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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Governo gasta 5.139 bilhões com publicidade



O jornal o Estado de S. Paulo vazou uma análise interna do Palácio do Planalto, feita pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), que comprova a existência de uma articulação financiada com o dinheiro do pagador de impostos entre certos setores da imprensa e o estado.

Segundo a comunicação que só foi distribuída entre ministros e aliados importantes do governo, "A guerrilha política precisa ter munição vinda de dentro do governo, mas ser disparada por soldados fora dele." (http://bit.ly/1xnTqYa)

A pergunta "A quem serve as revistas Carta Capital e Fórum?" nunca teve uma resposta tão clara: (http://bit.ly/1Lb7Hxg)


Veja também:

Aposentadoria de R$ 15 mil para primeira-dama é aprovada por unanimidade pelo TCE

Primeira-dama do Estado de Goiás
Valéria Perillo (Foto: Reprodução)

A Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado (TCE-GO) aprovou por unanimidade o pedido de aposentadoria da primeira-dama Valéria Perillo. Para o tribunal, o pedido de aposentadoria integral com salário bruto de R$ 15.206,43 é legal.

A procuradora de Contas Maísa Barbosa se manteve contrária à inclusão da Vantagem Pessoal Nominalmente Identificável (VPNI) de R$ 7.602,53 à aposentadoria. Porém, os conselheiros adotaram o parecer do relator Saulo Mesquita favorável à integralidade do pagamento.

Marconi


Comentando o caso, o governador Marconi Perillo (PSDB) afirmou considerar completamente normal o processo de aposentadoria da sua esposa. “Nunca vi qualquer pessoa perguntar pela aposentadoria de um desembargador, um juiz, um promotor, um delegado de Polícia, um professor, um procurador do Estado, um fiscal. Ela (Valéria) chegou à conclusão de que tinha os requisitos para se aposentar, entrou com pedido e é algo muito natural.”

Contradição


O colunista Rodrigo Czepak, na nota “Ser ou não ser honesto” da coluna Jogo Limpo desta terça-feira (16), questionou a posição do governador:

“Ainda sobre o tema aposentadoria, necessário reproduzir trecho de entrevista do governador Marconi Perillo no dia 30/11, portanto há 15 dias: ‘Outra coisa que tem sido discutida é a idade mínima para se aposentar. Eu acho que não é certo que uma pessoa que ganha um salário alto se aposente com 50 anos de idade, com 45 anos de idade, e vai levar essa aposentadoria por mais 40 anos para frente. Quem paga isso é o povo, essas coisas precisam ser discutidas honestamente’.”
(Fonte: FolhaZ)

Prefeito do Rio já gastou R$ 472 milhões com propaganda desde 2009.

Gasto de Paes com propaganda em 2015 supera São Paulo e chega a R$ 133 milhões


Um levantamento feito pelo gabinete da vereadora carioca Teresa Bergher no Orçamento da Prefeitura do Rio de Janeiro mostrou que, até agora, a dotação do governo Eduardo Paes em 2015 para propaganda e comunicação foi de R$ 133,7 milhões.

A Prefeitura de São Paulo tem dotação de R$ 118,5 milhões para publicidade este ano.

Desde 2009, segundo cálculo do gabinete de Teresa, Paes já gastou R$ 472 milhões com propaganda.
(Fonte: O Globo)

(Condições precárias faz com que hospital feche as portas... Segundo funcionários, faltam seringas, luvas e alguns medicamentos)

Dívida pública federal ultrapassa a barreira dos R$ 2,7 trilhões

Alta de 2,66% no mês passado fez endividamento atingir maior patamar desde 2000


BRASÍLIA. A dívida do governo em títulos públicos que estão em poder do mercado financeiro ultrapassou a barreira de R$ 2,7 trilhões em novembro. A alta de 2,66% no mês passado fez com que o endividamento chegasse ao maior patamar desde que o governo começou a registrar os dados em 2000.

_ Vejam que o intervalo previsto vai até R$ 2,8 trilhões. Vamos fechar o ano dentro desse intervalo _ prometeu o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, José Franco Medeiros.

Ele lembrou que o governo aumentou o limite máximo que o endividamento pode chegar, numa revisão feita em setembro, de R$ 2,6 trilhões para R$ 2,8 trilhões. Não existe uma punição para o Tesouro Nacional se o limite da dívida não for cumprido.

Segundo o Tesouro Nacional, as emissões de papéis brasileiros superaram os resgates em R$ 42,5 bilhões em novembro, e também houve o reconhecimento de juros que não foram pagos no valor de R$ 28 bilhões.

No mês passado, houve uma procura maior por papéis prefixados. A parcela desse tipo de título na dívida subiu de 38,45% para 39,23%. Em contrapartida, houve uma queda da parcela de dívida indexada a índices de preços e também à taxa flutuante.
(Fonte: O Globo)

Vendas em shoppings têm pior Natal em 10 anos

Conforme dados da Alshop, movimentação entre os dias 1º e 24 de dezembro caiu 2,8%



O Natal de 2015 foi o pior em volume de vendas em 10 anos para os shoppings centers brasileiros, segundo dados divulgados neste sábado pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). As vendas caíram 2,8% em termos reais, já descontada a inflação, fechando o período como o pior já registrado pela série histórica, que teve início em 2005.

Os dados foram apurados pela associação em uma pesquisa com 150 empresas de varejo que reúnem 7,5 mil lojas, levando em conta as vendas de 1º de dezembro ao dia 24, véspera de Natal.


— O mercado como um todo já esperava por um resultado desses. Os estoques estavam altos, desde o início do ano, e o consumidor estava mais receoso — afirma Luís Augusto Ildefonso da Silva, diretor de relações institucionais da Alshop.

Os segmentos que apresentaram aumento no volume de vendas, sempre na comparação com 2014, foram os de perfumaria e cosméticos, com alta de 3,7%, seguidos pelo de joias e relógios, com crescimento de 3,2%.

Na outra ponta, os artigos de decoração para o lar caíram 13,3%. Até mesmo a venda de brinquedos, tradicionais motivadores do comércio nesse período do ano, apresentou queda de 0,8%.
(Fonte: ZH)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Governo decide pagar os R$ 57 bi referentes às pedaladas fiscais ainda em 2015

Afirmação foi feita pelo secretário interino do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira. Ele disse que o montante será quitado com recursos que sobraram na arrecadação de anos anteriores.


As manobras são atrasos nos repasses da União a bancos públicos para cobrir benefícios sociais.

(Fonte: CBN)

domingo, 27 de dezembro de 2015

Assaltante preso alega que roubou padaria por culpa da crise no país


Brasília


Um homem foi preso por volta das 17h30 deste sábado (26/12), depois de assaltar uma panificadora e uma farmácia na QNM 22/24, em Ceilândia. Mas ao ser pego, alegou que seus atos eram consequência da crise econômica enfrentada pelo país.

O assaltante entrou nos dois estabelecimentos, rendeu clientes e funcionários e levou a quantia de R$ 350. A Polícia Militar foi acionada e encontraram o homem na QNM 7/9. Na abordagem foi apreendido um revólver calibre 38 e o dinheiro roubado.

O inusitado foi que ele informou aos policiais que passou a roubar depois que a crise tomou conta do Brasil. O homem foi encaminhado para a 23ª DP.

Chico Buarque se irrita com o sucesso da paródia O Bando. Assista agora!

O Músico, cantor, compositor e escritor Chico Buarque de Holanda, que andava sumido da mídia em termos artísticos reapareceu meteoricamente depois de se envolver num bate boca de bêbados numa madrugada carioca à porta de um dos restaurantes mais chiques da cidade maravilhosa. O show dos mamados no bairro Leblon, na cidade do Rio, girou em torno de política, ou seria melhor dizer politicalha? Chico tem se prestado ao ridículo papel de ferrenho defensor dos governos do PT, independentemente dos recordes de corrupção e descaso com o dinheiro público que estes governos petistas carregam nas costas.

O antigo herói da MPB foi questionado na madrugada por um outro músico, o rapper Túlio Rek, que chegou a chamar Chico de um “grande merda”. O episódio trouxe Chico Buarque de volta à mídia. Principalmente a mídia alienada e compromissada com os desmandos do petismo, que não demorou em tentar construir do episódio dos mamados do Leblon, uma vítima de crueldade, injustiça, fascismo puro. Quem seria a vítima? Ele mesmo! Chico Buarque de Holanda, cuja família tem se beneficiado de milhões e milhões de dinheiro público para projetos “culturais” cheios de dúvidas.

Mais do que a petulância de questionar alguém como Chico Buarque durante a madrugada, a esquerdalha (esquerda canalha) se viu diante de outro fato que da mesma forma, para eles, não passa de uma afronta ao “todo poderoso” da arte e da cultura nacional. A peça em questão é uma paródia da música A Banda, de Chico Buarque, que é de autoria de Filipi Trielli e argumento de Danilo Gentili, e que já está na internet há alguns anos, mas que só agora ganhou força. A paródia tem como título O Bando, e começou por aí a revolta do próprio Chico Buarque. O Artista teria ficado mais que irritado ao tomar conhecimento do sucesso nas redes sociais que a paródia O Bando faz nas mídias sociais. Só no perfil do You Tube, Chinchila, a paródia tem quase 300.000 acessos. O Bando é uma crítica inteligente ao petismo, ao petralhismo e neste momento especial de vitimização de Chico Buarque, passa a ser também uma sacada para criticar o que poderíamos chamar de “chiquismo” ( a ação de vitimizar Chico Buarque de Holanda).

Assista a paródia O Bando, de autoria de Filipi Trielli!



Confira a letra completa de O Bando!


O BANDO

Estava à toa na classe o professor me chamou
Pra me lobotomizar, me transformar num robô
Me encheu de frase de efeito destilando rancor
Pra me lobotomizar, me transformar num robô

O mensaleiro que contava dinheiro parou
E o blogueiro que levava vantagens pirou
A Namorada que gostava de Beagle
Parou para retocar a maquiagem

O Sakamoto que odiava o sistema curtiu
A Marilena que andava sumida Chauiu
A esquerdalha toda se assanhou
Pra me lobotomizar, me transformar num robô

Estava à toa na classe o professor me chamou
Pra me lobotomizar, me transformar num robô
Me encheu de frase de efeito destilando rancor
Pra me lobotomizar, me transformar num robô

Não tive saco pra encarar Bakunin nem Foucault
Gosto do Chico e acho que ele é um grande cantor
O Professor falou que a coisa mais bela
Era explodir bomba feito o Marighella

A Marcha rubra se espalhou e a direita não viu
O Paulo Freire virou santo e fudeu com o Brasil
A Faculdade toda se enfeitou
Pra me lobotomizar, me transformar num robô

Eu vi que o capitalismo era feio e cruel
Eu vi que em Cuba era bom e que eu amava o Fidel
Anotei tudo no iPad e pus no computador
Depois eu vou te ensinar porque eu virei professor
(Fonte: CanalGama)

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sábado, 26 de dezembro de 2015

Dilma assina decreto que pode perdoar penas de Dirceu e Delúbio

Indulto, previsto na Constituição, pode beneficiar milhares de presos.
Neste ano, STF extinguiu pena de José Genoino com base em decreto.



O governo publicou nesta quinta-feira (24) no "Diário Oficial da União" decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff que concede o chamado indulto natalino, perdão a presos de todo o país que se enquadrem em critérios pré-estabelecidos pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.

De acordo com o decreto, quem obtém o indulto fica livre de cumprir o restante da pena e não tem nenhuma restrição, como se apresentar à Justiça periodicamente. O benefício está previsto na Constituição como uma atribuição do presidente da República e, tradicionalmente, é concedido na época do Natal.

O texto é igual ao dos últimos anos e poderá beneficiar com o perdão da pena alguns dos condenados no processo do mensalão do PT, que estão presos desde o fim de 2013, como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

Também poderão ser beneficiados com o decreto os ex-deputados Valdemar Costa Neto, João Paulo Cunha, Pedro HenryRoberto Jefferson. Segundo alguns advogados e juízes ouvidos pela TV Globo, eles já preenchem os requisitos para pleitear o indulto.

Isso porque o decreto prevê o perdão para condenados que estejam em regime aberto, cujas penas remanescentes não sejam superiores a oito anos, se não reincidentes, e seis anos, se reincidentes, desde que tenham cumprido um quarto da pena. Dirceu, Delúbio e os ex-deputados condenados no mensalão tiveram penas totais menores do que oito anos, estão em regime aberto e já cumpriram cada um mais de dois anos de pena.

Para ser concedido, o indulto tem de ser requerido à Justiça pela defesa do preso, que vai analisar se os requisitos estão preenchidos. No caso dos condenados do mensalão, esse pedido é remetido ao ministro Luís Roberto Barroso, relator no Supremo Tribunal Federal (STF) das execuções das penas do mensalão.

Conforme o decreto, os presídios deverão encaminhar às varas de execuções penais a lista dos presos que preenchem os requisitos. Todos os estados têm seis meses para informar o Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça a quantidade de presos beneficiada com o decreto deste ano.



Dirceu

Apesar de inicialmente preencher os pré-requisitos para ser beneficiado com o decreto de Dilma, Dirceu pode não receber o indulto por ser réu dentro da Operação Lava Jato. O ex-ministro da Casa Civil foi preso preventivamente por conta do esquema de corrupção na Petrobras e, atualmente, aguarda decisão do STF para saber se perderá o benefício da prisão domiciliar no caso do mensalão do PT.

Se Dirceu for condenado pelo juiz federal Sérgio Moro no processo da Lava Jato antes da concessão do indulto pela prisão no processo do mensalão do PT, poderá haver questionamento sobre se o benefício se estenderá ao ex-ministro, já que, de acordo com os critérios do decreto, o preso não pode ter tido mais de uma condenação na Justiça para receber o perdão da pena.

Outro ponto que envolve José Dirceu e que pode ser alvo de questionamento futuro é o que trata da "falta grave", previsto na lei do indulto. O decreto que pode perdoar a pena de Dirceu fala que o preso não pode ter cometido faltas gravez "nos doze meses de cumprimento da pena, contados retroativamente a 25 de dezembro de 2015".

De acordo com a Lei de Execuções Penais, são consideradas faltas graves:

- incitar ou participar de movimento para subverter a ordem ou a disciplina;
- fugir;
- possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem;
- provocar acidente de trabalho;
- descumprir, no regime aberto, as condições impostas;
- tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo.

De acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Dirceu continuou a cometer crimes mesmo após ser condenado no mensalão, enquanto estava em regime aberto. Como a Lei de Execuções Penais é genérica e afirma apenas que o preso não pode "descumprir, no regime aberto, as condições impostas", tanto a defesa do ex-ministro quanto o Ministério Público podem questionar sobre se os supostos crimes podem ou não ser enquadrados como faltas graves.

Genoino

Em março deste ano, o STF extinguiu a pena do ex-deputado federal José Genoino (PT-SP), condenado no julgamento do mensalão, com base no decreto de indulto de Natal editado pela presidente Dilma no final de 2014.

Condenado a 4 anos e 8 meses de prisão, o ex-deputado foi preso em novembro de 2013 e passou a cumprir pena no regime fechado. Com problemas cardíacos, o petista chegou a obter autorização para se tratar em casa em prisão domiciliar no início de 2014, mas, em maio, teve de voltar à prisão. Em agosto, progrediu para o regime aberto, para ficar preso em casa.

No dia 25 de dezembro de 2014, dia em que foi publicado o decreto, Genoino já havia cumprido 1 ano, 2 meses e 14 dias da pena, já levando em conta 34 dias que havia descontado por cursos de direito e informática que realizou na Penitenciária da Papuda, além de trabalho como auxiliar de biblioteca do presídio.

O ex-tesoureiro do extinto PL Jacinto Lamas, também obteve indulto concedido pelo Supremo e teve a pena extinta.

Veja abaixo quais presos poderão ser beneficiados pelo indulto:

- condenados que estejam em liberdade condicional ou regime aberto, cujas penas remanescentes não sejam superiores a oito anos, se não reincidentes, e seis anos, se reincidentes, desde que tenham cumprido um quarto da pena, se não reincidentes, ou um terço, se reincidentes;

- condenados a penas menores que 12 anos, que tenham cumprido um terço da pena se não reincidentes ou metade se reincidentes, e que estejam cumprindo pena no regime semiaberto ou aberto;

- condenados a até oito anos que tenham cumprido um terço da pena, se não reincidentes (réus primários), ou metade, se reincidentes (já tiverem outra condenação);

- condenados a até 12 anos por crime sem violência que tenha cumprido um terço da pena, se não reincidente, ou metade, se reincidente;

- condenados a pena maior que oito anos que tenham mais de 60 anos e tenham cumprido um terço da pena, se não reincidentes, ou metade, se reincidentes;

- condenados que tenham mais de 70 anos e tenham cumprido um quarto da pena, se não reincidentes, ou um terço, se reincidentes;

- condenados que tenham cumprido ininterruptamente 15 anos de pena, se não reincidentes, ou 20 anos, se reincidentes;

- condenados a penas maiores que 8 anos que tenham filho menor de 18 anos ou com doença grave ou deficiência que tenham cumprido: um terço da pena se não reincidentes ou metade se reincidentes, no caso de homens, e um quarto da pena se não reincidentes ou um terço se reincidentes, no caso de mulheres;

- mulheres condenadas a penas menores que 8 anos, por crime sem violência, se tiver filho menor de 18 anos ou com doença grave ou deficiência e que tenham cumprido um quinto da pena, se não reincidentes, ou um quarto, se reincidentes;

- condenados a penas maiores de 12 anos, que tenham cumprido dois quintos da pena, se não reincidentes, ou três quintos, se reincidentes, e que estejam em regime aberto ou semiaberto;

- pessoas com paraplegia, tetraplegia ou cegueira, desde que as condições não sejam anteriores ao crime;

- condenados a penas substituídas por restrição de direitos desde que tenham cumprido um quarto da pena, se não reincidentes, ou um terço, se reincidentes;

- condenados que tenham sido vítima de tortura, reconhecida em decisão transitada em julgada, no persídio durante o cumprimento da pena.
(Fonte: G1)


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Energia pode ficar mais cara em 2016

Aneel propõe elevação no teto das bandeiras tarifárias para 2016


Caso haja escassez no sistema de energia elétrica, a Aneel quer que o custo por megawatt-hora tenha um aumento de até R$ 55. Atualmente o teto para a cobrança extra é de 45 reais.
(Fonte: CBN)

Salário mínimo será R$ 871 a partir de janeiro

O reajuste representa um aumento de R$ 83 em relação ao atual valor


A partir do dia 1º de janeiro, o salário mínimo passa para R$ 871. O reajuste representa um aumento de R$ 83 em relação ao atual valor. Em conversa com investidores nacionais e estrangeiros, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, garantiu que o governo não pretende mudar as regras do salário mínimo no curto prazo.

O Congresso Nacional já aprovou a norma que corrige o valor, com base no Índice Nacional do Consumidor Amplo (IPCA) do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todas as riquezas produzidas pelo país – dos dois anos anteriores. Essa regra vale do ano que vem até 2019.

Veja também: 

Congresso aprova aumento de salário para os três poderes
("Os deputados, no entanto, atenderam apenas parcialmente ao pleito dos ministros do Supremo, que pediram inicialmente uma atualização maior, que chegaria a R$ 35.919,05.")

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Congresso aprova aumento de salário para os três poderes

Deputados, senadores e ministros do STF passarão a receber R$ 33.763 por mês


Com a aprovação, também foram chancelados os novos vencimentos da presidente Dilma Rousseff, do vice-presidente Michel Temer e de ministros de Estado, que a partir de 2015 receberão R$ 30.934,70 mensais.

A Câmara dos Deputados e o Senado Federal aprovaram ontem o aumento salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal, do procurador-geral da República, dos deputados e senadores. Esses cargos passarão a receber o valor de R$ 33.763 por mês.

Com a aprovação, também foram chancelados os novos vencimentos da presidente Dilma Rousseff, do vice-presidente Michel Temer e de ministros de Estado, que a partir de 2015 receberão R$ 30.934,70 mensais, ou 15,76% a mais do que o valor atual (R$ 26.723,13). O último reajuste para o comando do Executivo foi dado no final de 2010.

Primeiramente, o texto passou pelo plenário da Câmara. Mais tarde, foi a vez do Senado aprovar a medida. A expectativa inicial era que as correções dos salários fossem votadas na noite de terça-feira, mas não houve acordo.

Teto

Os deputados e senadores recebiam mensalmente, também desde 2011, os mesmos R$ 26.723,13. Eles decidiram, no entanto, igualar seus salários aos da cúpula do Judiciário e do Ministério Público Federal, cujos subsídios, que são o teto do funcionalismo público, estão hoje em R$ 29.462,25.

A equiparação salarial é uma bandeira dos deputados que atuam inclusive para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria um “gatilho” para reajustar automaticamente os vencimentos dos congressistas sempre que os ministros do Supremo receberem um aumento.

Os deputados, no entanto, atenderam apenas parcialmente ao pleito dos ministros do Supremo, que pediram inicialmente uma atualização maior, que chegaria a R$ 35.919,05.

De acordo com dados da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados, o impacto dos novos valores para 2015 é de, no mínimo, R$ 553,2 milhões no orçamento da União.

Esse cálculo, no entanto, não leva em conta o “efeito cascata” que a correção dos subsídios dos integrantes do Supremo Tribunal Federal causa nas carreiras nos Estados, uma vez que o salário dos ministros da Corte é o teto do funcionalismo público.

Depois de aprovarem os novos salários, os deputados também tentaram passar uma atualização salarial para os membros da Defensoria Pública da União. Mas, preocupado com o aumento de despesas diante da necessidade de ajuste nas contas públicas, o governo barrou a votação. Foi feito um acordo para voltar a debater a matéria no ano que vem.


Brasil precisa de 'mais Estado' e 'menos mercado', diz líder do governo

No dia da posse de Barbosa, Guimarães defendeu mais gastos e crédito.
Para ele, Tesouro deveria emprestar mais a estados e deixar dívida crescer.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE),
em entrevista à imprensa (Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados)

No dia da posse de Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), defendeu nesta segunda-feira (21) menos "ajuste fiscal", mais crédito para consumo, liberação de empréstimos aos estados e aumento da dívida para "reaquecer a economia". 

Ao falar da saída de Levy do comando da política econômica, o petista avaliou ainda que o Brasil precisa de "menos mercado" e "mais Estado".

Aumentar um pouquinho [a dívida], não tem problema não [...] Não pode mais ficar esse casulo de segurar, segurar. Já segurou demais"
José Guimarães,
líder do governo na Câmara
"Eu defendo que a Fazenda tem que liberar empréstimos para os estados. Vários estados estão precisando. Aumentar um pouquinho [a dívida], não tem problema não. Eles têm margem de endividamento. Se reaquece a economia estadual, reaquece a nacional também. Não pode mais ficar esse casulo de segurar, segurar. Já segurou demais", afirmou.

Na última sexta (18), o governo anunciou a substituição de Joaquim Levy por Nelson Barbosa no comando da Fazenda. A troca marca uma mudança na orientação da política econômica, com a vitória para a ala do PT que defende menos ênfase ao ajuste fiscal e mais incentivo a produção e consumo.

Guimarães elogiou a ida de Barbosa para a Fazenda e disse ele deve evitar "ajuste pelo ajuste".

"O ajuste que eu defendo é virar a página. Ajuste pelo ajuste não mais. Ajuste para retomar o crescimento. E acho que essa é a missão do Nelson Barbosa. Não é do mercado, mas acho que o Brasil precisa nesse momento de mais Estado e menos mercado", defendeu.

Guimarães disse ainda que falava para Levy que ele deveria liberar mais dinheiro para os estados em vez de focar na contenção de despesas. "Eu tive uma relação muito boa com ele. Eu conversava quase todo dia com ministro Levy. Eu dizia: 'você está errado, tem que liberar dinheiro para os estados'", relatou.

O líder do governo defendeu que seja feita uma reforma na Previdência nos próximos anos e disse que, apesar de defender incentivos à produção, manterá como prioridade a aprovação das medidas do ajuste fiscal propostas por Levy e que ainda não foram votadas pelo Congresso.

"Continuam sendo prioridade. Vamos concluir o ajuste, manter o equilíbrio, mas não ficar só aí. Temos que pilotar a retomada do crescimento. Medidas para reaquecer a economia precisam ser tomadas. Apostamos que 2016 pode ser o ano da retomada."
(Fonte: G1)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Dilma terminará 2015 como a governante mais rejeitada nos últimos 29 anos.

Instabilidade política deste ano não dará folga a Dilma em 2016.
Ano de 2015 foi marcado por choque do Estado contra interesses oligárquicos


RIO — Dilma Rousseff vai atravessar o primeiro trimestre de 2016 em busca de algo que não conseguiu durante todo o ano de 2015: estabilidade. Ela termina o primeiro ano da reeleição como a governante mais rejeitada pelo eleitorado nos últimos 29 anos, ou seja, desde a redemocratização do país há 29 anos. Sua taxa de desaprovação é recorde (83%), confirmou o Ibope na primeira quinzena de dezembro (veja o gráfico abaixo). Muito além, por exemplo, das avaliações mais negativas registradas pelo governo José Sarney (1986-1990), que deixou o poder com uma inflação mensal de 83%.

Dilma já foi alvo de 39 pedidos de impeachment em 245 dias úteis, entre a posse em janeiro e a última sexta-feira. Significa que, nesse período, a Câmara dos Deputados recebeu um pedido para retirar a presidente do poder a cada seis dias de funcionamento. Três foram aceitos, anexados e transformados num único processo, que está em andamento.


Gráfico mostra vairação percentual da avaliação do governo - Editoria de Arte

O que faz de 2015 um ano singular é o império das instituições no choque do Estado com interesses de oligarquias expostos nos últimos dois anos a partir de investigações sobre corrupção na Petrobras — os velhos vícios nas relações público-privadas já levaram 23 conglomerados empresariais a significativas perdas patrimoniais, 116 prisões e 75 condenações que somam mais de 626 anos, inclusive para alguns dos principais acionistas e executivos.

A consequência institucional foi uma posição de supremacia consolidada pelo Judiciário em relação ao Executivo e ao Legislativo num cenário político que faz o calendário de 2015 parecer interminável: a presidente e o vice encontram-se ameaçados de impeachment e cassação; os presidentes da Câmara e do Senado ameaçados de perda de mandato e prisão; quase um terço Congresso está sob investigação no Supremo Tribunal Federal, e um ex-presidente, Lula, cumpre inédita rotina de visitas à polícia para depor em inquéritos sobre corrupção durante seus oito anos de governo.

A névoa de incertezas sobre o ano que vem tem origem na soma do impasse político aos efeitos depressivos da crise econômica dos últimos 24 meses, quando se acumulou queda de 30% nos investimentos, declínio de 14% na produção industrial e de 14,5% nas vendas no comércio. Na origem desses desequilíbrios estão atrapalhadas decisões de quem realmente comanda a economia no governo Dilma Rousseff, ou seja, ela mesma.

No governo e na oposição percebe-se consenso sobre a perspectiva de agravamento da situação no próximo trimestre, a partir de informações coletadas no setor privado.

Prevê-se acréscimo de quase um milhão de pessoas no grupo de 8 milhões de desempregados; inflação estável em dois dígitos; aumento da taxa básica de juros, e, dificuldades crescentes para refinanciamento da dívida pública, restringindo a solvência dos governos federal, estaduais e municipais.

A isso soma-se um processo decisório confuso que estimula a inoperância.

Exemplar foi o caso do Ministério da Saúde em meados do ano, quando se reduziu em 40% os repasses às prefeituras para serviços de controle do vetor de doenças como dengue e zika.

Resultado: na sexta-feira, a 40 quilômetros do Palácio do Planalto confirmava-se o primeiro caso de zika, com outras19 suspeitas.

Dilma vai atravessar 2016 batalhando pelo mandato. Se e quando conseguir, talvez já não tenha tempo para construir um legado. Corre o risco de sobreviver na indiferença de um rodapé da História.
(Fonte: O Globo)

domingo, 20 de dezembro de 2015

Cerveró diz que pagou propina a Renan Calheiros e Jader Barbalho

Preso pela Operação Lava-Jato, ex-diretor da Petrobras afirma ter pagado US$ 6 milhões aos senadores.


O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró - preso desde janeiro na Operação Lava Jato - afirmou em delação premiada na Procuradoria-Geral da República que pagou propina de US$ 6 milhões aos senadores Renan Calheiros (AL) e Jader Barbalho (PA), ambos do PMDB, em 2006. Na ocasião, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) recebeu cerca de US$ 800 mil. Cerveró disse que pagou propina em troca de apoio político para permanecer no cargo.

Segundo o ex-diretor, quem fez a operação do pagamento dos valores foram os lobistas Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, e Jorge Luz, apontados como operadores de propinas do PMDB.

"Que o declarante (Cerveró) havia se comprometido com o PMDB, nas pessoas de Jader Barbalho e Renan Calheiros, a efetuar o repasse de US$ 6 milhões para a campanha de 2006", registrou a Procuradoria-Geral da República.

Cerveró fechou acordo de delação dia 18 de novembro. Ele é o pivô da prisão de Delcídio, ocorrida no dia 25 de novembro. Com medo das revelações do ex-diretor da Petrobras, o petista, ex-líder do governo no Senado, teria tramado barrar a Lava Jato. Seu plano consistia em financiar com o banqueiro André Esteves - que também foi preso - a fuga de Cerveró para a Espanha.

O ex-diretor da Petrobras foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro por corrupção e lavagem de dinheiro. Acuado, com remotas chances de obter habeas corpus, Cerveró decidiu fazer delação.

Fontes

Ele afirmou que os US$ 6 milhões destinados a Renan e Jader, além da parte de Delcídio, foram retirados de duas fontes. A primeira delas do saldo da propina referente à contratação da sonda Petrobras 10000.

Segundo o delator, a parcela foi "resultado da diferença entre o valor ilícito total cobrado e o montante efetivamente reservado a funcionários da Petrobras e a Fernando Baiano". A outra fonte veio do adiantamento de propina referente à contratação da sonda Vitória 10000, feito pelo lobista Julio Camargo, no valor de US$ 2 milhões.

"A parte mais substancial dessas propinas foi repassada ao PMDB nas pessoas de Jader Barbalho e Renan Calheiros", declarou Cerveró.

O ex-diretor disse que Delcídio recebeu sua parte do adiantamento de uma propina repassada por Julio Camargo no valor de US$ 2 milhões. "Foi repassada uma quantia menor, de aproximadamente US$ 800 mil para Delcídio Amaral, em pagamento dos US$ 2,5 milhões prometidos em 2005 e 2006 no início da campanha a governador do Estado de Mato Grosso do Sul." Os US$ 6 milhões para Jader e Renan, segundo Cerveró, foram obtidos logo depois de concluída a negociação referente à sonda Petrobras 10000.

Segundo ele, a multinacional Samsung "demonstrou a possibilidade de construção de uma nova sonda e, por intermédio do lobista Julio Camargo, verificou com a Petrobras se haveria interesse na contratação dessa nova sonda. "A Petrobras tinha interesse nisso, e o declarante sinalizou esse interesse a Julio Camargo, mas condicionou a contratação ao pagamento de uma propina de US$ 20 milhões; que, então, Julio Camargo aceitou essa condição, tendo sido feita a contratação da segunda sonda, a Vitória 10000 pela Petrobras."

Datafolha: 60% dos brasileiros apoiam aprovação de pedido de impeachment


A aprovação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff é apoiada por 60% dos brasileiros, segundo pesquisa feita pelo Instituto Datafolha, divulgada neste sábado. De acordo com o levantamento, 34% dos brasileiros acham que os deputados devem votar contra o afastamento e outros 6% não sabem ou são indiferentes. 

A pesquisa também mediu a avaliação do governo da petista: 65% dos brasileiros consideram a gestão ruim ou péssima, uma queda de dois pontos percentuais em relação à última pesquisa do Instituto, feita no final de novembro. O percentual de quem considera o governo regular se manteve em 22% e o índice de ótimo ou bom subiu de 10% para 12% na pesquisa mais recente.

Todo esse levantamento foi feito entre os dias 16 e 17 de dezembro e ouviu 2.810 pessoas.

(Fonte: CBN)

sábado, 19 de dezembro de 2015

‘Golpe é isso que vimos nesta quinta’, diz Jarbas sobre decisão do STF


Na avaliação do deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB), a decisão do pleno do Superior Tribunal Federal (STF), da última quinta (17), representou um retrocesso para o País. Ao estabelecerem um novo roteiro para o andamento do impeachment da presidente Dilma, os ministros comprometeram, de forma decisiva, todo o processo. “Um governo apodrecido, sem rumo e perdido desde o seu primeiro momento e, até agora, ganhou fôlego graças a uma decisão da Justiça, que praticamente enterrou o impeachment”, afirma.

Para o parlamentar, o discurso do Governo e seus aliados de que o processo contra a presidente é um golpe na verdade é válido para os próprios governistas. “Falam que o impeachment seria um golpe. Golpe é isso que vimos nesta quinta. Um golpe dado pelo Governo de forma bem estruturada e com a ajuda de uma instituição como o Supremo”, avaliou.

Ao agendar apenas para fevereiro a análise do pedido de afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados, o STF prestou, na opinião do deputado, um desserviço. “Vamos continuar vendo um desqualificado comandar um dos poderes da República. E quem chama ele de desqualificado não sou eu apenas, mas sim a Procuradoria Geral da República no pedido que fez do seu afastamento”.

O balanço do ano no Congresso Nacional, para Jarbas, é um dos piores já vistos ao longo de sua vida pública. “O ano começou ruim, permaneceu ruim e termina péssimo. Um ano tão medíocre que termina ainda com duas grandes figuras do PMDB se estranhando publicamente”, disse Jarbas numa referência aos embates dos últimos dias entre Renan Calheiros e o vice-presidente da República, Michel Temer. “Mas, no que depender de mim, continuarei firme nas minhas convicções e vigilante dos acontecimentos. Nem Cunha nem Dilma possuem mais condições de ocuparem os cargos que hoje ocupam”, conclui.
(Fonte: NE10)

Miguel Reale Jr acusa STF de fazer 'ativismo de altíssimo grau'.


Um dos signatários do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff que foi acolhido pela Câmara dos Deputados, o jurista Miguel Reale Júnior, acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de ter praticado "ativismo jurídico" a favor do governo ao acatar a tese do Palácio do Planalto na votação desta quinta-feira, 16, do rito do processo.

"Está sendo praticado um ativismo de altíssimo grau no STF. O Supremo não está contente em julgar e quer legislar", diz. Ex-ministro da Justiça do presidente Fernando Henrique Cardoso, Reale também considera que a Corte não seguiu o mesmo rito de impedimento de Fernando Collor. "Como pode uma maioria simples do Senado destituir uma maioria de 2/3 da Câmara?", questiona.

Além de Reale, também assinaram o pedido o ex deputado petista Hélio Bicudo e a professora de direito da USP, Janaina Paschoal. O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a eleição da comissão especial da Câmara que será responsável por decidir se abre ou não processo contra a presidente.

A Corte respondeu uma iniciativa do PCdoB, que questionou o rito adotado por Eduardo Cunha (RJ). O peemedebista permitiu a participação da chapa avulsa, formada pela oposição e dissidentes da base e eleita por 272 votos contra 199 em votação secreta.
(Fonte: UOL)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Paço do Frevo enfrenta crise e pode fechar: funcionários estão de aviso prévio

Uma das casas de maior destaque no roteiro cultural do Recife Antigo, Paço do Frevo enfrenta crise: funcionários de aviso prévio.


Primeiro foi o Museu Cais do Sertão, que teve que reduzir os horários de visitação, devido às dificuldades orçamentárias. Agora a mesma coisa acontece com o Paço do Frevo, um dos equipamentos culturais mais solicitados do Recife Antigo, e que recebe entre 10 mil a 15 mil pessoas por mês. O Paço funcionava das nove às 18h durante os dias úteis, mas está fechando uma hora mais cedo, às 17h. Já aos finais de semana, o funcionamento que era das 12h às 19h, passou a ser das 14h às 18h. E o que é pior: está ameaçado de fechar. Isso porque todos os seus 56 funcionários estão de aviso prévio, enquanto o pessoal da vigilância e da limpeza encontra-se com salários atrasados. É que os repasses que seriam feitos pela Prefeitura estão irregulares, segundo o Diretor Presidente do Instituto de Desenvolvimento e Gestão, Ricardo Piquet. O IDG é responsável pelo gerenciamento da casa, totalmente dedicada á história do principal ritmo pernambucano.

De acordo com o IDG, o deficit acumulado já chega a R$ 425 mil. Caso o repasse do semestre, de R$ 1,7 milhão, não ocorra até o final de dezembro, o Paço emplaca 2016 com um rombo de R$ 2,125 milhões na conta, já no início do próximo ano. Por esse motivo, o IDG começou a arrumar as malas, para cair fora do barco. “Não estamos rompendo com ninguém. Ao contrário, gostaríamos muito de continuar servindo, mas da forma como a coisa está, não tem modelo que se sustente”, afirma Ricardo Piquet, Diretor Presidente do IDG, responsável pelo gerenciamento, manutenção, pessoal e programação do Paço. Pelo contrato original, o IDG receberia um total de R$ 4,5 milhões por ano, para gerir a Casa. No final do ano passado, devido às dificuldades financeiras, esse orçamento foi revisto para R$ 4 milhões. ” Com os atrasos, fizemos um replanejamento para R$ 3,4 milhões”, diz Piquet. O contrato firmado foi de dois anos, dando direito a uma renovação por mais dois. Depois, seria publicado um edital, para novas organizações sociais se habilitarem.

Mas o IDG não mostra interesse em permanecer à frente do Paço, nas atuais circunstâncias. “Como o contrato foi de dois anos e os repasses estão irregulares, decidimos deixar todo mundo de aviso prévio”, confirma Piquet, mostrando não ter mais interesse na renovação. Ou seja, sem os servidores, o que será do Paço? Só pode fechar, a não ser que eles sejam imediatamente substituídos, o que não é fácil. Providência exige seleção, treinamento, além de tempo para edital convocando uma nova organização social que o gerisse. O Prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), no entanto, garantiu ao JC nas Ruas que o Paço não sofrerá prejuízo. Disse que regularizará os pagamentos. Assegurou, sem citar números, que tem orçamento para os repasses. A inconstância terminou provocando outro problema. É que além de receber verbas oficiais, o IDG trabalha com a captação de recursos para ajudar no financiamento de eventos e programação. “No ano passado, conseguimos captar R$ 400 mil junto a três grandes empresas. Esse ano, poderíamos ter captado o dobro, mas não o fizemos devido à insegurança”, disse Piquet. O que o JC nas Ruas espera é que o Paço, tão lindo e querido, não fique abandonado. Como ocorre com o Teatro do Parque, por exemplo, um patrimônio da cidade, e que há tanto tempo está fechado. O IDG também gerencia o Cais do Sertão, e até o mês passado, tomava conta dos Parques da Macaxeira e Santana, ambos do Recife. No Rio, ficará responsável pelo Museu do Amanhã.
(Fonte: JC Online)

Vivo bloqueia Facebook e Instagram junto com WhatsApp no Brasil

O Brasil parece ter ativado uma atitude bem mais radical da operadora brasileira Vivo: à meia-noite de quinta-feira (17), quando a proibição passou a valer, outros serviços foram barrados pela empresa.

Segundo o relato de vários usuários no Twitter, o Instagram e o Facebook ficaram indisponíveis — o que não é uma coincidência, já que os três pertencentes ao Facebook. Porém, como a proibição só vale para o mensageiro WhatsApp, a atitude da operadora gerou revolta.

Aparentemente, tanto a rede móvel (3G e 4G) quanto a Vivo Fibra foram afetadas — e parece que foi só a empresa que cometeu o deslize. É possível que o bloqueio tenha sido um acidente e os dois serviços adicionais tenham entrado por engano na lista de barrados junto com o WhatsApp.



Até agora, a Vivo não se pronunciou sobre o ocorrido, mas os dois serviços aparentemente já voltaram ao normal. Já o WhatsApp permanece bloqueado em todo o país por conta da determinação judicial.
(Fonte: TechMundo)


Veja também: 'Um dia triste para o Brasil', diz fundador do Facebook e dono do WhatsApp


'Um dia triste para o Brasil', diz fundador do Facebook e dono do WhatsApp

De acordo com Mark Zuckerberg, mais de 100 milhões de brasileiros usam o aplicativo


O fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, usou seu perfil na rede social para falar sobre o bloqueio ao aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp na manhã desta quinta-feira, 17. "Este é um dia triste para o Brasil. Até hoje, o Brasil sempre foi um aliado em criar uma internet aberta. Os brasileiros sempre estiveram entre os mais apaixonados em compartilhar sua voz na internet", afirmou o executivo. O WhatsApp é propriedade do Facebook desde fevereiro de 2014, quando a rede social comprou o serviço de mensagens instantâneas por US$ 21,8 milhões.

De acordo com Zuckerberg, mais de 100 milhões de brasileiros usam o WhatsApp no Brasil. Eles estão sem acesso ao serviço desde a 0h desta quinta-feira, 17, após a juíza Sandra Regina Nostre Marques, da 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo determinar que as operadoras de telefonia móvel e fixa deveriam interromper a comunicação dos dispositivos móveis de brasileiros com os domínios do WhatsApp. Em nota, O TJ-SP afirmou na noite de quarta-feira, 16, que o WhatsApp não cumpriu duas ordens judiciais e, por isso, a Justiça determinou o bloqueio do serviço no País por 48 horas.

"Estamos trabalhando duro para reverter o bloqueio", disse Zuckerberg na mensagem publicada em seu perfil. A empresa, porém, não informou oficialmente se entraria com recurso na Justiça brasileira contra a decisão ou se cumpriria a ordem judicial para colocar fim ao bloqueio do WhatsApp no País. O CEO do Facebook classificou a decisão como "extrema", já que a decisão da Justiça suspendeu a comunicação entre todos os usuários do aplicativo de mensagens no Brasil, em uma estratégia para obrigar o serviço de mensagens a cooperar com a Justiça mesmo sem ter representação oficial no Brasil.

Como alternativa, o executivo do Facebook propôs o uso do aplicativo Facebook Messenger, que permite bater papo com os amigos na rede social. Esta, porém, não é a única alternativa: diversos outros serviços permitem a troca de mensagens instantâneas por meio do smartphone. O Telegram, uma das principais opções buscadas pelos usuários, informou na madrugada desta quinta-feira que já recebeu mais de 1,5 milhão de novos usuários brasileiros após o anúncio de que o WhatsApp seria bloqueado no País. A empresa afirma que está fazendo ajustes técnicos na plataforma para acomodar o grande número de usuários

WhatsApp

Logo após o bloqueio do WhatsApp se tornar efetivo no Brasil, o cofundador e CEO do WhatsApp, Jan Koum usou seu perfil no Facebook para lamentar o ocorrido. "Estamos desapontados pela decisão pelo corte de acesso ao WhatsApp, uma ferramenta de comunicação que tantos brasileiros dependem", disse o CEO do WhatsApp. "Estamos tristes de ver o Brasil se isolar do resto do mundo." O executivo, porém, não esclareceu de que maneira a empresa atuaria para reverter a decisão.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão na casa de Cunha

PF foi à casa do deputado Aníbal Gomes e do ministro Celso Pansera.
Buscas foram autorizadas pelo ministro Teori Zavascki, a pedido da PGR.


A Polícia Federal cumpriu na manhã desta terça-feira (15) mandado de busca e apreensão na residência oficial do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília. A PF também cumpriu mandados em endereços do peemedebista no Rio de Janeiro. A ação, batizada de Catilinárias, faz parte das investigações da Operação Lava Jato.

Ao menos 12 policiais e três viaturas foram deslocados para a casa de Cunha em Brasília, que fica na Península dos Ministros.

De acordo com a Polícia Federal, foram expedidos 53 mandados de busca e apreensão, referentes a sete processos da Lava Jato. O principal objetivo da PF é evitar que investigados destruam provas.

A PF também informou que, além das residências de investigados, são realizadas em sedes de empresas, escritórios de advocacia e órgãos públicos.

Os mandados foram cumpridos no Distrito Federal (9), em São Paulo (15), Rio de Janeiro (14), Pará (6), Pernambuco (4), Alagoas (2), Ceará (2) e Rio Grande do Norte (1).

A polícia também cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) e do ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera (PMDB-RJ).

Pansera foi nomeado ministro na última reforma ministerial promovida pela presidente Dilma Rousseff. Antes de ser deslocado para a pasta, o peemedebista cumpria mandato de deputado federal e era um dos principais aliados de Eduardo Cunha na Câmara.

Durante as investigações da Lava Jato, Pansera chegou a ser acusado pelo doleiro Alberto Yousseff de ser "pau mandado" do presidente da Câmara.

A Polícia Federal também confirmou que cumpriu mandados no Ceará e no Rio de Janeiro referentes ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Em depoimento à Justiça do Paraná, o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa citou Machado como responsável pelo pagamento de R$ 500 mil em propina oriunda de contratos da estatal supostamente superfaturados, entre 2009 e 2010. Machado nega os pagamentos.

O senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia, também é alvo da operação desta terça.

Cunha

A busca na residência de Cunha foi autorizada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O objetivo da operação é coletar provas nos inquéritos que apuram se o presidente da Câmara cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Cunha já foi denunciado pela Procuradoria Geral da República ao STF por corrupção e lavagem de dinheiro, devido à suspeita de ter recebido pelo menos US$ 5 milhões por contratos de aluguel de navios-sonda pela Petrobras. O Supremo ainda não decidiu se aceita ou não a denúncia.

Cunha também é alvo de inquérito que apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro em razão de quatro contas na Suíça atribuídas ao parlamentar. A existência das contas é apontada em documentação enviada à Procuradoria Geral da República pelo Ministério Público suíço.

Desde que surgiram as primeiras suspeitas contra Cunha, o parlamentar sempre negou participação no esquema de corrupção investigado pela Lava Jato. Sobre as contas no exterior, ele afirma não ser o titular, e sim "usufrutuário", delas.

Nesta terça, a assessoria do presidente da Câmara informou que ele está na residência oficial e que um de seus advogados acompanha o trabalho da PF. A princípio, a defesa de Cunha informou que não irá se manifestar porque ainda está tomando conhecimento da decisão.


Catilinárias

A Polícia Federal batizou a operação de Catilinárias, que são discursos célebres do cônsul romano Cícero contra o senador Catilina, que planejava tomar o poder e derrubar o governo republicano. Veja abaixo um dos trechos mais famosos do discurso:

Até quando, Catilina, abusarás
da nossa paciência?
Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós?
A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia?
(Fonte: G1)

sábado, 12 de dezembro de 2015

Quatro PMs do Bope são presos por envolvimento com traficantes no Rio

Eles informavam traficantes sobre as ações do grupo e vendiam armas aos criminosos. O quinto PM suspeito de participar do esquema está foragido. Eles cobravam entre R$ 2 mil e R$ 10 mil por semana para fornecer as informações.


Policiais do BOPE fazem operação no Complexo da Maré
Crédito: Fabiano Rocha / Extra / Ag. O Globo
(Fonte: CBN)

Presos da Lava-jato terão panetone, bolo, macarrão e suco

Com alimentação especial, presos da Lava-jato se preparam para passar festas de fim de ano na cadeia


Presos da Lava-jato, entre eles Renato Duque são transferidos para presídio do Paraná
Crédito: Paulo Lisboa / Brazil Photo Press / Ag. O Globo

No total, 28 pessoas estão detidas no PR, no RJ e no DF. O Complexo de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, vai permitir visita de familiares e entrada de alimentos no dia 25 de dezembro.


Empresários milionários, políticos poderosos e ex-diretores da Petrobras, presos na Lava-jato, já se preparam para passar o natal atrás das grades. Acostumados a luxo e mordomia, terão de se contentar este ano com panetone e comida levada pelos parentes. No total, 28 pessoas estão detidas, a maioria em Curitiba, mas há ainda presos no Rio de Janeiro e Brasília, acusados de envolvimento no esquema. Parte deles poderá receber alguns itens do cardápio natalino. Os presos beneficiados com as regalias estão no Complexo Médico Penal, em Pinhais. Lá ficam José Dirceu, João Vaccari Neto, os ex-deputados André Vargas e Luiz Argôlo, além do empresário Marcelo Odebrecht. O diretor do departamento de Execução penal do Paraná, Luiz Alberto Moura, explica o que pode e o que não pode entrar no local.

'Os familiares, entretanto, poderão levar alimentos conforme previsto na portia do Depen número 220. Porção de arroz, macarrão, maionese, carne sem osso e um panetone. A definição de quantidade será colocada em edital. De fato, existe esta portaria, ou seja, será permitido aos familiares que nesta visita de natal haja uma alimentação especial. Desde que não haja excessos, e desde que não se leve, dentro dessas alimentações, nenhum tipo de objeto cortante, ossos ou coisa do gênero.'

A portaria autoriza ainda a entrada no presídio de bolo, duas barras de chocolate, frutas cortadas, sanduíche e até 2 litros de refrigerante ou suco. Já na carceragem da Polícia Federal, os agentes não definiram ainda o esquema, no entanto, existe a possibilidade dos presos também receberem um panetone, como ocorreu em 2014. No ano passado, a regalia foi concedida no natal. Mas as visitas de familiares, por exemplo, devem ser encerradas já na quarta-feira, dia 23 de dezembro. No local estão os doleiros Alberto Youssef e Nelma Kodama, os empreiteiros da Andrade Gutierrez, Otávio Marques e Elton de Azevedo, além de Nestor Cerveró, que negocia uma delação premiada. O advogado dele, Beno Brandão, conta que se for autorizado também vai levar alimentação especial.

'A pressão de família e de clientes é constante. O tribunal regional federal, STJ e STF são muito reticentes em conceder liberdade, mas os clientes começam a cobrar e na época de natal é muito mais visível. Nós não pretendemos levar nada de extraordinário, mas acredito que se for levar um peru de natal, desde que seja compartilhado com todos os demais presos que estão ali, acredito até que a autoridade não se oporá, mas sem exageros, de forma alguma.'

Uma das últimas chances de deixar a prisão antes das festas de fim do ano são os julgamentos no STJ. O empresário Marcelo Odebrecht deve ter o habeas corpus analisado na próxima terça-feira. Ele já recebeu um voto favorável do relator. O advogado Nabor Bulhões mantém a esperança, apesar dos últimos julgamentos da corte terem negado liberdade aos empreiteiros presos.

'A esperança de toda pessoa presa é restabelecer a sua liberdade. Então, o habeas corpus está impetrado perante o STJ e tem, não só o advogado, mas o próprio Marcelo, a justa expectativa, a esperança de que a sua liberdade seja restabelecida ainda antes do natal.'

Em Brasília, também está preso o senador Delcídio do Amaral. A superintendência da Polícia Federal informou que não deve haver alteração no esquema em razão do natal. Delcídio tem acesso a advogados e familiares, mas não deve haver concessão para alimentação especial no feriado.
(Fonte: CBN)