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domingo, 11 de maio de 2014

Brasil ocupa antepenúltima posição em ranking internacional de educação

COM MARINA AZAREDO

O Brasil aparece na 38.ª posição entre 40 países analisados no The Learning Curve (Curva do Aprendizado, em inglês), realizado pela The Economist Intelligence Unit (EIU) e Pearson Internacional. Em relação ao estudo anterior, de 2012, o País subiu uma colocação, apesar de ter piorado seu desempenho no índice.

O levantamento da EIU e da Person considera diferentes avaliações, relacionando-as com a produtividade do país. O índice leva em conta habilidades cognitivas e de desempenho escolar a partir do cruzamento de indicadores da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE): Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (Pisa), Tendências Internacionais nos Estudos de Matemática e Ciência (Timms) e avaliações do Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização e Leitura (Pirls). Também são usados dados educacionais de alfabetização e taxas de aprovação.

No estudo deste ano, o Brasil passou o México no ranking, porque aquele país teve um recuo ainda maior no índice. O último lugar continua ocupado pela Indonésia. As primeiras posições trazem novidades, com nações asiáticas, como Coreia do Sul e Japão, tomando o lugar da Finlândia, que havia muitos anos figurava na liderança da maioria das avaliações.

“O sucesso desses países destaca a importância de ter objetivos claros para o sistema educacional e uma forte cultura de responsabilidade na prestação de contas”, afirma o relatório.

Qualidade. Para Michael Barber, chefe de Educação da Pearson, os governos de todo o mundo estão sob pressão para melhorar a aprendizagem. “Isso é cada vez mais importante para o sucesso das pessoas”, disse.
O relatório ressalta a ligação estatística entre o tempo médio gasto na escola por um estudante de um país e a produtividade dos trabalhadores. Aponta ainda que é imprescindível a qualidade da formação básica, mas a retenção de habilidades depende da continuidade da aprendizagem ao longo da vida adulta.

A professora Maria Helena Guimarães de Castro, presidente da Fundação Seade, afirma que o Brasil tem resultados muito positivos na inclusão dos últimos 25 anos, mas que o desafio agora é a qualidade. “O essencial está no ensino fundamental, com professores estimulados e bem formados”, diz ela, que foi consultora do relatório. “A produtividade do Brasil é muito baixa e precisamos avançar. Mas é claro que esse não é o único sentido da educação.”

Para o presidente da Pearson no Brasil, Giovanni Giovannelli, o diagnóstico também pode ajudar os gestores por mostrar as práticas que funcionam no mundo. “Tem quase 200 países nas Nações Unidas e só esses 40 têm essa medição. Só isso é em si um fato positivo para o Brasil”, diz ele.

POSIÇÃO 2014 PAÍSES Z-SCORE POSIÇÃO 2012 MUDANÇA NO SCORE 2014 / 2012
1 COREIA 1.30 1 0.07
2 JAPÃO 1.03 2 0.14
3 CINGAPURA 0.99 2 0.15
4 HONG KONG 0.96 -1 0.05
5 FINLÂNDIA 0.92 -4 -0.34
6 REINO UNIDO 0.67 0 0.07
7 CANADÁ 0.60 3 0.05
8 HOLANDA 0.58 -1 -0.01
9 IRLANDA 0.51 2 -0.02
10 POLÔNIA 0.50 4 0.08
11 DINAMARCA 0.46 1 -0.04
12 ALEMANHA 0.41 3 0.00
13 RÚSSIA 0.40 7 0.14
14 ESTADOS UNIDOS 0.39 3 0.04
15 AUSTRÁLIA 0.38 -2 -0.08
16 NOVA ZELÂNDIA 0.35 -8 -0.22
17 ISRAEL 0.30 12 0.45
18 BÉLGICA 0.28 -2 -0.07
19 REPÚBLICA TCHECA 0.27 3 0.07
20 SUÍÇA 0.25 -11 -0.30
21 NORUEGA 0.21 5 0.10
22 HUNGRIA 0.17 -4 -0.16
23 FRANÇA 0.17 2 0.04
24 SUÉCIA 0.17 -3 -0.06
25 ITÁLIA 0.11 -1 -0.03
26 ÁUSTRIA 0.10 -3 -0.05
27 ESLOVÁQUIA 0.09 -8 -0.23
28 PORTUGAL 0.04 -1 0.03
29 ESPANHA -0.08 -1 0.01
30 BULGÁRIA -0.26 0 -0.03
31 ROMÊNIA -0.44 1 0.16
32 CHILE -0.79 1 -0.13
33 GRÉCIA -0.86 -2 -0.55
34 TURQUIA -0.94 0 0.30
35 TAILÂNDIA -1.16 2 0.30
36 COLÔMBIA -1.25 0 0.21
37 ARGENTINA -1.49 -2 -0.09
38 BRASIL -1.73 1 -0.08
39 MÉXICO -1.76 -1 -0.16
40 INDONÉSIA -1.84 0 0.19

Nota: As pontuações do Índice são representadas pelo Z-Score (pontuação Z), que indica quantas divergências de padrão uma observação está acima ou abaixo da média. O processo de normalizar todos os valores no Índice com o Z-Score permite uma comparação direta dos desempenhos dos países em todos os indicadores. Note que os Z-Scores listados são específicos à sua respectiva versão no Índice e seus países. Ao fazer comparações de países individuais nas versões do Índice, é importante focar na colocação do país no ranking e não na pontuação do Z-Score. FONTE: : The Economist Intelligence Unit

*A reportagem saiu originalmente na edição impressa do Jornal O Estado de S. Paulo.

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Análise:

Países que tratam educação como assunto estratégico colhem desenvolvimento econômico

Por Ilona Becskeházy, consultora em educação

O projeto “A Curva de Aprendizado”, que apresenta agora seu segundo relatório, organiza dados complexos, obtidos de fontes diversas, de forma a potencializar seu uso informativo, além de permitir a comparação entre cenários e resultados educacionais de cerca de um quarto dos países do mundo. Entre eles, o Brasil. As conclusões que o projeto vem apresentando, assim como as informações que o compõem, não são desconhecidas por quem se interessa pelas políticas educacionais, mas têm permanecido ao largo dos desenhos das intervenções propostas para o setor em nosso País.

O relatório tem o diferencial de analisar a educação levando em conta o contexto socioeconômico de cada país, que guarda relações tanto de causa como de efeito de sistemas educacionais competentes ou incompetentes. Os que trataram o tema da educação como assunto estratégico e implementaram, por décadas, reformas estruturantes, além de fazer investimentos em recursos humanos e materiais para garantir patamares altos de exigência a todos os seus alunos, colhem as recompensas de maior desenvolvimento econômico e bem estar individual. Os que não fizeram, simplesmente não colheram. Entre eles, o Brasil.

O responsável pela elaboração do relatório menciona o interesse de Ministros da Educação em saber como melhorar seus sistemas educativos. Entre eles, não está o Brasil. Por aqui, desdenhamos o que se aprendeu nos processos de estruturação educacional em países que hoje são industrializados porque nosso desenvolvimento prescindiu da educação. A nação se satisfez com o consumo baseado na exploração de riquezas naturais e não cobrou a distribuição do conhecimento. Escolhemos parâmetros medíocres e soluções paliativas para que ninguém se sinta incomodado.

Perspectivas de mudança? Basta ler o que vai proposto no Plano Nacional de Educação que será votado em breve, para se perceber que mantemos a prática de deixar como está para ver como fica.
(Fonte: Estadão)

Duas redes de supermercados interditados em Recife

Notícias de Pernambuco:


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Anvisa suspende 14 marcas de tinta usadas para tatuagens

Vigilâncias Sanitárias dos Estados e municípios devem apreender e inutilizar as unidades irregulares


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a utilização de 14 marcas de tintas para tatuagens por falta de registro na agência. A resolução foi publicada nesta terça-feira, 6, no Diário Oficial da União. As marcas suspensas são: Intenze, Eternal Ink, Suprema Collors, Solid Ink, Drawing Ink 700, Extrema Magic Collors, Master Ink, Kuro Sumi, Murano, Kactus, Kokkai Sumi Ink, Infinity Tattoo Ink, Korrai Sumi Ink e Bowery Ink.

As Vigilâncias Sanitárias dos Estados e municípios do País foram orientadas a apreender e inutilizar as unidades destas marcas encontradas no mercado. A Anvisa também tenta impedir o uso de outra tinta, a Indian Ink, que tem registro na agência, mas não deve ser usada para tatuagens.

No País, de acordo com a Anvisa, há apenas três marcas de tinta regulares para tatuagens: a Starbrite Colors, a Electric Ink e a Irons Work.
(Fonte: Estadão)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Ministra defende reajuste do Bolsa Famíla e diz que impacto será de R$ 1,7 bilhões

 O reajuste de 10% no valor dos benefícios do Bolsa Família terá impacto fiscal de R$ 1,7 bilhão em 2014 e R$ 2,7 bilhões em 2015. O aumento, anunciado pela presidenta Dilma Rousseff em pronunciamento, foi oficializado no dia (2) em decreto publicado no Diário Oficial da União.

O cálculo do impacto fiscal da medida foi apresentado pela ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, que defendeu a medida, diante das críticas feitas pela oposição de que o reajuste não atende ao critério estabelecido pela Organização das Nações Unidas, para determinar se a pessoa está acima ou abaixo da linha de pobreza extrema. Segundo ela é "leviano e irresponável" avaliar o aumento com base em indicadores financeiros como a variação do dólar.

“É leviano, irresponsável achar que as políticas públicas brasileiras, que são políticas de Estado, estabelecidas em legislação, possam variar segundo o dólar”, argumentou. “Não tem economista sério no Brasil que sustente que os indicadores internos devam seguir qualquer critério internacional, muito menos levando em conta o câmbio, que pode estar sujeito a especulações, movimentos temporário e periódicos temos que ser sérios, inclusive no que a gente fala”, defendeu.

Segundo Tereza Campello, o cálculo do reajuste leva em conta o critério da paridade do poder de compra e considera o valor mínimo de US$ 1,25 por dia por pessoa como renda mínima para estar acima da linha da pobreza extrema.

A ministra disse que o reajuste dos benefícios é compatível com a programação orçamentária deste ano e não compromete o ajuste fiscal que o governo vem fazendo.

Questionada sobre o caráter eleitoreiro do reajuste, anunciado a seis meses da disputa presidencial, Tereza Campello disse que as atualizações dos valores do Bolsa Família são feitas todos os anos, desde o início do governo, sob os mesmos critérios.

“Não há nenhuma novidade em fazer o reajuste. A novidade é as pessoas estarem tão preocupadas com o Bolsa Família agora como não estavam em 2011. Em 2011 demos um aumento importante, em 2012 e em 2013 também e agora isso parece surpreender. Nós estamos dentro de um ritual previsto, previsível e dentro do nosso planejamento”, avaliou.

“Temos que achar bom que as pessoas passem, finalmente a se preocupar com a pobreza. Nós estamos preocupados desde sempre, preocupados com a população pobre desde sempre”, acrescentou.

Segundo a ministra, desde o começo do governo Dilma, em 2011, o governo fez sete atualizações nos valores dos benefícios do Bolsa Família, com ganho real de cerca de 40% no valor médio do benefício. Em 2011, o valor médio do pagamento aos beneficiários do Bolsa Família era R$ 94 e com o novo reajuste passará a ser R$ 167, de acordo com a ministra.

Com o reajuste, o valor do benefício básico do Bolsa Família passou de R$ 70 para R$ 77 mensais. A correção também vale para os benefícios variáveis do programa, pagos a famílias que tenham crianças ou adolescentes até 15 anos, gestantes ou bebês de até seis meses. Nesses casos, o valor subiu de R$ 32 para R$ 35, até o limite de cinco por família.

Para o benefício variável vinculado a famílias que tenham adolescentes entre 16 e 17 anos, o valor passou de R$ 38 para R$ 42, até o limite de dois por família.





sexta-feira, 2 de maio de 2014

PM do Rio vai cortar folga de policiais em maio para tentar reduzir roubos

A Polícia Militar do Rio de Janeiro anunciou no dia (30) que foi adotado em caráter provisório para o mês de maio o Regime Adicional de Serviço (RAS) Compulsório, com o objetivo de aumentar a presença policial e reduzir índices de roubos no estado. Com isso, poderá ser utilizado 50% dos policiais de folga. O RAS é um programa que permite atender a necessidades temporárias de mão de obra na área de segurança pública do estado.

O sistema de turnos adicionais remunerados com escala diferenciada por meio do RAS foi criado para aumentar o policiamento em eventos específicos, como a Copa das Confederações, Jornada Mundial da Juventude, Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, entre outros, sem prejuízo da escala regular de serviço.

A assessoria da Polícia Militar informou que, antes da criação do RAS, os policiais militares eram escalados nos dias de folga e não eram remunerados pelo serviço extra. O RAS compulsório é pago conforme o RAS voluntário. A medida está prevista no Decreto 43.538 de 3 de abril de 2012, que regulamenta o RAS. A previsão de descanso entre o serviço ordinário e o da folga é no mínimo de 8 horas.

De acordo com a assessoria da corporação, as prisões aumentaram significativamente entre janeiro do ano passado e deste ano. Em alguns batalhões, esse crescimento passou de 600% em um ano, como no de São Cristóvão, em que o número de prisões passou de seis para 49.