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domingo, 31 de janeiro de 2016

BRASIL SE COMPROMETE A COLABORAR COM A VENEZUELA NO COMBATE À CRISE

Reunidos em Brasília, chanceleres dos dois países anunciam intenção de aumentar fluxo comercial para auxiliar Caracas



O Brasil concordou nesta sexta­-feira em montar uma aliança para ajudar a Venezuela a combater a grave crise que atravessa.

Após uma reunião em Brasília para discutir a agenda de cooperação econômica e investimentos, o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, e a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, anunciaram a criação de um grupo de trabalho para reaquecer o comércio entre os dois países.

Os ministros reconheceram que, nos últimos dois anos, houve uma “redução relevante” na corrente de comércio, mas disseram que aplicarão “novos mecanismos para torná­-la mais representativa”.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Ex-governador do DF é condenado pelo TRE e fica inelegível por 8 anos

Agnelo Queiroz e seu vice, Tadeu Filippelli, foram considerados culpados por abuso de poder político na campanha eleitoral de 2014; ainda cabe recurso

Agnelo Queiroz: condenado por unanimidade no TRE-DF (Alan Marques/Folhapress)

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) condenou na noite desta quarta-feira, por unanimidade, o ex-governador Agnelo Queiroz (PT) e seu vice, Tadeu Filippelli (PMDB), por abuso de poder político. Os dois foram considerados inelegíveis por oito anos e também deverão pagar multa de 30.000 reais. Ainda cabe recurso da decisão.

A Corte entendeu que Agnelo e Filippelli, que perderam a eleição para o atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), usaram de propagandas institucionais para se favorecer na campanha de reeleição em 2014. Na ação, a chapa adversária acusou a chapa do ex-governador de usar o dinheiro público para se promover. Um dos exemplos citados na peça é a adoção do vermelho, a cor do PT, nas poltronas do Estádio Mané Garrincha, reconstruído para a Copa do Mundo durante a gestão de Agnelo.

Para o advogado Herman Barbosa, que representa o ex-vice, a punição foi equivocada. "O Tribunal afirmou a propaganda feita pelo governo só poderia ser de utilidade pública e não institucional. Mas a jurisprudência do TSE é pacífica em admitir a propaganda institucional para divulgar obras serviços e projeto de governo", afirmou, antecipando que irá recorrer da decisão. A defesa de Agnelo não foi localizada.

A ação foi proposta pela chapa do PR, que também acabou derrotada, e era liderada pelo candidato Jofran Frejat e sua vice, Flávia Arruda, mulher do também ex-governador do DF, José Roberto Arruda. Ela substituiu o marido, que chegou anunciar que disputaria as eleições, mas teve a candidatura barrada com base na Lei da Ficha Limpa.

O TRE-DF já havia condenado Agnelo e Filippelli a pagar 5.000 reais cada um por propaganda antecipada em maio de 2014. O crime foi cometido durante a inauguração de uma obra viária em Brasília, em que foram fixadas bandeiras com agradecimentos aos então governadores pela conclusão da obra.
(Fonte: VEJA)

Contas do governo fecham 2015 com rombo recorde de quase R$ 118 bi

Déficit foi pelo menos seis vezes maior que o do ano anterior, de R$ 17 bilhões. Dado de 2015 é o pior desde o início da série histórica, em 1997.



(Fonte: CBN)

Brasil está ‘festejando à beira do precipício’, diz ‘The Economist’

Revista aponta confluência de problemas de saúde, político e econômico às vésperas do carnaval

Queda da economia brasileira (Foto: Arquivo Google)
O Brasil voltou a ser assunto de uma reportagem da edição da revista britânica “The Economist” para as Américas. Intitulado “Festejando à beira do precipício”, o texto fala da pausa que a população costuma fazer durante o carnaval. E lembra que os políticos voltarão do recesso de fim de ano poucos dias antes do feriado começar, ou seja, os trabalhos só devem ser de fato retomados após o fim da folia.

Para a publicação, nem a presidente Dilma Rousseff nem os congressistas vão conseguir relaxar, já que o país enfrenta dois sérios problemas: o vírus zika e a piora das crises econômica e política. “Quando os políticos retornarem ao trabalhos eles podem se arrepender do tempo que passaram sem tentar resolvê-los”, afirma a reportagem.

A publicação cita a queda das vagas no mercado formal de trabalho em 2015, a projeção de mais perdas para este ano e a forte retração das vendas de automóveis como parte dos indícios do agravamento do cenário econômico brasileiro. E ressalta que para as gerações mais novas, o desemprego é uma novidade. E que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que é sociólogo, alerta que não se sabe como esses jovens vão reagir a esse revés.

(Fonte: Blog do Noblat)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Infestação de escorpião pode aumentar 70% em dois anos



Durante o verão, é comum ouvir casos de pessoas que se depararam com escorpiões amarelos no jardim, na janela ou na pia da lavanderia.

No entanto, o pequeno animal (que cabe até na palma da mão de uma criança) tem se reproduzido em uma proporção fora do que é considerado normal.

Segundo Randy Baldresca, biólogo e pesquisador, o número de bichinhos andando pelas ruas deve aumentar até 70% nos próximos dois anos.

“Se o acúmulo de lixo permanecer nas ruas, a população continuar mal informada em como lidar com o animal e o número de edificações for ampliado, a situação vai se agravar”, diz Baldresca. 

E a população já começa a sentir esse efeito. Na cidade de São Paulo, por exemplo, moradores de um bairro nobre relataram que em apenas uma semana, cerca de cem escorpiões foram capturados. 

No fim do ano passado, o Tityus serrulatus (seu nome científico), também foi responsável por desclassificar uma estudante de Campinas (SP) no vestibular da Fuvest, prova que dá acesso à Universidade de São Paulo (USP). Pouco antes de iniciar o exame, ela passou mal e teve que deixar o local. 

Casos como estes figuram numa série de relatos notificados desde o início deste ano. Consultada por EXAME.com, uma empresa especializada no controle de pragas informou que só nas duas primeiras semanas de 2016, mais de 60 infestações de escorpiões foram controladas pelos biólogos da equipe da Grande São Paulo. 

Só para se ter ideia da gravidade, a empresa registra cerca de 80 casos de infestação no período de um ano. 

O Ministério da Saúde estimou a quantidade de acidentes por escorpiões em 2015. E o número assusta: aproximadamente 74,5 mil pessoas picadas em todo o Brasil - um aumento superior a 24% no período de quatro anos. 

Vale ressaltar que a picada do escorpião amarelo pode matar. O governo do Estado de São Paulo informou que, no ano passado, cinco óbitos foram notificados. 

Adaptabilidade e reprodução


“Esse animal é completamente adaptável ao ambiente urbano. Ele consegue se instalar em uma residência por até um ano sem precisar se alimentar”, diz Baldresca. “E os inseticidas usados para combater insetos não funcionam para controlar escorpiões”. 

O biólogo explica que o escorpião amarelo se reproduz até duas vezes ao ano. Porém, quando esse animal sofre um stress (como quando jogamos veneno ou o cutucamos), ele entra em um processo de reprodução assexuada. 

“Ou seja, quando provocado, ele se autoreproduz fora de época e libera de 20 a 30 filhotes no ambiente”, explica. 

Prevenção 


Tratando-se da terceira espécie de escorpião mais perigosa do mundo, é preciso saber como se prevenir. As principais vítimas, e as que correm o maior risco, são as crianças de até 12 anos e os idosos.

Sendo assim, o biólogo recomenda que os jovens utilizem calçados nos jardins e que o ambiente de casa esteja sempre limpo e livre de sujeira.

“Evite deixar louça na pia da cozinha, retire o lixo do banheiro antes que ele acumule e tampe todos os ralos e pias”, diz. “Assim, você diminui a presença de baratas, que é a principal fonte de alimentação dos escorpiões e grande responsável por seu aparecimento nas residências”. 

Como reagir


É importante lembrar que quanto mais próximo um local for de um cemitério, terreno baldio, trem ou riacho, maior é o risco de presença desse aracnídeo. 

Como o veneno não ajuda e não mata o bicho, o recomendado é que ao se deparar com um, seja feita uma ação mecânica que mate o animal. Na prática, a pessoa deve usar uma faca ou algum objeto que esmague ou corte o escorpião ao meio.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Crise? Que crise? O STF está comprando carros de R$ 155 mil para seus ministros

Com as novas aquisições, os 11 ministros passarão a ter uma frota de 12 carros à disposição deles.



Serão quatro Hyundai Azera, ao custo total de R$ 620 mil. De acordo com Lauro Jardim, com as novas aquisições, a frota à disposição dos ministros do STF passará a ter 12 carros, mesmo havendo apenas 11 ministros compondo o supremo.

O ano de 2016 seria um ótimo momento para as autoridades brasileiras darem exemplo. A contenção de gastos deveria ser a bandeira de todo o país. E não se pode negar que alguns tentam, como prefeitos de pequenos municípios que andaram cancelando o carnaval para a compra de ambulâncias. Mas o mesmo não se pode dizer do STF. Se parece não se importar com o que diz a Constituição sobre o impeachment, por que se importaria com gastos públicos?
(Fonte: Implicante)

Com medo de panelaço, PT tira Lula e Dilma do programa partidário na TV

Inserções irão ao ar na primeira quinzena de fevereiro; Dilma não tem coragem de aparecer em rede nacional de TV há um ano



O PT optou por tentar defender a própria imagem nas inserções partidárias da primeira quinzena de fevereiro. Para isso, o partido achou por bem retirar dos programas as imagens de Lula e Dilma, desgastadas pelos sucessivos escândalos de corrupção e pela crise na economia. Ainda não ficou decidido se os dois aparecerão no programa obrigatório de 10 minutos do PT no mesmo mês.

Mesmo com toda essa precaução, o partido não descarta a ocorrência de panelaços durante a veiculação das peças na TV.

A última aparição de Dilma em rede nacional de rádio e TV foi em 8 de março de 2015, Dia da Mulher, quando houve panelaço generalizado em todo o Brasil. Depois disso, a presidente optou por fazer pronunciamentos oficias somente pela internet.
(Fonte: Implicante)

#OcupaEscola: R$ 15 mil em bens sumiram do colégio “símbolo” do movimento

Notebook, televisão, microscópios... além de bens quebrados/avariados. Pois é...


Já falamos aqui de dois casos envolvendo destruição de escola ocupada pelo recente movimento que usava o pretexto da reforma do ensino para fazer política partidária. 

Um dos casos contou com filmagem ad TV Globo, para não haver mesmo dúvida do que aconteceu. E também mencionamos o fato de que o movimento foi e é partidário, não apenas “político”.


E agora, quando enfim “devolvem” o colégio Fernão Dias, em Pinheiros, considerado uma espécie de símbolo desse movimento todo, claro que surgiram também alguns problemas. Segundo perícia realizada, sumiram cerca de R$ 15 mil em bens (notebook, televisores etc.), além de um rastro de destruição cujo prejuízo, ao que parece, ainda se calcula.

O movimento queria “mais educação” e queria preservar as escolas? Ué, mas elas foram destruídas. E como haverá “mais educação” sem notebooks, TVs, assentos e vidraças vandalizadas e assim por diante? Uma pergunta pra lá de retórica, que só confirma a natureza da coisa – e do quanto os líderes manipularam estudantes no fim das contas inocentes (úteis).

Por fim: cadê essa turma preocupadíssima com o ensino quando Dilma Rousseff corta bilhões da educação? Não vão invadir nada? Não terá protesto? Claro que não.
(Fonte: Implicante)

Nova fase do Minha Casa Minha Vida: agora com prestação mais alta e mais pobres excluídos


O governo anunciou hoje o início da terceira fase do Minha Casa Minha Vida, promessa de campanha de Dilma, com uma novidade: as contratações só valem para as faixas de até R$ 3.600 e R$ 6.500. Devido aos cortes de gastos com o ajuste fiscal, a faixa de menor renda (até R$ 1.800) está impedida de fazer contratações pelo programa. Não há previsão de quando as famílias dessa faixa serão incluídas novamente.

Além disso, a presidente da Caixa afirmou que o valor da prestação para a faixa de até R$ 1.800 deve ser reajustado – isto é, quando eles finalmente puderem voltar a financiar seus imóveis pelo Minha Casa Minha Vida.
(Fonte: Implicante)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Senador propõe cobrança de mesalidade em universidade pública


Proposta reapresentada por Marcelo Crivella prevê que estudante cuja família tenha renda igual ou superior a 30 salários mínimos pague mensalidade para estudar em instituições federais. Projeto tem resistência da UNE


Crivella defende taxação gradativa,
como no Imposto de Renda,
para financiar universidades públicas
Ensino público pago para universitários filhos de famílias com renda superior a 30 salários mínimos (R$ 26.400, em valores atuais). É o que propõe o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). O projeto, de 2005, foi reapresentado no fim de 2015 e será analisado pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Educação, Cultura e Esporte (CE). A União Nacional do Estudantes (UNE) é contra, alegando que se trata apenas de uma tentativa de fazer com que, em seguida, todos paguem para estudar nas universidades públicas.

Segundo o projeto de Crivella, o cálculo da anuidade terá de considerar a média do custo per capita dos alunos matriculados no mesmo curso em universidades privadas. “A proporção de estudantes pertencentes ao quinto mais pobre da população, com renda per capita média de R$ 192, era 1,2% em 2004 e chegou a 7,6% dos alunos de faculdades públicas em 2014”, observa Crivella na justificativa do projeto. “Meu projeto é de 2005. Em 2004, 56% dos alunos de cursos superiores do Brasil estudavam em universidade federais. Desses, 20% eram das classes A e B, 1% das classes C, D e E”, reflete o senador, que defende uma taxação gradativa, como no Imposto de Renda.

Constituição

De acordo com Crivella outro censo, feito em 2014, mostra que os 20% que eram das classes A e B são agora 36%. Os pobres, de 1% passaram para 7%, conta o senador. “Como o princípio da Constituição é de formar no Brasil uma sociedade solidária, é hora de a gente discutir isso. Estamos falando de gente que ganha R$ 24 mil, R$ 25 mil. E se os ricos pagarem, o que vai acontecer? Vamos ter um ensino melhor, haverá mais recursos, podermos oferecer melhores escolas e mais vagas”, afirma o senador ao Congresso em Foco.

Questionado sobre a maior ou menor aceitação do projeto, Crivella diz que é fácil compreender quem é contra. “Quem rejeita a ideia são os que ganham mais de R$ 25 mil. Acha que já pagam impostos demais e querem universidade de graça para os filhos, inclusive no mestrado e no doutorado. Por outro lado, as pessoas das classes média e pobre veem que é uma medida importante. O Estado precisa aumentar a receita, e em qualquer país do mundo se sabe que receita se busca nos que podem pagar. É preciso cobrar mais de quem tem mais”, frisa.

Mas não são só os ricos que discordam do projeto do ex-ministro da Pesca. A União Nacional dos Estudantes (UNE) é contra a proposta. A presidente da entidade, Carina Vitral, entende que a medida está longe de ser a melhor saída. “O argumento é equivocado. Se é para os mais ricos financiarem os serviços públicos, precisamos debater reformas estruturantes como o imposto progressivo, para, diferentemente do que hoje ocorre, os ricos paguem mais impostos, proporcionalmente, do que as camadas mais pobres. A solução é a taxação das grandes fortunas. Se a proposta fosse essa, seríamos a favor”, afirma Carina.

Sedução

A líder estudantil entende que a proposta de Crivella é uma tentativa de seduzir quem acha que é preciso ter justiça tributária no Brasil. “Mas não se faz justiça tributária cobrando mensalidades ou anuidades no serviço público. O Imposto de Renda não é suficiente para estabelecer uma justiça tributária”, diz a presidente da UNE.

Como alternativa, a UNE propõe a criação de um imposto sobre as grandes fortunas cujos recursos sejam direcionados para a Educação, como a CPMF foi um dia para a Saúde. “Cobrar dos ricos, agora, é uma desculpa para cobrar de todo mundo, depois, já que o princípio da gratuidade terá sido quebrado”, reforça Carina Vitral.

Vitral lembra o caso do Chile. Na semana passada, o Congresso daquele país aprovou a lei do ensino gratuito, com vigência já este ano. Aprovada na Câmara e no Senado, a medida vale para universidades públicas e também para as particulares, que precisarão, para isso, aderir ao sistema e se tornar instituições sem fins lucrativos. Essas escolas receberão incentivos fiscais e terão a presença de estudantes na direção. A previsão do governo da presidente Michelle Bachelet é de que até 2020 todos os alunos do ensino superior tenham sido atingidos pela gratuidade.

A partir do exemplo chileno, a presidente da UNE afirma que o projeto de Crivella “está na contramão de importantes discussões sobre educação que acontecem hoje na América Latina”. Procurado, o Ministério da Educação informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comenta projetos de lei em tramitação no Congresso.

Nestor Cerveró cita US$ 100 milhões de propina ao governo de FHC

Informação do ex-diretor foi dada à PGR antes de formalizar delação.
Compra da empresa argentina pela Petrobras ocorreu em 2002.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi
citado por Cerveró (Foto: Roney Domingos / G1)
O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, disse à Procuradoria-Geral da República (PGR), antes de fechar o acordo de delação premiada, que a venda da petrolífera Pérez Companc envolveu pagamento de propina no valor de US$ 100 milhões ao governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC).

O documento em que consta a informação foi obtido pela RPC. Cerveró está preso pela Lava Jato desde janeiro do ano passado.

A compra da empresa argentina pela Petrobras ocorreu em 2002. Ainda de acordo com o depoimento, Cerveró disse que quem repassou essa informação a ele foram os diretores da Pérez Companc e Oscar Vicente, ligado ao ex-presidente argentino Carlos Menem.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso declarou que afirmações vagas, sem especificar pessoas envolvidas, e servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação.

"Não tenho a menor ideia da matéria. Na época o presidente da Petrobrás era Francisco Gros, pessoa de reputação ilibada e sem qualquer ligação politico partidária. Afirmações vagas como essa, que se referem genericamente a um período no qual eu era presidente e a um ex-presidente da Petrobras já falecido, sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação”.

Venda envolveu propina ao governo de FHC, segundo Cerveró (Foto: Reprodução)
Menem foi condenado em janeiro de 2015 a quatro anos e meio por um caso de corrupção durante seu governo (1989-1999). Em junho de 2013, Menem também foi condenado a sete anos de prisão por sua responsabilidade no contrabando de armas para a Croácia e o Equador durante seu governo.

Já Oscar Vicente, segundo Cerveró, seria o principal operador de Menem. "Durante os primeiros anos da nossa gestão, permaneceu como diretor da Petrobras na Argentina", argumentou o ex-diretor da Petrobras.

A delação de Cerveró foi homologada recentemente e segue em segredo de Justiça. Nela, Cerveró cita possíveis pagamentos de propina aos senadores Renan Calheiros (PMDB), Jader Barbalho (PMDB) e Delcídio do Amaral (PT), que foi preso no dia 25 de novembro.

Prêmios milionários

Cerveró também argumentou à PGR que diretores da Companc e Oscar Vicente receberam prêmios milionários pela negociação da petrolífera.

"Cada diretor da Perez Companc recebeu um milhão de dólares como prêmio pela venda da empresa e Oscar Vicente 6 milhões. Nos juntamos a Perez Compac com a Petrobras Argentina e criamos a Pesa (Petrobras Energia S/A) na Argentina", declarou Cerveró.

Transener

No resumo, Cerveró também citou a intermediação dele na venda da Transener, uma empresa de transmissão de energia da Argentina, em 2007. A Petrobras tinha participação no negócio desde que comprou a Perez Companq. O delator disse que participou de reuniões com um ministro argentino e de um jantar para tratar da venda da Transener para um grupo argentino.

Cerveró afirmou que a maior parte da propina ficou na Argentina, tendo ele e Fernando Baiano recebido US$ 300 mil cada. Baiano também é delator e já foi condenado como operado do esquema de corrupção na estatal.

Na delação, Baiano também falou sobre a Transener e confirmou os recebimentos de valores dele e de Cerveró. Disse, ainda, que estavam envolvidos no negócio o atual presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE), o senador Jader Barbalho (PMDB-PA), além do então ministro de Minas e Energia Silas Rondeau e do ministro argentino Julio de Vido.

Baiano não detalhou, no entanto, qual foi a participação de cada um no negócio.

A assessoria do senador Renan Calheiros afirmou que ele negou as declarações e que já prestou as informações requeridas.

Jader Barbalho afirmou que teve acesso à delação de Fernando Baiano. Segundo o senador, Baiano não cita o nome dele em negociação de empresa argentina.

Jader Barbalho disse ainda que Baiano ouviu de Nestor Cerveró que políticos pediram ajuda financeira para a campanha eleitoral de 2006. O senador afirmou que não conhece Fernando Baiano e que está tranquilo.

A Transener declarou que desconhece o pagamento de propina e que os fatos se referem a uma outra gestão.

Nestor Cerveró e a Petrobras não comentaram

A TV Globo não conseguiu contato com Fernando Baiano, Aníbal Gomes, Silas Rondeau e nem com os argentinos Julio de Vido, Oscar Vicente e a empresa Pérez Companc.

Investigação

De acordo com a Polícia Federal (PF) e com o Ministério Público Federal (MPF), Cerveró, na condição de diretor Internacional da Petrobras, se beneficiou do esquema de fraude, corrupção e desvio de dinheiro, recebendo propinas milionárias em virtude de diferentes contratos da Petrobras e também na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

O ex-diretor já foi condenado duas vezes pela Justiça Federal por crimes como corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Se somadas, as penas ultrapassm 17 anos de prisão.

Delação premiada

A deleção premiada de Cerveró foi homologada após a divulgação de uma gravação feita numa reunião do senador Delcídio do Amaral com o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro e o filho de Cerveró, Bernardo. Diogo Ferreira teve a prisão temporária convertida para preventiva.

A conversa foi gravada por Bernardo, com um celular no bolso. Nela, eles discutiram um plano para evitar que o ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró assinasse um acordo de delação premiada.

O senador Renan Calheiros nega a imputação e reitera que suas relações com empresas públicas ou privadas nunca ultrapassaram os limites institucionais. Já a defesa do senador Delcídio Amaral afirmou que não vai se manifestar. A assessoria de imprensa de Jader Barbalho informou que o senador não vai se pronunciar por enquanto.
(Fonte: G1)

sábado, 9 de janeiro de 2016

Pirataria movimenta 15% do mercado de medicamentos veterinários no Brasil


A pirataria corresponde a 15% do mercado de medicamentos veterinários no Brasil. O prejuízo causado é de R$ 600 milhões por ano, de acordo com um levantamento inédito da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac).

O estudo também revela que os produtos contrabandeados, falsificados e adulterados chegam ao país principalmente pelas fronteiras com os países do Mercosul: Paraguai, Uruguai, Argentina e Bolívia.

O Brasil, por outro lado, é o principal fornecedor de medicamentos sem registro no Ministério da Agricultura.
(Fonte: O Globo)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

"O maior erro foi não ter visto que a crise era tão grande", afirma Dilma

Segundo a presidente, 'qualquer atividade é passível de erros' e agora cabe ao governo apresentar medidas para contorná-los



Instada a fazer uma avaliação sobre os erros que o governo cometeu nos últimos anos, a presidente Dilma Rousseff afirmou durante um café com jornalistas, nesta quinta-feira, 7, que o maior deles foi não ter percebido o tamanho da crise que atingiria o Brasil em 2015.

"O maior erro foi não ter visto que a crise era tão grande em 2014, não ter visto o tamanho da desaceleração em decorrência de problemas internos e externos", disse.

Ela citou como exemplos que prejudicaram o desempenho da economia a instabilidade de economias como a China e o fato de o Brasil estar enfrentando uma das maiores secas das últimas décadas.

Segundo a presidente, "qualquer atividade é passível de erro" e agora cabe ao governo apresentar medidas para contorná-los. Um dos caminhos sugeridos por ela foi colocar efetivamente em prática a reforma administrativa, para reduzir a burocracia. Uma da

"Vamos continuar a reforma administrativa, crucial para corrigir erros do governo. A burocracia talvez seja o maior erro do governo", disse.

Segundo Dilma, uma das ideias que o governo está estudando é criar uma espécie de "Casa do Governo" em cada Estado, que reunirão os diversos órgãos da administração federal em um único local, o que diminuiria a despesa com aluguéis de imóveis, por exemplo.

Dilma diz que nunca discutiu 'guinada à esquerda'


A presidente que nunca discutiu uma “guinada à esquerda” na política econômica com a cúpula do PT e disse estar preocupada em assegurar o equilíbrio fiscal, o crescimento e em combater a inflação. Em café da da manhã com jornalistas que cobrem o Palácio do Planalto, Dilma afirmou que não responde “só ao PT nem só ao PMDB”, mas a toda a sociedade.

“Eu não acho que estamos num País integrado só por pessoas que pensam igualzinho”, afirmou a presidente. “Acho muito bom que o PT tenha suas posições. Agora, o governo não responde só ao PT, só ao PMDB e só a qualquer um dos partidos da base aliada. Responde a todos, mas também responde às necessidades da sociedade”.

A presidente disse que ninguém do PT pediu a ela uma “guinada” nos rumos da economia. “Olha, para mim não falaram isso”, desconversou. Ao ser lembrada que o presidente do partido, Rui Falcão, divulgou uma nota em dezembro, logo após a nomeação de Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda, cobrando ousadia na política econômica para devolver à população a “confiança perdida após a frustração dos primeiros atos de governo”, Dilma abriu um sorriso. “Nota a gente pode fazer, todo mundo pode soltar nota, eu também solto”.

Ela ressalvou, porém, que nenhuma sigla da base aliada terá privilégio em detrimento de outra, quando o governo for analisar as propostas. “Nenhum partido dentre os que integram a base pode superar (a opinião) de outro”, insistiu. Nas fileiras do PT, o plano de governo de promover uma reforma da Previdência neste ano eleitoral é chamado de “suicídio político”.

Inflação e superávit


Dilma ainda disse que fará "o possível" para garantir superávit primário de 0,5% neste ano e assegurar que a inflação comece a convergir para o centro da meta, de 4,5%. Para a presidente, a "banda de cima", com teto de 6,5%, tem de ser alcançada o mais rapidamente possível.

Depois de avisar que "todo o governo está empenhado em garantir" que 2016 seja melhor do que 2015, a presidente avisou que "se aprovar a CPMF e a DRU (desvinculação das receitas da União), se estas propostas forem encaminhadas e se estabilizar a economia, a inflação irá convergir para a meta".

E depois de dizer que vai lutar "com unhas e dentes" para manter a expectativa positiva da economia, emendou: "precisamos criar um outro ambiente no Brasil, com outras expectativas".

Dilma repetiu ainda que parte dos recursos da CPMF irão para os Estados e municípios e que estes recursos ajudarão a resolver os problemas graves da Saúde, principalmente no Rio de Janeiro. "Eu te asseguro que uma parte expressiva (da CPMF) resolve (o problema da saúde)", disse ela, ao salientar que é preciso que exista esta fonte de recursos.
(Fonte: ISTOÉ)