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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Câmara inicia liberação de documentos para construção do 'Parlashopping'

A previsão é de que o primeiro anexo custe R$ 400 milhões aos cofres públicos e comece a ser erguido em agosto de 2016. O prédio terá três andares, além de mais cinco de garagem subterrânea.



No local irão funcionar novos gabinetes dos deputados e um auditório. De acordo com o primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), o dinheiro para a construção está na conta do Tesouro.
(Fonte: CBN)

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Petição exige exoneração de Mauro Iasi por defesa do fuzilamento de conservadores

Professor da UFRJ, ele foi candidato à presidência do Brasil pelo PCB em 2014.


Mauro Iasi, além de graduado em história, doutor em sociologia e professor adjunto da ESS da UFRJ, foi candidato à presidência do Brasil em 2014 pelo PCB. Ficou em penúltimo lugar, o que faz parecerem inócuos os absurdos que defende. Mas alguns brasileiros preocupados com o fato de ele participar da formação educacional da juventude carioca acharam por bem exigir a sua exoneração com um abaixo-assinado. O motivo seria a defesa do fuzilamento do que ele diz ser a direita e os conservadores, mesmo que dentro de uma metáfora ou citação a poema. Para ver o vídeo que o incrimina ou entender o teor da petição, clique aqui.

(Fonte: Implicante.org)


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Cunha e governo negociam acordo por salvação de ambos

Para barrar impeachment, presidente da Câmara pede proteção no Conselho de Ética


BRASÍLIA - Em conversa na última segunda-feira à noite, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pediu ao ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, que o governo interfira nas investigações contra ele, sua mulher e sua filha na Operação Lava-Jato; que substitua o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pelo vice-presidente Michel Temer; e que atrapalhe o andamento de processo contra ele no Conselho de Ética da Câmara. Essas foram as condições colocadas por Cunha - acuado por investigação do Ministério Público suíço sobre contas em seu nome - para não iniciar um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, segundo relato de Wagner a aliados. O ministro da Casa Civil e Cunha negam haver essa negociação.

O governo alega não ter como entregar o que Cunha pede, principalmente o controle das investigações do esquema de corrupção na Petrobras. Dilma também resiste em trocar Cardozo, o que já foi pedido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acusa o ministro de ter perdido o controle da Polícia Federal. Porém, segundo deputados que estiveram terça-feira em reuniões no Palácio do Planalto, há a expectativa de que Wagner dê uma resposta a Cunha sobre suas demandas nos próximos dias. O apoio no Conselho de Ética é a parte mais fácil de ser atendida.

Cunha estaria especialmente preocupado em blindar sua mulher e sua filha. Documentos enviados pela Suíça, em poder da Procuradoria-Geral da República, revelaram que as contas do presidente da Câmara no exterior foram abastecidas com dinheiro desviado da Petrobras e financiaram gastos pessoais de sua família.

Nas conversas que teve com ministros de Dilma, Cunha pediu o arquivamento da denúncia que responde por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava-Jato ou, ao menos, que o governo tente paralisar o andamento do processo no Supremo Tribunal Federal (STF).

- Vocês me colocaram nisso, agora me tirem - disse Cunha a interlocutores de Dilma, que relataram parte de uma conversa ao GLOBO.

O pedido, no entanto, é visto no governo como algo "praticamente impossível" de atender.

- Se fosse assim tão simples, um canetaço do governo como ele faz parecer, por que petistas estariam também sendo denunciados? - disse um auxiliar presidencial.

A conversa entre Cunha e Wagner, na última segunda-feira, aconteceu na Base Aérea de Brasília. Originalmente estava marcada para a residência oficial da Câmara, mas o peemedebista telefonou para o ministro avisando que havia jornalistas em sua porta. Na semana anterior, Cunha se reuniu com o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, e com Giles Azevedo, assessor especial de Dilma. Nesta quarta-feira, Cunha reafirmou estar aberto ao diálogo com qualquer agente político - do governo e da oposição - e disse que não se sente pressionado no cargo.

- Não tem trégua porque não tem guerra. Não precisa ter trégua nem guerra. Tenho que cumprir minha função que é dar curso (às votações). Não fiz nada diferente do que disse que não iria fazer. Sempre disse que impeachment não é recurso eleitoral, que fato anterior não contamina mandato presente - disse Cunha nesta quarta-feira.

Neste momento, o governo e Cunha querem tempo. O Planalto, para tentar reconstruir sua base aliada e garantir os votos necessários, se o processo de impeachment for aberto. E o presidente da Câmara porque, a partir do momento em que tomar uma decisão sobre esse assunto, deverá ser abandonado pela oposição. Em última instância, o governo aposta na abertura de um debate jurídico, a partir das liminares concedidas pelo STF anteontem, para obstruir o andamento do processo de impeachment.

Aliados de Cunha relataram que ele ficou extremamente irritado com as notícias de que as negociações com o Palácio do Planalto estavam sendo vazadas. Em conversas, chegou a sinalizar que isso pode resultar na interrupção do diálogo com o governo. A interlocutores, Cunha disse que não havia termos concretos de negociação em jogo e que atendia os ministros governistas apenas de forma "institucional". Desde que as evidências sobre contas secretas na Suíça para recebimento de propina se avolumaram, Cunha decidiu abrir o canal de comunicação com o governo.

Para manter viva a negociação com Cunha, o governo acena com ajuda no Conselho de Ética, onde começará a tramitar pedido de cassação do mandato do presidente da Câmara, feito pela Rede e pelo PSOL. Os ministros também prometem ajudar a esvaziar eventual pedido de cassação de mandato no plenário, se ele for aprovado no Conselho de Ética. Aliados de Cunha, no entanto, acham a oferta pouco atraente, pois o Planalto não tem o controle da base aliada, nem mesmo dos deputados do PT.

- O governo não tem voto nem para abrir sessão do Congresso - disse um petista, em referência à dificuldade do governo em manter os vetos à chamada pauta-bomba, como o reajuste para os servidores do Judiciário.

Aliados de Cunha na Câmara afirmam que, para o processo contra ele prosperar no Conselho de Ética, serão necessárias provas documentais. Apostam ainda no poder de pressão de Cunha sobre os deputados, mesmo com a votação sendo aberta. Um peemedebista próximo a Cunha afirmou que, ao estabelecer uma ponte e aceitar negociar com o Planalto, sua estratégia é ver as cartas do governo, para evitar surpresas.

- Eduardo Cunha não está disposto a recuar, sentando em cima de um processo de impeachment. Quando perceber que sua vida ficou mais difícil e que não terá saída, instala imediatamente o pedido de afastamento - disse um peemedebista próximo a ele.

Ao GLOBO, Cunha negou "veementemente" que tenha feito qualquer demanda ao governo em troca do arquivamento do pedido de impeachment contra a presidente. Wagner também negou que esteja fazendo qualquer acordo com Cunha. Segundo a assessoria de Wagner, o ministro tem mantido conversas com ele, mas sempre em torno das pautas do governo na Casa e no intuito de manter uma ponte com o presidente da Câmara. Ainda ontem, Wagner teve um encontro com Temer sobre as votações de interesse do governo.
(Fonte: O Globo)

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Dilma quebrou o país: chegou a hora da verdade

A VERDADE CHEGOU


A rejeição das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff pelo Tribunal de Contas da União (TCU) foi uma lição para o país. Não apenas por reforçar a independência da corte responsável por analisar as contas públicas, mas por dar a dimensão das barbaridades que a petista cometeu com um único intuito: reeleger-se. 

A sede de poder de Dilma e de seu partido, o PT, ultrapassou todos os limites do bom senso. Destruiu as bases da estabilidade. Espalhou uma onda de desconfiança que resultará na maior recessão do país em 80 anos. Serão pelo menos dois anos de queda do Produto Interno Bruto (PIB) regada a desemprego, inflação próxima de 10%, juros nas alturas e crédito escasso.

Até o último instante o governo acreditou que poderia recorrer a manobras para se safar. Assim como maquiou as contas públicas, recorrendo às pedaladas fiscais, acreditou que conseguiria inviabilizar o julgamento do TCU tentando desqualificar o relator do processo das contas de 2014, o ministro Augusto Nardes. 

O trabalho técnico realizado pelo TCU foi perfeito. Mapeou, ponto a ponto, todos os artifícios usados pelo então ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o subordinado dele, Arno Augustin, ex-secretário do Tesouro Nacional, para esconder a gastança com o intuito de garantir a Dilma mais quatro anos no Palácio do Planalto.

O TCU provou que o governo cometeu irregularidade de mais de R$ 100 bilhões, dos quais R$ 40 bilhões ao usar os bancos públicos — Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) — para pagar benefício sociais e subsídios, as chamadas pedaladas fiscais. Dilma rasgou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impôs limites aos abusos cometidos por gestores públicos.

O governo teve todo o tempo do mundo para se defender. Mas preferiu apostar na pressão para inviabilizar o julgamento do TCU. A arrogância chegou a tal ponto que Dilma ordenou a três de seus ministros — Luís Inácio Adams (advogado-geral da União), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Nelson Barbosa (Planejamento) — que dessem uma entrevista em pleno domingo para levantar “suspeição” em relação a Nardes.

Agora, Dilma está nas mãos do Congresso, mais precisamente nas do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do da Câmara, Eduardo Cunha. A recomendação do TCU para a rejeição das contas do governo de 2014 terá que ser votada pelo Congresso, onde se sabe que a situação da petista é muito ruim. O impeachment ficou mais próximo.

Nas mãos de Renan e Cunha


Na ânsia de garantir o mandato, Dilma entregou parte do governo a uma ala nada confiável do PMDB. Com a bênção do ex-presidente Lula, ela acreditou que os tempos de dificuldades ficariam para trás e que o caminho até o fim de 2018 estaria pavimentado. Pois não foi preciso nem uma semana para perceber que a petista está mais fraca do que nunca.

Nem mesmo vendendo a alma ao diabo ela conseguiu o apoio que precisa no Congresso para levar adiante votações que poderiam dar um respiro ao governo. A decisão sobre os vetos presidenciais foi adiada mais uma vez e o ajuste fiscal prometido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está se tornando uma miragem.

Mesmo ciente da derrota iminente no TCU, Dilma tentou passar otimismo. Disse ver uma luz no fim do túnel para as crises política e econômica que maltratam o país e assegurou que não se aterroriza diante de dificuldades. Mas a verdade é que o prolongamento da agonia do governo imporá custos ainda maiores à economia.

Como nada do prometido pelo governo para botar ordem na casa foi entregue e o risco do impeachment de Dilma aumentou, as incertezas se multiplicam. A tendência é de que a recessão se aprofunde e prolongue o sofrimento das famílias, que estão vendo boa parte de seus integrantes perderem o emprego.

Pessimismo do comércio


Entre os empresários, a agonia é grande. Não é possível olhar uma semana adiante para planejar os negócios. Não por acaso, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icei) registrou, em setembro, a 11ª queda mensal em 12 meses. O dado, que será divulgado hoje pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), mostra que as crises econômica e política tornaram o ambiente hostil. Não há qualquer perspectiva de recuperação à vista.

Dos nove componentes do Icei, oito estão no nível mais baixo da série histórica iniciada em 2011. Tanto as percepções presentes da economia quanto as futuras se deterioraram. Na opinião de 93,9% dos empresários, a situação está pior do que no ano passado, quando o governo usava os artifícios contábeis e as pedaladas fiscais para criar uma falsa sensação de bem-estar social. Mas a farra acabou. O Brasil caiu na real. E Dilma terá que prestar contas à verdade. O TCU só foi o instrumento para se revelar a principal razão de o país estar à beira do precipício.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Suécia decide importar lixo para suprir demanda de reciclagem

Reciclagem muito eficiente acabou gerando o "problema"


Enquanto a maior parte dos países do mundo não sabe o que fazer com seus resíduos, a Suécia quer comprar mais. O fato inusitado ocorreu após a constatação de um "problema": devido ao eficiente modelo de reciclagem adotado no país, as usinas geradoras de energia elétrica e térmica a partir da incineração de lixo ficaram sem "matéria-prima". A solução foi efetuar a compra anual de 800 mil toneladas de lixo de países vizinhos.

As usinas de incineração suecas permitem responder a 1/5 das necessidades do sistema de aquecimento de prédios de habitação e edifícios comerciais do país, para além de fornecer eletricidade a 250 mil lares.

O sistema sueco é tão eficiente que apenas 4% do lixo produzido no país é enviado para aterros sanitários. Os outros 96% são reciclados ou então processados e incinerados para virarem energia.

Os subprodutos do processo, como cinzas que contêm dioxinas e metais pesados, são separados e aterrados posteriormente. Atualmente, a Noruega é a principal fornecedora de resíduos à Suécia. Os noruegueses pagam pelo serviço de incineração e recebem os subprodutos de volta.

Espera-se que países como Itália e Romênia, que não têm reciclagem muito desenvolvida, enviem seu lixo para as usinas suecas. No entanto, os próprios administradores das tecnologias do país consideram que a incineração não é uma solução a longo prazo. Segundo eles, é preciso desenvolver cada vez mais as possibilidades de reciclagem dos itens.

Veja mais sobre as usinas suecas neste documento (em inglês). Para saber como descartar seus itens de consumo diário, entre na seção Postos de Reciclagem daeCycle.
(Fonte: eCycle)