquei, mas depois que percebi não fazia sentido”, diz a jornalista.

“De acordo com os funcionários do local, a prática é comum, não tem nada de absurda e conta com aval do gerente”, diz o relato de Ranyelle em seu perfil do Facebook. “Vender produto vencido e enganar o consumidor cobrando R$ 10 por 1 litro de suco de laranja, com pretexto de ele ser feito na hora é supernormal. Sendo assim, acho que eles não vão se importar se eu postar aqui”, acrescenta inconformada com a situação. Outros clientes compartilharam situações parecidas na postagem do Facebook, afirmando que já compraram no local até sushi fora do prazo de validade.

Em nota, o Oba Hortifruti diz que “preza pelo bem estar dos seus clientes e pela qualidade de seus produtos". "Não é prática da empresa o reaproveitamento de produtos. Vamos averiguar o episódio ocorrido na loja de Águas Claras e desde já pedimos desculpas pelo ocorrido.” A empresa alegou ainda não ter recebido nenhuma outra reclamação e que estão dispostos a aceitar críticas e sugestões da clientela. A assessoria de comunicação do Oba viu a publicação de Ranyelle e entrou em contato com ela. De acordo com a cliente, a empresa prometeu um novo contato, mas até o fim do dia, ela não teve retorno.

Juros do cartão de crédito são recorde: 439,5%

Juros bancários no cartão e no cheque especial voltam a bater recorde em janeiro


No rotativo do cartão, taxa alcançou 439,5% ao ano, aumento de 8,15 em relação a dezembro. Juros subiram 5,3% no cheque especial e atingiram marca de 292,3% ao ano. São os maiores patamares desde 1994!



Parabéns, Dilma! Desemprego aumenta 41,5% em um ano. É um novo recorde!

Quando se trata de recorde negativo, ninguém é páreo ao governo do PT



Dilma não cansa de bater recordes negativos. Ela é uma espécie de Usain Bolt da incompetência. O último diz respeito ao desemprego que, mesmo considerando as taxas oficiais (tradicionalmente menos ortodoxas), disparou no país. E não é força de expressão ou alarmismo. REALMENTE A COISA DISPAROU.

Em um ano, o desemprego aumentou 41,5% no Brasil. Ficam os parabéns à Dilma e ao PT, por mais essa marca inédita! Quase 10 milhões de pessoas sem ocupação no país!
(Fonte: Implicante)


Maria Bethânia responde a processo por porte ilegal de armas, no Rio

Ainda não há data prevista para audiência do caso, segundo o TJ. Vigilante da casa usava arma registrada em nome da cantora.


A cantora Maria Bethânia e o vigia de sua casa, Adevan Barbosa Lourenço, respondem pelo crime de porte ilegal de arma na 31ª Vara Criminal no Rio. Ainda não há uma audiência marcada, mas uma denúncia foi aceita pela justiça no dia 22 de junho. O processo foi remetido pelo juiz de volta à Promotoria nesta quarta-feira (15), como informou o Tribunal de Justiça do Rio. 

De acordo com a denúncia, a cantora teria cedido uma arma – um revólver calibre 38 – registrada em seu nome desde 1997 ao vigilante que cuida da segurança de sua casa. Lourenço foi preso em flagrante por policiais militares no início de junho, na porta da residência de Bethânia, portando o revólver. 
Ao ser abordado, ele não tinha o registro da arma nem autorização legal para usá-la.

O vigilante foi levado para a delegacia e liberado após pagamento de fiança e a apresentação do registro da arma. Porém, nem Maria Bethânia nem Lourenço têm autorização legal para portar ou transportar armas.

De acordo com a Promotoria, após a apresentação da defesa, o MP se manifestará e o processo seguirá para designação de audiência ou poderá ser determinada a absolvição sumária de Maria Bethânia, se comprovado que não foi ela quem emprestou a arma.

Caso sejam condenados, Maria Bethânia e Lourenço podem receber pena que varia de dois a quatro anos de prisão e multa, previstos pelo artigo 14° do Estatuto do Desarmamento (Lei 10826/03), como informou o Ministério Público. Por serem réus primeiros, porém, a tendência é que a Justiça fixe pena alternativa em vez de prisão.

O G1 entrou em contato com a assessoria da cantora, que informou que ela não foi notificada oficialmente. Maria Bethânia não vai se pronunciar sobre o assunto.
(Fonte: G1)


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Saiba por que a 23ª fase é chamada de 'Operação Acarajé'

Segundo a PF, este era o nome usado pelos suspeitos para se referir ao dinheiro irregular. Nesta etapa, o operador de propinas Zwi Skornicki foi preso em um condomínio de luxo no Rio. Marqueteiro do PT é alvo principal.



23ª fase da Operação Lava-jato foi batizada de acarajé
Crédito: reprodução

O marqueteiro do PT João Santana, que participou das campanhas de Dilma e da campanha da reeleição do ex-presidente Lula, em 2006, comprou um apartamento em São Paulo no valor de R$ 3 milhões com dinheiro pago pela empreiteira Odebrecht. O sequestro do imóvel já foi autorizado pelo juiz Sérgio Moro. Além disso, uma offshore no Panamá não declarada de Santana recebeu US$ 4,5 milhões de propina, segundo investigadores da Lava-jato. O publicitário é alvo de um mandado de prisão nesta 23ª fase da operação, realizada hoje em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Ele não foi detido, no entanto, porque está no exterior.

Durante esta etapa da Lava-jato, foi preso no Rio Zwi Skornicki, engenheiro suspeito de ser operador de propina no esquema de corrupção na Petrobras. Ele é representante de um estaleiro de Cingapura que fechou contratos com a estatal brasileira no valor de R$ 6 bilhões, entre 2003 e 2009.
(Fonte: CBN)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Relatório da PF aponta possível envolvimento de Lula em práticas criminosas

O relatório faz menção, ainda, ao ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso desde abril de 2015 na Lava Jato



A Polícia Federal aponta para "possível envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em práticas criminosas". Em relatório de 44 páginas anexado ao inquérito da Operação Acarajé - 23.ª etapa da Lava Jato -, em que complementa pedido de buscas o delegado Filipe Hille Pace analisa a anotação "Prédio (IL)" encontrada em celular do empresário Marcelo Odebrecht ao lado de valor superior a R$ 12 milhões.

"Em relação à anotação 'Prédio (IL)' a Equipe de Análise consignou ser possível que tal rubrica faça referência ao Instituto Lula. Caso a rubrica 'Prédio (IL)' refira-se ao Instituto Lula, a conclusão de maior plausibilidade seria a de que o Grupo Odebrecht arcou com os custos de construção da sede da referida entidade e/ou de outras propriedades pertencentes a Luiz Inácio Lula da Silva."

O delegado assinala que "é importante que seja mencionado que a investigação policial não se presta a buscar a condenação e a prisão de 'A' ou 'B'. O ponto inicial do trabalho investigativo é o de buscar a reprodução dos fatos. A partir disto, se tais fatos apontarem para o cometimento de crimes, é natural que a persecução penal siga seu curso, com o indiciamento pelo delegado de Polícia, o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público."

"O possível envolvimento do ex-presidente da República em práticas criminosas deve ser tratado com parcimônia, o que não significa que as autoridades policiais devam deixar de exercer seu mister constitucional", ressalta o relatório.

O delegado aponta para uma planilha com anotações "possivelmente idealizada por Marcelo Bahia Odebrecht". Os dados, segundo ele, "revelam, a partir do que foi possível apurar em esfera policial o controle que o dirigente máximo do Grupo Odebrecht tinha sobre a destinação de recursos, à margem da lei, ao Partido dos Trabalhadores."

O relatório faz menção, ainda, ao ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso desde abril de 2015 na Lava Jato. "Há, em anotação do celular de Marcelo Bahia Odebrecht menção a palavra 'Prédio'. Na nota, a palavra está acompanhada de 'Vaca', sendo que a conclusão alcançada foi a de que seriam disponibilizados recursos a João Vaccari Neto."

O documento pontua a composição do montante de R$ 12,42 milhões supostamente destinado à construção do Instituto Lula - três vezes o valor de R$ 1.057.000,00 (R$ 3.171.000,00), acrescidos dos valores de R$ 8.217.000,00 e R$ 1.034.000,00.

"A composição do valor de R$ 12.422.000 faz referência a valores específicos, possivelmente devidos em razão de serviços prestados, por exemplo, cujo valor é calculado com base no preço de produtos e mão de obras. As investigações policiais conduzidas na Operação Lava Jato demonstraram que a negociação de vantagens indevidas, quando se referiam a transferências bancárias no exterior ou disponibilização do recurso em espécie, permaneciam, geralmente, em números inteiros - tal como R$ 500.000,00, R$ 1.000.000,00, R$ 1.500.000,00. Não é crível que o agente corrompido solicitasse a disponibilização, em espécie, de valores quebrados, tal como R$ 1.057.000,00", aponta o texto.

"Valores 'quebrados' foram identificados em duas situações: quando a vantagem indevida era calculada a partir de porcentuais - no caso dos contratos da Petrobras - e quando a vantagem se travestia na disponibilização de serviços, bens e outras benesses passíveis de serem valoradas precisamente. Assim, caso a rubrica 'Prédio (IL)' refira-se ao Instituto Lula, a conclusão de maior plausibilidade seria a de que o Grupo Odebrecht arcou com os custos de construção da sede da referida entidade e/ou de outras propriedades pertencentes a Luiz Inácio Lula da Silva."

'O retorno de Delcídio ao Senado é um deboche com o cidadão', diz presidente da OAB

Senador volta a trabalhar nesta terça, depois de ficar quase três meses preso por envolvimento na Operação Lava-jato.



Senador Delcídio Amaral (PT-MS)
Crédito: Pedro França/ Agência Senado

Delcídio do Amaral decidiu ficar em casa hoje preparando o discurso que fará amanhã sobre como será seu comportamento no Senado. Depois de ficar quase 90 dias preso, o político passou a cumprir prisão domiciliar na sexta-feira. Ele pretende se defender pessoalmente no Conselho de Ética no processo por quebra de decoro. Delcídio disse que vai trabalhar para salvar seu mandato. No entanto, neste momento, não interessa ao governo ter no Senado uma pessoa que acabou de deixar a prisão, e o PT já trabalhava para eleger Gleisi Hoffmann para a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O retorno de Delcídio gerou reação da OAB. Para o presidente do órgão, Claudio Lamachia, ele tem direito à ampla defesa, mas deveria se afastar do cargo porque não tem condições éticas para exercê-lo. A OAB deve intensificar a pressão no Congresso pelo afastamento de Delcídio.

RELEMBRE O CASO

Delcídio Amaral foi preso no dia 25/11/2015, por tentar influenciar o Supremo Tribunal Federal em decisões na Operação Lava-jato. Junto com o banqueiro André Esteves, ele tentou armar uma fuga para Nestor Cerveró.


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Mesmo preso, senador Delcídio do Amaral vai receber salário de R$ 33,7 mil

Marqueteiro João Santana tem prisão decretada na 23ª fase da Lava Jato

Publicitário, que está no exterior, trabalhou em campanhas de Dilma e Lula. Operação Acarajé mira supostos repasses de propina da Odebrecht.


Camila Bomfim e Adriana JustiDa TV Globo, em Brasília, e do G1 PR

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira (22) a 23ª fase da Operação Lava Jato. Foi expedido um mandado de prisão temporária do publicitário baiano João Santana, marqueteiro das campanhas da presidente Dilma Rousseff e da campanha da reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006.

Santana ainda não não tinha sido preso até a última atualização desta reportagem. Segundo a assessoria dele, o publicitário está na República Dominicana, trabalhando na campanha à reeleição do atual presidente do país, Danilo Medina. Também foi decretada a prisão da mulher dele, Monica Moura. Ela afirmou que o casal voltará ao país assim que for notificado oficialmente.

Investigadores suspeitam que o publicitário tenha sido pago por serviços prestados ao PT com propina oriunda de contratos da Petrobras.

Usando uma conta secreta no exterior, ele teria recebido dinheiro da empreiteira Odebrecht e do engenheiro Zwi Skornicki, representante oficial no Brasil do estaleiro Keppel Fels, segundo o Ministério Público Federal (MPF).

Operação Acarajé

Esta etapa da Lava Jato é chamada de Operação Acarajé, o nome usado pelos suspeitos para se referir ao dinheiro irregular, segundo a PF. Ao todo, foram expedidos oito mandados de prisão.

Skornicki é um dos presos preventivamente. Ele foi detido na manhã desta segunda-feira no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o engenheiro operava propinas no esquema da Petrobras investigado pela Lava Jato.

Agentes federais foram a escritórios da Odebrecht, em São Paulo, no Rio e na Bahia. Eles chegaram às 6h no prédio da empresa na capital paulista, e os funcionários foram liberados do trabalho.

O MPF identificou novas provas contra o ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, que é réu da Lava Jato e está preso em Curitiba desde junho de 2015.

Investigadores dizem que ele tinha controle sobre os pagamentos feitos no exterior por meio de offshores. Entre os favorecidos, estariam João Santana, o ex-ministro José Dirceu e até autoridades argentinas.

Agentes da PF estiveram na sede da Odebrecht em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)

A PF busca tirar a trava de segurança de informações criptografadas apreendidas na 14ª fase da operação. Cinco peritos auxiliam a PF para que os agentes consigam sair com os dados liberados.

Em nota, a Odebrecht confirma operação da PF em seus escritórios para o cumprimento de mandados de busca e apreensão. "A empresa está à disposição das autoridades para colaborar com a operação em andamento", diz o texto.

Condomínio de luxo na Barra da Tijuca, no Rio, onde a PF executou ação na manhã desta segunda. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Suspeitas contra João Santana

O publicitário João Santana é alvo da Lava Jato porque os investigadores dizem ter indícios suficientes de que ele possui contas no exterior com origem não declarada.

João Santana começou a ser investigado em um inquérito sigiloso depois que a PF apreendeu, na casa de Zwi Skornicki, um manuscrito atribuído à mulher de Santana indicando contas dele fora do país. A informação sobre a apreensão foi revelada pela revista "Veja".

Quando a denúncia foi publicada, a empresa de Santana, Pólis Propaganda & Marketing, divulgou uma nota negando caixa 2. "O grupo recolhe todos os impostos devidos", diz o texto, que afirma ainda que a empresa jamais se envolveu "em nenhum tipo de ação ilegal".

"O Grupo Pólis possui agências autônomas no Brasil, e em outros países. As empresas funcionam de forma independente, operacional e financeiramente. Não há trânsito de recursos entre elas. Valores recebidos de campanhas brasileiras sempre foram pagos no Brasil, e valores recebidos por campanhas no exterior foram pagos no exterior, seguindo as regras e a legislação de cada país", afirma a nota.

O publicitário João Santana, em foto de maio de 2012 (Foto: Alexandro Auler/Estadão Conteúdo/Arquivo)
Além de marqueteiro das campanhas, Santana chegou a ser conselheiro da presidente Dilma em várias decisões de governo, chamado a participar de reuniões decisivas, com voz de influência em debates políticos no primeiro escalão.

Santana assumiu o marketing eleitoral de Lula depois da citação no caso do mensalão ao publicitário Duda Mendonça, absolvido em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a polícia, as investigações da Operação Acarajé apontam para o pagamento de vantagens ilícitas por um grupo empresarial a outro grupo.

Segundo a PF, os pagamentos, de cerca de mais de US$ 7 milhões, foram feitos em contas no exterior.

Zwi Skornicki

De acordo com as investigações, o engenheiro Zwi Skornicki era o representante do estaleiro Keppel Fels.

Os procuradores da República que fazem parte da força-tarefa da Lava Jato afirmam que Skornicki era responsável por repasses ao PT por meio do ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto, preso desde 2015.

No acordo de delação premiada, o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco afirmou que Skornicki continuou pagando suborno a Renato Duque mesmo depois de o ex-diretor ter saído da Petrobras. Ao todo, contou o ex-gerente, o representante da Keppel Fels teria pago US$ 14 milhões.

O MPF indica que Skornicki fez pagamentos ao PT e a Eduardo Musa, representante da Sete Brasil.

Ainda de acordo com o MPF, ficaram comprovadas, por meio de prova documental, as transferências feitas no exterior a partir da conta de Skornicki para contas controladas por funcionários da Petrobras.

Segundo os colaboradores, os pagamentos foram feitos em benefício de contratos bilionários feitos pela empresa Keppel Fels com a Petrobras e Sete Brasil.

Entre 25 de setembro de 2013 e 4 de novembro de 2014, há evidências, segundo os investigadores, de que Zwi efetuou a transferência de pelo menos US$ 4,5 milhões, por meio de nove transações, para conta mantida no exterior pelos publicitários João Santana e Mônica Moura.

A conta dos publicitários, em nome da offshore panamenha Shellbill Finance SA, não teria sido declarada às autoridades brasileiras.

O MPF afirma que há ainda evidências de que o Grupo Odebrecht, por meio de contas ocultas no exterior em nome das offshores Klienfeld e Innovation, já investigadas por pagarem propinas para Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Jorge Zelada e Nestor Cerveró, transferiram para a Shellbill US$ 3 milhões, entre 13 de abril 2012 e 8 de março de 2013, "valor sobre o qual pesam indicativos de que consiste em propina oriunda da Petrobras que foi transferida aos publicitários em benefício do PT", diz o MPF.

Mandados

A 23ª fase da Lava Jato tem 51 mandados ao todo, dos quais 38 são de busca e apreensão, dois de prisão preventiva, seis de prisão temporária e cinco de condução coercitiva – quando os presos são obrigados a prestar depoimento.

Participaram da ação 300 homens da PF. Na Bahia, a operação é realizada nas cidades de Salvador e Camaçari. No Rio de Janeiro, na capital, em Angra dos Reis, Petropolis e Mangaratiba. Em São Paulo, além da capital, a operação foi às cidades de Campinas e Poá.

A prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva, que é quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado. Os presos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba.

Agentes da Polícia Federal fazem buscas na sede da Odebrecht em São Paulo, durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de 'Acarajé' (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo)

(Fonte: G1)

domingo, 21 de fevereiro de 2016

'Delcídio deve usar o cargo no Senado para se defender de processo'

Claudio Couto, cientista Político e professor da FGV-SP, falou sobre a liberação do senador, que saiu da cadeia nesta sexta-feira para cumprir prisão domiciliar. Mesmo assim, o político vai voltar a ocupar o posto no Congresso.


Após deixar cadeia, Delcídio vai reassumir mandato

Por: Juliana Cipriani -
Depois de passar 86 dias preso sob acusação de atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato e sem que o processo de cassação que tramita contra ele no Conselho de Ética do Senado tenha sido concluído, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), o ex-líder do governo Dilma, voltará a dar expediente na Casa.

O petista foi solto sexta-feira (19) por autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que, enquanto ele estiver no exercício do mandato, terá de submeter-se ao recolhimento domiciliar noturno e nos dias de folga. Se, por acaso, ele licenciar-se ou for afastado do cargo, terá de ficar preso em casa em tempo integral, até conseguir comprovar ter um outro emprego.

A decisão do ministro Teori Zavaski converteu a prisão preventiva em medidas cautelares alternativas, já que o fato que ensejou a prisão, que seria a tentativa de influir na delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, não tem mais possibilidade de se concretizar.

“Os atos de investigação em relação aos quais o senador poderia interferir, especialmente a colaboração premiada de Nestor Cerveró, já foram efetivados e o Ministério Público já ofereceu denúncia contra o agravante. Assim, conforme reconhece expressamente a manifestação do Ministério Público, a medida extrema já não se faz indispensável, podendo ser eficazmente substituída por outras medidas alternativas”, sustentou Zavascki. O Conselho de Ética se reúne quarta-feira para discutir o processo de Delcídio.

Um dos advogados do senador, Luiz Henrique Machado, garantiu que ele não fez nem fará delação premiada. “Isso está totalmente fora de cogitação. Nem passa pela cabeça dele”, afirmou. Segundo o defender, Delcídio chorou muito quando soube da decisão do Supremo onde está detido, no Batalhão de Trânsito da Polícia Militar do Distrito Federal.

Os detalhes da decisão de Zavascki, tomada depois de um parecer favorável do Ministério Público, foram mantidos em sigilo, assim como o processo. Delcídio do Amaral está proibido de mudar de endereço sem autorização e sujeito ao comparecimento quinzenal em juízo para informar suas atividades. Também deve comparecer a todos os atos do processo quando for intimado e deve entregar seu passaporte em até 48 horas, pois está proibido de deixar o país. Delcídio foi preso em 25 de novembro no flat onde morava, em Brasília, e estava custodiado no Quartel do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar do Distrito Federal. Além dele, foi solto o seu chefe de gabinete Diogo Ferreira.

O senador foi preso por causa de uma gravação feita por Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró, em que Delcídio oferece dinheiro para evitar a citação de seu nome na investigação. Segundo a Procuradoria-Geral da República, foram oferecidos R$ 50 mil mensais.

CERVERÓ O senador tentou dissuadir Cerveró de aceitar o acordo de delação premiada e até falou em uma rota de fuga pela fronteira do Paraguai para que o ex-diretor da Petrobras escapasse caso o STF lhe concedesse habeas corpus. Na ocasião também foi preso o banqueiro André Esteves, que arcaria com o auxílio financeiro oferecido por Delcídio. Em dezembro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou manifestação ao STF pedindo a permanência do senador na prisão. Na ocasião, ele chamou o petista de criminoso e “agente que não mede as consequências de suas ações para atingir seus fins espúrios e ilícitos”. Naquele mês, Zavaski acolheu os argumentos e manteve a prisão preventiva.

Nas últimas semanas, Delcídio teria enviado recados a auxiliares da presidente Dilma Rousseff (PT) no Palácio do Planalto de que, se não fosse solto em breve, poderia aceitar fazer uma delação premiada. No fim do ano passado, o governo havia sido alertado de que, sem conseguir um habeas corpus, Delcídio poderia aderir a um acordo com o MP.

O processo de cassação contra o petista ainda não tem decisão. Ele apresentou defesa na quinta-feira no conselho do Senado alegando que sua prisão preventiva foi inconstitucional, pois as provas obtidas contra ele usaram meios ilegais. Segundo os advogados, ele “não tinha a mais remota consciência de que pudesse estar sendo gravado”. Ainda segundo a defesa, não houve flagrante nem possibilidade de fiança pelo crime do qual Delcídio foi acusado. Além disso, os advogados argumentam que ele não atuava como senador durante a conversa gravada e, portanto, não estaria sujeito à perda do mandato. A defesa também pediu a impugnação do relator do processo na comissão, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO). O argumento é de que ele faz parte de um bloco que apoiou a representação do PPS e da Rede contra Delcício e, portanto, teria aderido à denúncia.




sábado, 20 de fevereiro de 2016

Mobilização do governo contra aedes teve cenário maquiado no DF

Borracheiro relatou que pneus foram colocados em frente à oficina pouco antes da visita de autoridades, diz jornal


Ação contra a Dengue em Brazlândia, Região Administrativa do Distrito Federal
(Ricardo Botelho/Brazil Photo Press/Folhapress)

Um borracheiro de Brazlândia, cidade a 50 quilômetros de Brasília, vai entrar com uma ação na Justiça por causa da visita feita pelo governo federal no último sábado, dia da mobilização contra o mosquito Aedes aegypt, transmissor de doenças como a dengue, chikungunya e do vírus zika. Segundo Elder Fernandes Dias, de 30 anos, o cenário da "mobilização" foi "maquiado", conforme mostrou a edição desta sexta-feira do jornal Folha de S. Paulo.

Dias contou que dez minutos antes das autoridades chegarem a sua borracharia, algumas pessoas o procuraram, perguntando se ele tinha pneu para jogar fora. Ele buscou cerca de vinte pneus do fundo da oficina e colocou do lado de fora, para que pudessem ser recolhidos. Foi então que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o vice-governador do Distrito Federal, Renato Santana, secretários de governo, deputados distritais e membros do Exército apareceram acompanhados de jornalistas e fotógrafos, e deram uma lição de moral no borracheiro. A foto dos pneus que, supostamente, estavam colaborando para a transmissão das doenças transmitidas pelo Aedes, saiu em todos os jornais.

O Banco Central e o Palácio do Planalto não deram um posicionamento à Folha. O governo do Distrito Federal disse apenas que as casas foram visitadas previamente por equipes de cerimonial "para ficarem cientes do encontro e da presença da imprensa". Disse ainda que "não tem conhecimento de qualquer alteração de local".
(Fonte: VEJA)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Brasil fica em penúltimo em pesquisa sobre simpatia de vendedores

Pesquisa aponta que 79% dos funcionários sorri ao ver um cliente entrar na loja. Na Irlanda, país que ficou em primeiro lugar, o percentual é 97%.


Para assistir a matéria na íntegra, clique AQUI

Esse ambiente de preocupação na economia parece que tem contaminado o humor do pessoal que trabalha no comércio no Brasil.

“Aqui tem uma esfiha tão boa, tão boa, tão boa, que dá até dó de vender” – a esfiha pode até ser uma delícia, mas o anúncio é melhor ainda. Só assim mesmo pra tentar vencer o marasmo. É que tá ruim o negócio... Literalmente!

“Tá muito difícil. Você tem que reduzir sua margem assustadoramente pra não perder os seus clientes”, afirmou a empresária Patrícia Gabriel.

E, pelo jeito, quando reduz a margem de lucro, reduz também a de felicidade. Porque o vendedor brasileiro tem recebido os clientes de um jeito, digamos, cada vez menos alegre.

Muitas vezes, quando um cliente chega numa loja, ele lê a seguinte mensagem na parede: "sorria, você está sendo filmado". Só que em alguns casos, a plaquinha que tá faltando para o vendedor dentro é outra: sorria, ponto. Parece óbvio alguém que está querendo vender alguma coisa dar um simples sorriso para um cliente que chega. Mas na pesquisa do vendedor simpático, o brasileiro ficou na penúltima colocação.

Quem diria... O país com fama de ter riso frouxo, hoje só tem vendedores mais sorridentes que o recatado Japão. Na pesquisa, que foi feita em vários países do mundo, 97% dos vendedores irlandeses estão rindo de bobeira quando chega cliente. No Brasil, só está na cara de 79% dos funcionários.

Está achando que nem é um resultado tão ruim assim? A coordenadora da pesquisa discorda.

“De dez clientes que entraram na loja, dois não foram recebidos com sorriso. Isso é grave. Parece um número pequeno, mas não, se a gente multiplicar isso, quantos entram, quantos clientes entram nas lojas por dia, é um número bastante preocupante”, afirmou Stella Susskind, coordenadora da pesquisa no Brasil.

“Eu posso até comprar se eu estiver precisando muito, mas eu não voltaria mais por conta da má recepção”, disse o bancário Eduardo Bitencourt.

Quando até o manequim está triste ou escondendo o rosto pra quem passa na rua, como no vídeo, o clima está estranho mesmo. Mas tem solução pra depressão pré-venda: o manequim do vídeo, o primeiro que aparece na loja da dona Maria Cecília. Que delícia comprar com ela... 45 anos de gargalhadas compridas no comércio de São Paulo.

Jornal Nacional: O que a senhora faz quando vê um funcionário da senhora com cara feia?
Maria Cecília Medeiros, comerciante: Ah, eu mando descansar um pouquinho lá atrás.
Jornal Nacional: É fácil dar um sorriso, né?
Maria Cecília Medeiros, comerciante: É fácil.
Jornal Nacional: É de graça?
Maria Cecília Medeiros, comerciante: É de graça.