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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Cubanos do Mais Médicos terão salário aumentado para US$ 1.245 no Brasil

Aumento chega após ser divulgado, no mês passado, que profissionais da ilha recebiam o equivalente a US$ 400 no programa


BRASÍLIA - Depois das críticas recebidas no último mês, quando veio à tona que cubanos do Mais Médicos recebiam no Brasil o equivalente a US$ 400, o Ministério da Saúde anunciou uma mudança na lógica dos repasses e um aumento real de US$ 245 no salários desses profissionais. A partir de março, eles passam a receber um total de US$ 1.245, conforme o Estado adiantou. Para atingir esse valor, os US$ 600 que antes eram depositados em Cuba passarão a ser fornecidos diretamente para os profissionais aqui no Brasil.

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O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que a medida já vinha sendo estudada pelo Ministério há alguns meses, mas não informou quando. Segundo ele, a mudança foi um pedido da presidente Dilma Rousseff.

A alteração é fruto de uma negociação da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) com o governo cubano. O gasto do Brasil com esses médicos permanece o mesmo, ou seja, o País continuará a repassar para a Opas o valor de R$ 10 mil por médico integrante do programa.
(Fonte: Estadão)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Polícia Federal compra 36 blindados para a Copa

Frota especial de veículos será usada na segurança de autoridades estrangeiras e nacionais


por Fausto Macedo

A Polícia Federal adquiriu 36 veículos blindados modelo Mitsubishi Pajero Full que serão usados na segurança de autoridades estrangeiras e nacionais. O objetivo da PF é distribuir a frota especial, inicialmente, para as 12 cidades-sede da Copa do Mundo.

Depois, os carros serão enviados para as cidades onde a PF mais atua na área de segurança e escolta de dignitários. Os blindados vão custar R$ 8,8 milhões e serão recebidos gradativamente, a partir de abril, conforme cronograma de entrega aprovado pela instituição.

A blindagem dos novos veículos SUV (Sport Utility Vehicle) da Polícia Federal, com alto padrão de segurança e conforto, é nível A3, que suporta tiros calibres 22, 38, 9 milímetros e Magnum 357 e 44.

A compra dos blindados faz parte de uma intensa programação da PF, envolvida no planejamento das ações de segurança para os Grandes Eventos, com especial atenção para a Copa do Mundo/2014. Desde 2011, destaca a PF, foram investidos mais de R$ 400 milhões, dos quais R$ 90 milhões estritamente em equipamentos e capacitação para os Grandes Eventos.

Foram adquiridos viaturas, armamento menos letal, embarcações, coletes balísticos, equipamentos para os grupos de operações especiais e para os grupos de bombas e explosivos, soluções de tecnologia da informação – inclusive para investigação de crimes cibernéticos – e identificação de vítimas de desastres e estruturação do Centro de Cooperação Policial Internacional.
(Foto: Divulgação)  
Blindados de alto padrão para o
Mundial começam a chegar em abril.
Mais de 1200 servidores foram capacitados em diversas áreas de atuação, como segurança de dignitários, polícia marítima, segurança cibernética, gerenciamento e negociação de crises, vistorias e contramedidas, sem contar os diversos treinamentos realizados em eventos-teste, exercícios, simulados e no período pré-operacional aos eventos dos quais a PF participou.

Indagada pela reportagem do Estado se está preparada para cumprir sua missão na Copa do Mundo e na Olimpíada 2016, a Direção Geral da Polícia Federal – a cargo do delegado Leandro Daiello –, divulgou nota em que revela detalhes de seu planejamento para os Grandes Eventos.

Confira abaixo a íntegra da nota:

A Polícia Federal está preparada para atuar na Copa do Mundo de 2014 nas atribuições inerentes à instituição. Isso decorre do planejamento das ações de segurança para os Grandes Eventos instituído desde dezembro de 2009, quando foi criado grupo de trabalho interno para estudar o tema.

Além de integrar a Comissão Especial de Segurança Pública para Grandes Eventos e manter forte interlocução com a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (SESGE) que, aliás, é chefiada por servidor da instituição desde sua criação em 2011, a PF atuou de forma decisiva nas ações de segurança dos Jogos Militares, do sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável – Rio+20, do sorteio da Copa das Confederações, da Copa das Confederações e da Jornada Mundial da Juventude.

Desde 2011, foram investidos na PF mais de R$ 400 milhões, dos quais R$ 90 milhões estritamente em equipamentos e capacitação para os Grandes Eventos. Esse investimento permitiu a aquisição de viaturas, inclusive blindadas, embarcações, armamento menos letal, coletes balísticos, equipamentos para os grupos de operações especiais, para os grupos de bombas e explosivos, soluções de tecnologia da informação, inclusive para investigação de crimes cibernéticos e identificação de vítimas de desastre, e estruturação do Centro de Cooperação Policial Internacional.

Mais de 1200 servidores foram capacitados em diversas áreas de atuação, tais como segurança de dignitários, polícia marítima, segurança cibernética, identificação de vítimas de desastre, gerenciamento e negociação de crises, vistorias e contramedidas, sem contar os diversos treinamentos realizados em eventos-teste, exercícios, simulados e no período pré-operacional aos eventos dos quais a PF participou;

Quanto ao orçamento destinado ao órgão, a PF apresenta anualmente crescimento em sua execução orçamentária, superando os índices oficiais de inflação do período. Aos números: mais de R$ 852 milhões em 2010, R$ 903 milhões em 2011, R$ 961 milhões em 2012 e R$ 1,026 bilhão em 2013;

A PF dispõe de duas unidades de VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) operando regularmente, especialmente nas fronteiras brasileiras.

A PF realizou a maior compra de sua história em coletes balísticos destinados a segurança dos seus servidores: 11.200. Da mesma forma, foram adquiridas 600 armas longas destinadas ao Comando de Operação Táticas, Grupos de Pronta Intervenção e Núcleos Especiais de Polícia Marítima, 800 armas não letais para controle de distúrbios, 1.450 viaturas, 18 equipamentos de raio X, 15 robôs anti-bombas, 111 binóculos de detectores de visão noturna, 180 designadores laser infravermelho, 20 cães farejadores, 17 lanchas, 6 scanners corporais para aeroportos, 1 aeronave de grande porte, entre outros investimentos.

A PF inaugurou novas edificações em diversas localidades, tais como as novas Superintendências Regionais no Acre e em Roraima, as novas delegacias de Presidente Prudente/SP, Santa Cruz do Sul/RS, Campina Grande/PB e Guaíra/PR. Em breve, serão inaugurados os novos prédios referentes à Superintendência no Amapá e à Delegacia em Cáceres/MT.

Foi realizado concurso para o preenchimento de 1.200 vagas de policiais. Outro concurso para mais 600 policiais está em avançado estágio de autorização pelo Governo Federal. A prova para mais de 500 agentes administrativos ocorreu no início de fevereiro.

Os resultados dos investimentos realizados pela gestão atual são evidentes com o recorde de operações policiais especiais deflagradas pelo órgão: 246 em 2011; 289 em 2012; e 296 em 2013. A quantidade de drogas apreendida pela instituição também alcançou números históricos: no ano passado, 256 toneladas de drogas saíram das ruas pela atuação da PF. A marca de passaporte emitidos em 2013 também foi recorde: 2,1 milhões de pessoas foram atendidas pelas unidades da instituição e receberam novos documentos de viagem, número superior ao de uma metrópole do tamanho de Manaus/AM.
(Fonte: Estadão)

Petrobrás também bancou evento do MST

Como BNDES e Caixa, estatal contratou sem licitação e liberou R$ 650 mil para associação ligada ao movimento; Incra gastou com estrutura 


BRASÍLIA - A Petrobrás fechou um contrato de patrocínio, sem licitação, com entidade ligada ao Movimento dos Sem Terra (MST) para evento realizado no 6.º Congresso Nacional do MST, realizado há duas semanas em Brasília. A estatal confirmou ter contribuído com R$ 650 mil.

Veja também:
Incra gasta R$ 448 mil em evento no Congresso do MST
BNDES liberou R$ 350 mil a evento do MST sem licitação


O congresso do movimento culminou com uma tentativa de invasão do Supremo Tribunal Federal e um quebra-quebra na Praça dos Três Poderes que deixou 32 feridos, sendo 30 policiais. O Estado já tinha revelado que a Caixa Econômica Federal e o BNDES colaboraram com um total de R$ 550 mil para o evento, por meio de patrocínios para a Associação Brasil Popular (Abrapo).

A Abrapo recebeu os patrocínios para a Mostra Nacional de Cultura Camponesa, atividade que serviu como ponto de encontro para os integrantes do congresso do MST. Ao todo, foi gasto cerca de R$ 1,6 milhão em recursos públicos e de empresas com economia mista.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) desembolsou R$ 448 mil para a montagem da estrutura da Feira Nacional da Reforma Agrária, outra atividade ligada ao Congresso.

A Abrapo e o MST têm relação próxima. A conta corrente da associação no Banco do Brasil aparece no site do movimento como destino de depósito para quem deseja assinar publicações como o jornal Sem Terra.

A Petrobrás diz que os R$ 650 mil foram destinados porque a Mostra "alinha-se ao programa Petrobrás Socioambiental na linha dedicada à produção inclusiva e sustentável".

Além do patrocínio para o evento, a estatal informou ainda que planeja bancar uma outra iniciativa da Abrapo, "para a produção e lançamento de CD, DVD e caderno de canções infantis no meio rural, como estímulo à preservação e difusão da cultura tradicional e popular brasileira". Este contrato tem valor de R$ 199 mil.

Ressarcimento. A Frente Parlamentar da Agropecuária pediu ao Ministério Público que investigue os patrocínios e peça ressarcimento aos cofres públicos em caso de irregularidade. A bancada ruralista quer também aprovar um requerimento para convocar o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para depor na Comissão de Agricultura da Câmara. A Caixa, que patrocinou a Mostra com R$ 200 mil, e o BNDES, que destinou R$ 350 mil, alegam que havia motivos comerciais para fazer o patrocínio. Os contratos foram assinados sem licitação. O Incra afirma não ter repassado recursos à Abrapo, sendo responsável apenas pela montagem da estrutura física do evento e pela infraestrutura de transporte de mercadorias dos produtores selecionados.
 (Fonte: Estadão)

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

BNDES deu R$ 350 mil para evento do MST

Caixa também liberou R$ 200 mil para Mostra de Cultura Camponesa; congresso nacional da entidade teve passeata que terminou em tumulto 

BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fecharam contratos sem licitação de R$ 200 mil e R$ 350 mil, respectivamente, com entidade ligada ao Movimento dos Sem Terra para evento realizado no 6.º Congresso Nacional do MST. O evento, há duas semanas, terminou em conflito com a Polícia Militar na Praça dos Três Poderes que deixou 32 feridos, sendo 30 policiais. Houve, ainda, uma tentativa de invasão do Supremo Tribunal Federal.

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Evento 'valoriza população campesina', afirma Caixa
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A Associação Brasil Popular (Abrapo) recebeu os recursos para a Mostra Nacional de Cultura Camponesa, atividade que serviu de centro de gravidade para os integrantes do congresso do MST. As entidades têm relação próxima, tanto que a conta corrente da Abrapo no Banco do Brasil aparece no site do MST como destino de depósito para quem deseja assinar publicações do movimento social, como o jornal Sem Terra.

O contrato de patrocínio da Caixa, no valor de R$ 200 mil, está publicado no Diário Oficial da União de 3 de fevereiro de 2014. Foi firmado pela Gerência de Marketing de Brasília por meio de contratação direta, sem licitação. A oficialização do acordo do BNDES com a mesma entidade foi publicada três dias depois. O montante é de até R$ 350 mil. A contratação também ocorreu sem exigência de licitação e foi assinada pela chefia de gabinete da presidência do banco de fomento.

A Mostra Nacional de Cultura Camponesa, objeto dos patrocínios, ocorreu na área externa do ginásio Nilson Nelson, em Brasília. O congresso teve suas plenárias na área interna. Os dois eventos tiveram divulgação conjunta e o objetivo da mostra era mostrar os diferentes produtos cultivados pelos trabalhadores rurais em assentamentos dentro de um discurso do MST da valorização da reforma agrária.

Marcha. O congresso foi realizado de 10 a 14 de fevereiro e reuniu 15 mil pessoas. No dia 12, uma marcha organizada pelo movimento saiu do ginásio e percorreu cerca de cinco quilômetros até a Esplanada dos Ministérios. O objetivo declarado era a entrega de uma carta ao secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, com compromissos não cumpridos pela presidente Dilma Rousseff na área da reforma agrária.

No decorrer da passeata, o grupo de sem-terra integrou-se a petistas acampados em frente ao STF desde as prisões do mensalão, ameaçando invadir a Corte. Na presidência dos trabalhos, o ministro Ricardo Lewandowski suspendeu a sessão que ocorria no momento.

Um cordão de isolamento feito por policiais e seguranças da Corte impediu os manifestantes de avançar em direção ao Supremo. Eles então se dirigiram ao outro lado da Praça dos Três Poderes, rumo ao Palácio do Planalto. Quando os sem-terra romperam as grades colocadas na Praça o conflito começou.

Manifestantes atiravam cruzes que faziam parte da marcha, pedras e rojões contra a polícia, que usou bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os militantes. Ao todo, 30 policiais e dois manifestantes ficaram feridos. No dia seguinte ao conflito, a presidente Dilma Rousseff recebeu líderes do movimento para debater a pauta de reivindicações, atitude que sofreu críticas de parlamentares da oposição e ligados ao agronegócio.
(Fonte: Estadão)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Contas externas têm em janeiro rombo recorde de US$ 11,6 bilhões

No último mês, investimento estrangeiro direto no Brasil foi de US$ 5,1 bilhões, o equivalente a somente 44% do déficit



BRASÍLIA - O déficit em transações correntes do Brasil somou US$ 11,6 bilhões em janeiro, divulgou o Banco Central nesta sexta-feira. 21. É o recorde para o mês. Enquanto isso, o investimento estrangeiro direto (IED) somou US$ 5,1 bilhões - e cobriu apenas 44% do rombo das contas externas.

De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, o resultado está dentro do que se esperava. Para o acumulado deste ano, o BC projeta déficit de US$ 78 bilhões. Se concretizado, será menor do que o verificado no acumulado no último ano (US$ 81,374 bilhões).

Em 12 meses, o IED do Brasil soma US$ 65,4 bilhões, equivalentes a 2,94% do PIB (produção de bens e serviços da economia). O rombo das transações correntes está em US$ 81,6 bilhões ou 3,67% do PIB. No período, o IED cobre 80% do déficit das contas externas.

Serviços. Tulio Maciel destacou a queda do déficit na conta de serviços em janeiro deste ano na comparação com o mesmo do ano passado. O fato se deve, segundo o economista, à variação cambial.

O aumento do dólar influenciou a retração nos gastos dos brasileiros no exterior na comparação entre janeiro do ano passado e janeiro deste ano. Em 2013, a conta de serviços ficou negativa em US$ 47,523 bilhões, 17% a mais do que o déficit do ano anterior.

Segundo Maciel, essa expansão, que já foi da ordem de 20%, começa a se moderar. Os brasileiros gastaram US$ 2,120 bilhões no exterior no mês passado, ante US$ 2,299 bilhões em janeiro de 2013.

Argentina. De acordo com Maciel, a situação da economia argentina tem "influência importante em termos de fluxo de comércio" para o Brasil. "A Argentina tomou medidas importantes para equilibrar seus fluxos de comércio e isso tende a repercutir principalmente nas nossas exportações", avaliou.

Lucros e dividendos. O saldo de remessas de lucros e dividendos ficou negativo em US$ 2,499 bilhões em janeiro. As receitas (US$ 22 milhões) ficaram abaixo das remessas (US$ 2,521 bilhões) no mês passado. No mesmo período de 2013, o resultado foi uma saída líquida de US$ 2,068 bilhões.

O BC informou ainda que as despesas líquidas com juros externos somaram US$ 1,877 bilhão em janeiro. Em janeiro de 2012, o gasto com juros totalizara US$ 1,813 bilhão.

(Fonte: Estadão)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Cenários mudam onde Dilma venceu com folga em 2010

Presidente enfrenta ambiente incerto em Minas, Pernambuco, Ceará, Rio, Bahia e Maranhão, que lhe deram vantagem de 11 milhões de votos em 2010



Ricardo Brito, Daiene Cardoso / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
O cenário favorável que a presidente Dilma Rousseff teve na eleição de 2010 em seis Estados - onde sua vantagem sobre o rival José Serra (PSDB) no 1º turno superou um milhão de votos - dificilmente se repetirá na sua tentativa de reeleição em outubro. Além de Minas Gerais e Pernambuco, onde os prováveis candidatos Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) certamente terão votações expressivas, outros Estados, como Bahia, Ceará, Rio e Maranhão apresentam hoje um quadro bastante diverso do que existia quatro anos atrás.

Em 2010, a Bahia deu 2,7 milhões de votos de vantagem a Dilma. No Ceará, ela conseguiu outros 2,1 milhões. Pernambuco (1,97 milhão), Minas Gerais (1,75 milhão), Maranhão (1,63 milhão) e Rio de Janeiro (1 milhão) completaram o quadro, garantindo-lhe folga de 11,27 milhões de votos sobre o rival. Além disso, aliados de Serra acusaram Aécio - que era candidato ao Senado - de não se empenhar por ele na briga presidencial no Estado. E Campos apoiou o PT em Pernambuco.

PMDB. Nos outros quatro Estados, o principal problema hoje é a proximidade cada vez maior do PMDB com o PSDB. Na Bahia, a legenda articula uma frente de oposição a Dilma que inclui o DEM. Além disso, o PSB de Campos terá candidatura própria entre os baianos.

No Rio, Sérgio Cabral (PMDB) deu palanque a Dilma em 2010 mas este ano, sem o mesmo prestígio da época, tenta fazer seu sucessor - e, diante da candidatura de Lindhberg Faria (PT), avança nas conversas com o PSDB.

O mesmo ocorre no Ceará, onde o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira quer ser candidato ao governo mas sente-se preterido pelo PT. Assim, tenta também uma aliança ao menos informal com o PSDB de Tasso Jereissati.

No Maranhão, o PT tenta não melindrar o clã Sarney, que ainda está sem um nome forte para disputar a sucessão da governadora Roseana Sarney (PMDB). Mas o diretório regional do PT deve vetar uma aliança com o PMDB.

Em 2010, a eleição foi ao segundo turno e Dilma venceu por 46,9% dos votos válidos, contra 32,6% de Serra. Para este ano, o ideal para o PT seria liquidar a fatura no 1º turno. O próprio partido avalia que, no 2º, o cenário é menos seguro.
(Fonte: Estadão)

'Tentam usar morte de cinegrafista para asfixiar protestos', diz Marcelo Freixo

Deputado estadual do PSOL diz ser vítima da 'maior inconsequência' da imprensa ao ver seu nome envolvido no episódio e critica lei antiterrorismo


Possível postulante ao Senado este ano, principal puxador de votos de seu partido na campanha estadual e provável candidato a prefeito do Rio de Janeiro em dois anos, Marcelo Freixo (PSOL) corre para salvar sua reputação, colocada em xeque pelo advogado Jonas Tadeu Nunes, defensor de Caio de Souza e Fábio Raposo (ambos com 22 anos), acusados pelo disparo de um rojão na quinta-feira da semana passada que atingiu o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Ilidio Andrade (49), morto quatro dias depois.

MP recebe inquérito sobre morte do cinegrafista Santiago Andrade


Freixo conversou com Sininho duas vezes: "Primeiro quando foi ameaçada por milícias e agora, na prisão de Raposo. Ela disse que o rapaz poderia ser torturado na prisão"

Em tom de desabafo, o deputado acredita ser vítima “da maior irresponsabilidade da imprensa em anos”, lembrou que sua mulher, jornalista, conheceu Santiago e que o mais “preocupante” nessa história é que governos estariam se aproveitando do episódio para aprovar leis que asfixiem de vez os protestos no Brasil.

“Esse advogado diz que recebeu telefonema de uma ativista me relacionando ao acusado e essa é a base de uma denúncia propagada pela imprensa que me associa a um homicídio. É uma das maiores inconsequências que o jornalismo brasileiro já produziu, uma aberração”, afirmou.

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A ativista a que ele se refere é Elisa Quadros, conhecida como Sininho, apontada como responsável pelas finanças do black bloc carioca. “Ela me procurou duas vezes. Primeiro quando foi ameaçada por milícias no ano passado e agora, na prisão de Raposo. Ela disse que o rapaz poderia ser torturado na prisão, o que não parece razoável.”

Casado com uma jornalista, Freixo garantiu que a mulher chegou a conhecer Santiago e que o filho sofre com as acusações. “Eu estou no olho do furacão, mas não é a minha eleição que preocupa. É a minha história, que não começa nem termina no parlamento.”

Partidos Políticos

Diante da “inconsistência da acusação”, diz ele, o mesmo advogado passou a dizer que os partidos de esquerda financiam a ação dos black blocs. A afirmação de que agremiações políticas pagam até R$ 150 aos mascarados terminou com a divulgação de uma planilha administrada por Sininho com gastos de R$ 1.699,67, amealhados com a contribuição de simpatizantes, entre eles dois vereadores do PSOL, Jefferson Moura e Renato Cinco.

Assim como os parlamentares, Freixo lembrou que as doações não foram para o black bloc, mas para a realização de uma ceia de Natal para moradores de rua no dia 23 de dezembro. “Qualquer pessoa daria dinheiro para uma ceia. Na lista divulgada tem gastos com rabanada, pão, gelo... De repente isso se transforma em financiamento para black bloc?

Embora se considere alvo por se tratar “de um quadro novo na política”, o deputado denuncia o que acredita ser o principal interesse dos governos: se aproveitar de um homicídio para acabar de vez com as manifestações no Brasil.

“A intenção maior é fragilizar uma onda de protestos que pede redução da passagem, critica a corrupção e pede transparência. O que acontece é que há muito interesse de que essas reclamações não continuem.”

Membro da Comissão de Segurança Pública no Senado, o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, chegou a ir a Brasília para entregar um projeto de lei que tipifica o crime de desordem em locais públicos. Ainda esta semana, o Senado deve votar proposta semelhante, conhecida como Lei Antiterror.

“A proposta antiterrorismo é mais retrograda que a Lei de Segurança Nacional [aprovada na ditadura militar e em vigor até hoje]. Ela quer reduzir a capacidade das manifestações. Deixá-las menos violentas é bom, mas acabar com elas é outra violência.”
(Fonte: iG)

Protestos contra o governo se intensificam nas ruas da Venezuela

Presidente Nicolás Maduro acusa a oposição de tentar derrubá-lo do poder. Protestos já duram duas semanas e vêm sendo reprimidos com violência. País enfrenta sérios problemas econômicos e grave abismo social.


Milhares de partidários do presidente Nicolás Maduro saíram às ruas do centro de Caracas para manifestar apoio ao governo neste sábado (15/02). Ao mesmo tempo, uma manifestação contra o regime reuniu cerca de 3 mil opositores, a maioria estudantes universitários, no município de Chacao, região metropolitana da capital. O protesto foi reprimido com violência pela polícia quando os manifestantes tentaram bloquear uma avenida.

Ao menos 23 pessoas ficaram feridas quando as tropas de choque usaram bombas de gás lacrimogêneo e canhões de água, na tentativa de dispersar a manifestação. A informação foi divulgada pelo prefeito de Chacao, Ramon Muchacho, na rede social Twitter.

Os manifestantes exigem a libertação de mais de cem estudantes e ativistas da oposição, além do fim da repressão policial. Choques violentos entre opositores e forças do governo, na última quarta-feira, deixaram três mortos e centenas de feridos.

Presidente Nicolás Maduro denuncia tentativa de
golpe por parte da oposição
 Protestos vêm ocorrendo com frequência cada vez maior na Venezuela, como reflexo do descontentamento de parte da população com o aumento da criminalidade, com os altos índices da inflação e da falta de produtos básicos, como papel higiênico, num país que possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo.

Inimigos de Maduro

Maduro afirma que enfrenta uma tentativa de golpe de Estado orquestrada pelos líderes da oposição, os quais ele responsabiliza pelos enfrentamentos violentos dos últimos dias.

Em pronunciamento a milhares de apoiadores no centro de Caracas, ainda acusou o ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe – considerado pelo presidente venezuelano um aliado dos EUA e inimigo da Venezuela – de "financiar e dirigir" o que chamou de "movimentos fascistas", a quem atribuiu a culpa pelos recentes distúrbios.

Em resposta, Uribe anunciou que irá apoiar uma campanha para que milhares de pessoas possam expressar sua "solidariedade com o povo venezuelano" contra a "ditadura sanguinária" que os governa.

O presidente acusa um dos principais líderes da oposição, o economista Leopoldo López, de incitar os protestos com a intenção de realizar um golpe de Estado no país. No entanto, apesar do mandado de prisão contra López, ele continua solto.

Membros de seu partido, o Vontade Popular, asseguram que ele está em sua residência acompanhado de seus advogados. Especula-se que o governo estaria preocupado com uma possível intensificação dos protestos caso o economista seja realmente preso.

"Apagão de informações"

Os recentes protestos contra o governo, apoiados por uma série de grupos de oposição, já são o maior desafio de Maduro desde sua eleição, após a morte de seu antecessor, Hugo Chávez.

Na tentativa de aliviar as tensões no país, o presidente divulgou na última sexta-feira um plano de dez medidas de combate ao crime, que incluem o desarmamento da população, o aumento de patrulhas policiais e ainda "regras claras para a televisão", sem especificar quais seriam.

Os adversários de Maduro criticaram o que chamam de "apagão informativo" quanto aos protestos. A televisão e os jornais praticamente ignoraram os acontecimentos mais violentos no país. Redes de TV correm risco de ter suas transmissões interrompidas caso o governo julgue que algum conteúdo divulgado possa servir como "incentivo à violência".

As autoridades afirmaram que, das 99 pessoas detidas nos violentos protestos da última quarta-feira, apenas 12 ainda não foram liberadas, incluindo um adolescente. As manifestações, marcadas por enfrentamentos entre chavistas e opositores, deixaram um saldo de três mortos e mais de cem feridos.

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela divulgou no sábado um comunicado afirmando que já trabalha para "dar início aos processos contra os responsáveis pelos atos violentos incitados pela direita venezuelana".

Graves problemas

Apesar da riqueza do petróleo, a Venezuela enfrenta graves problemas econômicos e um abismo social entre ricos e pobres de grandes proporções. O país luta contra uma inflação de mais de 50%.

As manifestações ocorrem há duas semanas consecutivas, sem perspectivas de fim. Apesar de ocuparem as principais cidades do país, não existem indicações de que os protestos poderiam forçar a renúncia de Maduro.
 (Fonte: DW)

O GOVERNO BRASILEIRO É CÚMPLICE DA VIOLÊNCIA NA VENEZUELA!

O POVO BRASILEIRO REPUDIA TOTALMENTE AS AÇÕES DO ILEGÍTIMO PRESIDENTE NICOLÁS MADURO, BEM COMO A VERGONHOSA OMISSÃO E SILÊNCIO DO NOSSO GOVERNO! #SOSVenezuela

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Em Belo Monte, 85% das ações de proteção aos índios ainda não foram cumpridas, diz estudo

O governo federal e a empresa responsável pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte não estão cumprindo os compromissos que assumiram com os índios para a proteção dos territórios em que eles vivem, segundo levantamento que acaba de ser divulgado. A consequência disso é que os nove povos afetados pelas obras já se deparam com o aumento de invasões de grupos não indígenas e destruição ambiental.

De acordo com o levantamento, feito por pesquisadores do Instituto Socioambiental (ISA), de um total de 19 condicionantes definidas desde o leilão da usina em 2010 até agora, só 3 foram integralmente cumpridas. Isso equivale a 15% do total.

O ISA, que é uma organização não governamental, analisou durante um ano todas condicionantes envolvendo medidas de prevenção, mitigação e compensação de impactos relativos nas 12 terras indígenas afetadas, na região do Xingu, no Pará. Ontem, ao divulgar uma nota técnica com o resultado de sua pesquisa, observou que elas não estão sendo cumpridas e que isso, como se previa, potencializa efeitos negativos.


“O desmatamento, a ocupação ilegal e a invasão de caçadores e pescadores aumentaram nos últimos dois anos, segundo dados de monitoramento remoto das áreas e reclamações indígenas”, diz a nota.

Do conjunto de 19 compromissos, 17 já estão com os prazos vencidos. Os outros dois vencem em julho. Na média, o tempo de atraso chega a dois anos.

Os problemas se devem principalmente ao governo federal. Ele é responsável por 9 das 16 condicionantes que estão com algum tipo de pendência.

Apesar do descumprimento dos acordos, a empresa Norte Energia pretende solicitar ao Ibama a liberação da licença para operar a usina ainda no primeiro semestre deste ano, informa a nota do ISA.

Segundo Biviany Rojas, advogada da organização, as terras indígenas abrigam grandes bolsões de floresta, ricos em biodiversidade. “São áreas que sofrem imensa pressão com a chegada de grandes empreendimentos como Belo Monte. As medidas de proteção destes territórios devem ser de natureza preventiva, antes do início dos impactos previstos. Deixar as medidas de proteção e fiscalização territorial só para depois de consolidado o dano implica o risco de que elas percam sentido e efetividade”, explica.
(Fonte: Estadão)

Oito bairros de Belo Horizonte ficarão sem água durante o domingo

Oito bairros de Belo Horizonte terão o fornecimento de água interrompido na manhã do próximo domingo (16). Segundo a Copasa, serão realizados serviços de substituição de três registros na avenida Abílio Machado.

Alípio de Melo, Frei Eustáquio, Inconfidência, Ipanema, Primavera, São José e São Salvador, na região Nordeste, e Castelo, na Pampulha, serão os bairros atingidos pela interrupção. A partir das 16 horas de domingo (16), o abastecimento deverá ser normalizado gradativamente.
(Fonte: Bhaz)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Galo da Madrugada pode ficar sem metrô

 


Sindicato dos Metroviários pede melhoria do plano de saúde e mais segurança

 



O Sindicato dos Metroviários promete realizar uma paralisação no dia 1° de março, dia do Galo da Madrugada. O grupo reinvidica a melhoria do plano de saúde e a revisão do Plano de Cargos e Salários, que a CBTU teria prometido realizar até novembro de 2013.

Primeiramente o sindicato convocou uma assembleia para o dia 18 de fevereiro, para discutir detalhes da paralisação e esperar uma resposta da empresa. Uma paralisação está agendada para o dia 21 de fevereiro. Se após esta data as reinvidicações não forem atendidas, os funcionários prometem parar no dia do Galo.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Metroviários, Diogo Morais, 26% dos empregados não possuem plano de saúde, além disso, o valor repassado seria insuficiente para adquirir um plano. Já na questão da revisão do Plano de Cargos e Salários, Morais informa que há muitas distorções, como funcionários que fazem o mesmo serviço mas ganham valores muito diferentes.

"Parar no dia do Galo da Madrugada não é só por causa desses dois itens. Queremos também melhorias no metrô e solução para maior segurança", explica o diretor. Diogo Morais informou que por conta de problemas estruturais com a estação Shopping, que está parada, a Linha Sul conta apenas com sete trens, número que segundo ele é incapaz de atender os usuários já nos dias normais. "Nós não nos sentimos seguros. Frequentemente há confusão e ameaças. Os ambulantes formam uma pequena quadrilha organizada e já ouvi relatos que alguns andam armados porque constumam brigar entre si", critica Morais.

O sindicato pede que um concurso seja realizado para aumentar o quadro de segurança metroviário, além da participação da Polícia Ferroviária. Os metroviários disseram que em reunião com a empresa, realizada na quarta-feira (12), foi prometido que a CBTU tentaria firmar um convênio com a Polícia Militar, para que os agentes trabalhassem do lado externo das estações, mas para o sindicato esta medida também não é ideal.

O acordo realizado pela CBTU em 2013 foi uma resposta à ameaça do sindicato de parar o funcionamento nos dias dos jogos da Copa das Confederações.
(Fonte: LeiaJá)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A difícil reeleição de Dilma – Sugestão de Leitura

O servilismo rafeiro de alguns institutos de pesquisa e setores dos autoproclamados formadores de opinião asseguram que Dilma Rousseff será reeleita. Os marqueteiros estipendiados, pelos milhões de reais, não ficam atrás. O marqueteiro-mor João Santana já definiu os dois candidatos oposicionistas como integrantes de um picadeiro de anões. Traduzindo em linguagem direta: Aécio Neves e Eduardo Campos seriam figuras liliputianas na vida política brasileira. Na área oficial, enquanto o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho adverte que o “bicho vai pegar”, a candidata Rousseff em 4/3/2013, confessava: “Nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição.”

Ante essa realidade, recorreremos à “restrição mental” de Santo Agostinho: “Consiste em dizer o que é falso com a intenção de enganar. É a ofensa mais direta à verdade.” Outro gigante do pensamento cristão Santo Tomaz de Aquino, complementa: “A mentira é a palavra ou sinal por que se dá a entender alguma coisa diferente daquilo que se pensa e com a intenção de enganar.” As eleições gerais desse ano vão comprovar que a mistificação, arrogância e incompetência na administração dos negócios públicos brasileiros podem ter os dias contados.

O atual governo brasileiro atingiu o limite máximo da irresponsabilidade, onde o desprezo pela opinião pública e a falta de compromisso com idéias inovadoras é marca registrada. A administração pública, em todos os níveis, caminha para uma situação de quase pré-falência. Busca apenas o poder e a sua manutenção seria a consagração de um governo sem rumo e comprometido com a mediocridade refugadora de desafios. Vamos lá: rompimento dos princípios da ética e da moralidade; insegurança jurídica; declínio das atividades industriais; exportação de empregos para China e Índia; criação de ministérios de utilidade duvidosa em número recorde na história brasileira; endividamento público recorde; inflação ascendente e alta de preços com regularidade empobrecendo a classe média; falência do ensino e da assistência pública à saúde são fatos normais e ignorados pelos detentores do poder.

A oposição brasileira, na expressão das candidaturas postas, não pode tergiversar no enfrentamento desse descalabro de incompetência reinante. Precisa falar com incisividade em sintonia com o clamor popular que hoje vive situação de orfandade. Os idos de junho de 2013 comprovaram essa verdade. Demonstrar que falta ao Brasil um projeto de país que redefina o futuro que urgencia ser planejado com competência. Remodelando a estrutura e a infraestrutura do Estado. Nos últimos anos nenhuma obra de grande importância na infraestrutura foi concluída. Os portos e rodovias estão, em sua maioria, em situação de calamidade. Os hospitais e escolas públicas vivem penoso ciclo de desintegração. Na agricultura obtemos a cada ano safras recordes, mas os caminhoneiros que transportam essa riqueza para os portos esperam dias para descarregar. Agravado com a falta de estrutura de armazenamento.

E mais: das obras festejadas pelo marketing, a transposição do rio São Francisco é um engodo, afetando a vida de milhões de nordestinos. A ferrovia Norte Sul, se aproximando dos 30 anos, está longe de ser realidade. Tudo isso comprova que os brasileiros, em termos de gestão pública, convivem com um ciclo de “incompetência vitoriosa”, pela manipulação da verdade, propaganda massacrante e marqueteiros sendo os grandes agentes do “planejamento nacional.”

Por tudo isso e muito mais, dificilmente Dilma Rousseff será reeleita. Nas três últimas eleições presidenciais, a oposição no segundo turno, teve a variável de 40 a 45% dos votos. A região nordestina marchava quase unida com a candidatura do PT. Pernambuco, Bahia, Ceará, Maranhão, garantiam votação entre 70 a 80%. Agora o quadro mudou. Em Pernambuco, a candidatura de Eduardo Campos quebrou essa unanimidade. E até o Rio de Janeiro, onde em 2002, 2006 e 2010, o voto em mais de dois terços era dos candidatos petistas (Lula e Dilma), a situação está mudando. Em outros Estados o cenário que vem se desenvolvendo na chamada base aliada com rupturas, destacadamente no PMDB, não oferece situação de tranquilidade para o governo. O instinto de sobrevivência das elites políticas e empresariais brasileiras é como girassol, vivem cultivando o sol. E o que nasce é mais poderoso do que aquele que se recolhe no fim do dia.

Hélio Duque é doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Foi Deputado Federal (1978-1991). É autor de vários livros sobre a economia brasileira e suplente do Senador Alvaro Dias
(Fonte: Alvaro Dias)

MST protesta contra Planalto e Supremo; conflito deixa 32 feridos

Marcha em Brasília reuniu 15 mil pessoas; grupo rompeu grades do palácio e confusão parou sessão do Supremo


Brasília - Uma marcha do Movimento dos Sem Terra (MST) realizada em Brasília nesta quarta-feira, 12, acabou em pancadaria na Praça dos Três Poderes, interrompeu a sessão no Supremo Tribunal Federal e levou a presidente Dilma Rousseff a agendar para esta quarta um encontro com seus integrantes no Palácio do Planalto.


Ed Ferreira/Estadão
Representantes do MST entregaram documento ao
secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho
Brasília - Uma marcha do Movimento dos Sem Terra (MST) realizada em Brasília nesta quarta-feira, 12, acabou em pancadaria na Praça dos Três Poderes, interrompeu a sessão no Supremo Tribunal Federal e levou a presidente Dilma Rousseff a agendar para esta quarta um encontro com seus integrantes no Palácio do Planalto.

O ato, segundo a Polícia Militar, reuniu cerca de 15 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. Ao todo, 30 policiais e 2 sem-terra ficaram feridos. De acordo com a PM, 8 policiais sofreram ferimentos graves e um militante do movimento foi detido.

Os manifestantes, que participam nesta semana do 6º Congresso Nacional do MST, na capital federal, reclamavam da "estagnação" da reforma agrária no País e gritavam palavras de ordem como "Dilma cadê a reforma agrária?" e "Dilma ruralista". Também seguravam faixas com os dizeres: "1.600 camponeses mortos", "Mensalão, julgamento de exceção", "STF, crime é condenar sem provas" e "Cadê o julgamento dos tucanos?". Foram registrados protestos também contra o uso de agrotóxicos e a espionagem americana.

Os sem-terra saíram no início da tarde do estádio Mané Garrincha e percorreram um percurso de cinco quilômetros até a Esplanada. O objetivo da marcha era entregar ao secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, um documento com os compromissos feitos pelo governo para a reforma agrária e que, segundo eles, não foram cumpridos.

Mas a entrega não foi tranquila. O tumulto começou quando um grupo de pessoas que estava na marcha e policiais trocaram empurrões. Durante o conflito, a polícia chegou a usar bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha. Já os militantes jogaram cruzes de madeira que portavam durante a marcha e pedras.

Em um segundo momento de tensão, um grupo de manifestantes derrubou grades instaladas em frente ao Planalto e arremessaram parte dos objetos e tonéis de plástico nos policiais. Com uso de gás de pimenta, os militares conseguiram fazer o grupo recuar.

A confusão levou o vice-presidente do STF, Ricardo Lewandowski, a suspender a sessão plenária de julgamentos. Por volta das 16h, ele anunciou que a segurança da Corte havia alertado que havia risco de invasão ao prédio. Do lado de fora da Corte, manifestantes derrubaram grades que isolavam o edifício. Seguranças e policiais, então, fizeram um cordão de isolamento para tentar impedir a invasão do tribunal.

Gilberto Carvalho acabou tendo de receber o documento em uma das vias de acesso ao Palácio do Planalto. Ele disse, após o tumulto, que a presidente Dilma Rousseff deve ter um encontro com líderes do MST hoje às 9h. No momento das manifestações, ela não estava no Palácio do Planalto, mas no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidente. "Você tem o risco de invasão do Planalto e aqui tem uma lei clara que ninguém pode nem obstruir a via muito menos adentrar o Palácio que é um símbolo do País", disse Carvalho.

O comandante da unidade da PM-DF, coronel Cesar, disse que um grupo de pessoas começou a agredir os policiais após derrubar uma grade que impedia o acesso à Praça dos Três Poderes. Ele ordenou que o grupamento de choque resgatassem 15 policiais que estavam sendo agredidos. No tumulto, um policial disparou um tiro para o alto.

O coronel disse não ser possível afirmar que o grupo que começou a agressão era de infiltrados ou do próprio movimento e que em nenhum momento a polícia interferiu na logística e no trajeto desenhado pelo MST. Segundo ele, os policiais feridos sofreram cortes na boca, no nariz e na cabeça. Segundo a PM, eles foram atingidos por pedras, pedaços de pau e barras de ferro e foram encaminhados ao Hospital de Base. Um dos policiais foi atingido por um rojão nas nádegas. Um militante foi detido.

‘Reforma paralisada’. Pela versão de João Paulo Rodrigues, da direção do MST, o confronto ocorreu porque alguns militantes sem-terra tentaram se dirigir a um ônibus para buscar as cruzes, que seriam utilizadas em um ato de protesto em frente ao Palácio do Planalto.

Outro dirigente do MST, Kelly Mafort, explicou os motivos dos protestos. "Viemos entregar um manifesto para a presidente Dilma porque a reforma agrária está paralisada. No ano passado apenas sete mil famílias foram assentadas. Do MST são 90 mil famílias acampadas."

(Fonte: Estadão)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Black blocs recebem apoio de internautas pelas redes sociais

Após morte de cinegrafista, adeptos da tática e ativistas lembram mortes em protestos que foram 'esquecidas'

 (Colaboração ao Blog, José Antonio Mesquita)

Ainda que a morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, tenha provocado uma onde de críticas aos black blocs por parte da população, da imprensa e da classe política, os adeptos da tática não deixam de receber apoio de outros manifestantes e de ativistas pelo Facebook. Nas páginas do grupo, tanto os donos do perfil quanto os seguidores lamentam a tragédia, mas lembram de outras pessoas que morreram durante manifestações e foram “esquecidas”, segundo eles.


“Sinceras condolências. Cinegrafista da Band acaba de falecer, morte cerebral constatada pela equipe médica do Hospital Souza Aguiar. Condolências também para família do Sr. Tasman Amaral Accioly - ambulante que morreu atropelado, por um ônibus quando corria das bombas que a Polícia Militar jogava. Condolências também para as famílias dos trabalhadores que morreram na construção de estádios para Copa: Antônio José Pita Martins, 55 anos; José Afonso de Oliveira Rodrigues, 21; Fábio Luiz Pereira, 42; Ronaldo Oliveira dos Santos, 44; Raimundo Nonato Lima Costa, de 49; Marcleudo de Melo Ferreira, 22; José Antônio da Silva Nascimento, de 49; e milhares de famílias que perdem seus filhos pra legitima defesa de policiais. Nossos sinceros respeitos e condolências às famílias”, diz o texto publicado por administradores da página dos mascarados na rede social.


O tom em comentários deixados por seguidores é o mesmo. Internautas defendem que a tática deve continuar a ser usada em manifestações por conta da repressão policial que já deixou vários outros feridos desde junho de 2013, inclusive membros da imprensa. “Os black blocs são necessários nas manifestações, uma vez que a PM é ardilosa, corrompida em suas intenções de emboscar os manifestantes. Quem não os viu fazendo isto na descida da (rua) Augusta, invadindo um hotel e descarregando as bombas nos manifestantes pacíficos???”, questiona em referência ao caso de ativistas que dizem ter sido agredidos ao entrarem no Hotel Linson, em São Paulo, para se proteger, no fim de janeiro.

Entenda o grupo: Black Blocs chegam à segunda geração no Brasil

Há também quem acuse os parlamentares de usarem a morte do cinegrafista para aprovarem o projeto de lei 499/2013, conhecido como lei antiterrorista, que inclui como ato típico de terrorismo “provocar ou difundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa ou tentativa de ofensa à vida, à integridade física ou à saúde ou à privação da liberdade de pessoa” e estabelece penas de 15 a 30 anos de reclusão ou de 24 a 30 anos de prisão se resultar em morte.

“A cama de gato já está montada, estão claramente adaptando o AI-5 (Ato Institucional número 5, baixado em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva, dando poder de exceção aos governantes para punir arbitrariamente os que combatessem a ditadura militar). Vocês pensam que vai parar só no PLS 499/2013? Criaram uma comoção popular para aprovar esta nova lei. Criaram um mártir. É daí para pior. Governo corrupto, mídia corrupta, povo cordeiro, conformista, alienado”, critica um dos usuários.
(Fonte: iG)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

‘A máquina pública sofre de inércia e acomodação’, diz Gleisi

Para a ex-ministra, que acaba de deixar a pasta da Casa Civil, País não anda por 'falta de cultura de agir por resultado' 


BRASÍLIA - A ex-ministra Gleisi Hoffmann deixou a Casa Civil na segunda-feira passada frustrada por "não ter tido mais celeridade nas entregas" de alguns projetos essenciais do governo Dilma Rousseff. Ela admite, por exemplo, que nesses dois anos e sete meses à frente da pasta, não conseguiu deixar "frutos mais concretos" no programa de combate ao crack, uma das principais bandeiras de campanha da presidente Dilma Rousseff na eleição passada.

A "culpa", segundo a ex-ministra, é principalmente "da acomodação e inércia da máquina pública" que "não está acostumada com uma cultura de resultado, de comprometimento de entregas".

Sobrevivente na cadeira de onde foram ejetados os ex-ministros Antonio Palocci, José Dirceu e Erenice Guerra, Gleisi deixou o posto para concorrer ao governo do Paraná, reassumindo sua vaga de senadora (PT-PR). Conta que quando foi para o Executivo sentiu preconceito por parte de colegas de trabalho pelo fato de ser mulher e afirma que eles tentavam testar sua capacidade.

Deixa a Casa Civil com algum arrependimento?
Eu gostaria de ter tido mais celeridade nas entregas. Queria que nosso Programa de Investimento e Logística já estivesse com todos os modais em processo de licitação. E que o programa de combate ao crack, que é muito complexo, já pudesse estar dando frutos mais concretos.

Essa, inclusive, foi uma promessa de campanha da presidente Dilma...
O governo está estruturando uma política pública de governo muito consistente. Ela é mais demorada em dar resposta porque depende da articulação das três esferas da federação e de vários órgãos. Claro que eu gostaria que tivesse mais celeridade. Claro que se eu tivesse, no início, a experiência e o conhecimento que eu tenho agora, acho que eu teria conseguido fazer isso.

E qual é a maior dificuldade do governo em fazer o Brasil andar?
Ainda é a falta de cultura da máquina pública de agir por resultado. Temos uma baixa cultura de comprometimento de entregas. O serviço público não está acostumado a isso, então, quando nós cobramos resultados, muitas vezes tem reação. Quando cobramos metas, organização, não temos o retorno esperado, porque é uma questão de cultura e também da própria organização do serviço público, em que a estabilidade está na base e a instabilidade está no comando. Isso faz com que o setor público acabe ficando acomodado. Tem uma tendência à acomodação, a ter mais inércia. Com certeza dificulta muito dar mais celeridade aos programas e resultados mais rápidos.

É por isso que a população vive com a sensação de que nada está sendo feito, que o País não está caminhando?
Com certeza, isso dá uma sensação de paralisia, o que é uma pena, né? Não quer dizer que os governos não estejam trabalhando, tentando fazer. Muitas vezes você não consegue dar o resultado e o retorno imediatos porque você não tem os meios legais para que aquilo possa ser realizado. É diferente da iniciativa privada.

A senhora sofreu algum tipo de resistência por ser mulher e bonita na Casa Civil?
Bonita é por sua conta, mulher, sim (risos). Eu não diria uma resistência, mas uma desconfiança, porque não é comum haver mulheres na política e em cargos de comando. Tem uma tendência a testar para ver se realmente tem capacidade e competência. Senti essas movimentações, essas condutas. Mas você não pode se deixar levar por isso. Muitas vezes, na hora de fazer as cobranças, eu falava em nome da presidenta e impunha o que tinha que ser feito. Sempre fui muito respeitosa mas também muito dura. Nunca fui muito delicada, não era meu objetivo.

Como era conviver com seu marido em outro ministério?
Sempre convivemos muito bem. Quando a situação ficava mais delicada, que a minha cobrança tinha que ser mais imperativa e eu achava que isso poderia resultar num acirramento da relação pessoal, eu recorria à presidenta. Eu dizia: 'A senhora me ajuda aqui' (risos). E, sim, o trabalho dominava a pauta do matrimônio sempre.

De quem é a culpa pelo fato de os estádios da Copa do Mundo não estarem prontos?
Eu acompanhei a questão dos estádios desde o início. Foi uma das primeiras missões que a presidenta deu. Fizemos uma força-tarefa, junto com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Ministério do Planejamento e dos Esportes para viabilizar os empréstimos que tinham sido prometidos aos Estados e para acompanhar o desenvolvimento das obras. Tivemos um engajamento forte das prefeituras e governos estaduais. Infelizmente, em relação a Curitiba não foi a mesma coisa. Tanto a administração do estádio quanto os governos locais não corresponderam. O empréstimo para o Atlético Paranaense estava liberado desde o início e o clube demorou muito a ir buscar esse empréstimo e espero que realmente agora consigam recuperar o tempo perdido. Será uma vergonha para Curitiba e o Paraná não sediarem os jogos da Copa do Mundo.

O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), é da base do governo...
O processo todo foi feito antes da entrada do Gustavo, na gestão anterior.
 (Fonte: Estadão)

Governo Dilma libera 60 milhões para que Evo possa enfrentar o déficit energético na Bolívia

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (05/02) a retirada de pauta da Medida Provisória 625/13, que concede crédito de R$ 60 milhões ao Ministério de Minas e Energia para o conserto de equipamentos de geração de energia para doação à Bolívia. Os líderes do governo concordaram com a retirada de pauta, o que, na prática, significa que a medida perderá validade, mas tomaram essa decisão apenas porque o dinheiro já foi disponibilizado, pelo fato de a MP conceder autorização imediata e ter força de lei.

Pela medida provisória, o governo Dilma liberou R$ 60 milhões do Orçamento para contratar, sem licitação, uma estatal para prestar serviços de recuperação e transporte de equipamentos de geração de energia elétrica. Os equipamentos serão cedidos à Bolívia, em um programa de cooperação energética entre os dois países. O Palácio do Planalto alega que o governo de Evo Morales pediu ajuda ao Brasil para enfrentar o déficit energético do País, que enfrenta racionamento de eletricidade. Os equipamentos serão retirados da Usina Termelétrica Rio Madeira, localizada em Rondônia, cujo maquinário estaria sem utilização.

A medida provisória gerou protestos no Plenário da Câmara. Vários deputados federais criticaram o fato de o Brasil estar cedendo milhões para ajudar a Bolívia a enfrentar seu déficit energético, enquanto aqui a população sofre com apagões quase diários nas capitais e no interior. Alguns parlamentares afirmaram peremptoriamente que “a votação é um faz de conta, porque essa medida provisória vai caducar, e o dinheiro já foi disponibilizado, porque a medida provisória dá autorização imediata. E o pior de tudo: o Brasil vai entregar para a Bolívia a termoelétrica do Rio Madeira, que está sem utilização e precisa de reforma, e vai gastar esse dinheiro para reformá-la para dá-la a Evo Morales enquanto estamos com problemas aqui”. Os deputados também disseram que: “Evo Morales recentemente aumentou o preço do fornecimento de gás para o Brasil, e nós ainda vamos dar a termoelétrica para eles?”
(Fonte: Alvaro Dias)



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Lula enfrentará rivais para poupar Dilma até a Copa

Segundo estratégia petista, ex-presidente usará discursos em eventos estaduais e vídeos em um canal da internet para tratar dos assuntos mais espinhosos e responder a opositores; ideia é que Dilma se concentre mais na administração

Lula em evento do PT, em Ribeirão Preto

O fato de Luiz Inácio Lula da Silva voltar a usar sua tradicional barba é apenas um item do plano estratégico já traçado entre os petistas neste período de pré-campanha: o ex-presidente tomará a linha de frente dos embates públicos com os adversários até o fim da Copa do Mundo, em meados de julho. A ideia é criar a imagem de que sua sucessora e pré-candidata à reeleição, Dilma Rousseff, está concentrada na administração do País e na realização do evento esportivo.

Anteontem, em Ribeirão Preto, durante um evento do pré-candidato petista em São Paulo, Alexandre Padilha, Lula já foi para cima do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Além de críticas sobre a atuação do magistrado no julgamento do mensalão, os petistas veem Barbosa como possível adversário na sucessão de outubro. Por ser juiz, ele poderá se desincompatibilizar do cargo e se filiar a um partido até abril - o prazo de outros candidatos é outubro do ano anterior, pelo menos 12 meses antes do 1.º turno. "Se quer fazer política, entre para um partido. Mostre a cara", disse o ex-presidente.

Além de rodar o Brasil fazendo campanha para os candidatos petistas a governos estaduais, como já fez no fim de semana com Padilha, Lula vai usar a internet para travar a disputa política em torno de temas espinhosos para o PT, como a defesa da gestão Fernando Haddad na capital paulista, o desempenho da economia, a regulação da grande mídia, o combate à corrupção, a reforma política e a própria Copa do Mundo.

Nos primeiros meses, por causa de algumas viagens internacionais, as ações vão se concentrar no Sudeste. Na sexta-feira, ele deve participar de um evento com Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, que lançará sua pré-candidatura do PT ao governo de Minas.

A prioridade do ex-presidente são os cinco maiores colégios eleitorais do País: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia.

A estratégia da pré-campanha foi definida em duas reuniões. A que decidiu o papel de Dilma foi em Brasília e a segunda, que discutiu o uso da internet, na sede do Instituto Lula, em São Paulo.

Segundo um colaborador do ex-presidente, ele não deixou a barba crescer à toa, e sim por um aspecto simbólico. Lula, que tirou a barba durante o tratamento de câncer na laringe em 2011, vinha usando apenas bigode, como é menos conhecido.

Estreias. Desde o início do ano Lula já publicou três vídeos para falar sobre a campanha das Diretas Já (e reforma política), internet (e regulação da mídia) e combate à fome (e programas do governo) em sua página no Facebook, que ultrapassou a marca de 500 mil seguidores.

As mensagens são produzidas no próprio Instituto Lula, mas a equipe de comunicação trabalha com o projeto de um canal de vídeos a partir de maio.

O ex-presidente também deve aumentar o número de entrevistas a jornais regionais. Na sexta-feira o diário A Cidade, de Ribeirão Preto, publicou uma delas na qual Lula faz elogios a Haddad e defende o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci.

Segundo petistas, a Copa do Mundo é o "último solavanco" antes da reta final da campanha eleitoral. Por isso, até julho a presidente deve manter no governo nomes cotados para a coordenação da campanha, como os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência) e José Eduardo Cardozo (Justiça).

Até agora, os únicos nomes definidos para integrar a campanha são os do presidente do PT, Rui Falcão, o deputado estadual Edinho Silva (PT-SP), o chefe de gabinete de Dilma, Giles Azevedo, o publicitário João Santana e o jornalista Franklin Martins.
(Fonte: Estadão)
 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Nota de repúdio: Governo federal nega direito à prevenção do câncer de mama

Em ano de copa do mundo, o país inteiro respira futebol



O governo federal decidiu, unilateralmente, que mulheres com até 49 anos não têm mais o direito de detectar precocemente o câncer de mama. A Portaria nº 1.253, editada em novembro de 2013 peloMinistério da Saúde, restringe o repasse de verbas da União aos municípios a mamografias em pacientes na faixa etária de 50 a 69 anos. A medida contraria a Lei 11.664/08, em vigor desde 29 de abril de 2009, segundo a qual todas as mulheres têm direito à mamografia a partir dos 40 anos.

Além disso, a Portaria nº 1.253 refere um procedimento condenável pelos médicos: a meia mamografia, denominada mamografia unilateral, isto é, exame em apenas uma das mamas. Pelo que estabelece o texto, os municípios têm a opção de arcar sozinhos com o custeio de mamografias para mulheres com até 49 anos e podem remunerar somente a mamografia unilateral.

Diante do subfinanciamento da saúde no Brasil, com diminuição progressiva da participação da União no custeio do Sistema Único de Saúde e consequente oneração dos municípios, na prática a referida portaria nega às mulheres com até 49 anos a prevenção e o tratamento precoce do câncer de mama.

A mamografia é um exame que exige a comparação das duas mamas. Com a publicação da Portaria, pode-se interpretar que é possível realizar a mamografia unilateral. Mas não há como selecionar um dos lados a examinar sendo que a lesão procurada muitas vezes não é palpável. Tampouco se pode admitir a espera de que o tumor cresça para se examinar a mama com maior chance de câncer. Além disso, a chamada mamografia unilateral reduziria pela metade o número de casos diagnosticados. Se este impropério continuar, será inevitável o aumento de mortes e de retirada de seios (mastectomias) que poderiam ser evitadas.

Veja também: 

➊ O melhor plano de saúde do mundo #AcordaBrasil | #MudaBrasil
➋ Remédio que ajudou a curar câncer de Dilma é vetado em parecer de comissão do SUS

De acordo com parecer da Comissão Nacional de Mamografia – formada pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), estudo internacional aponta redução de 26% a 29% na mortalidade em mulheres entre 40 e 49 anos comparadas a pacientes não submetidas ao rastreamento (mamografia preventiva).

A Comissão também cita estudo brasileiro mostrando que 42% dos casos de câncer de mama registrados em Goiânia (GO) ocorreram em pacientes abaixo dos 49 anos. O levantamento de um grande hospital oncológico de Curitiba (PR) aponta que, de 2005 a 2009, 39,8% das pacientes operadas com diagnóstico de câncer de mama tinham até 49 anos. O índice passou a 37,1% de 2010 a 2011.

Dessa forma, o CBR, a Febrasgo e a SBM afirmam que as determinações da Portaria nº 1.253 não se enquadram na boa prática médica e são prejudiciais à saúde da mulher brasileira. Defendemos o rastreamento mamográfico para todas as mulheres assintomáticas acima de 40 anos. Enfatizamos também que, no caso das pacientes que apresentem sintomas mamários, não existe limitação quanto à faixa etária para a avaliação mamográfica, que sempre deve ser bilateral (denominada de mamografia diagnóstica).

Enquanto estudamos contestar a Portaria nº 1.253 na Justiça, se não houver abertura de diálogo por parte do Ministério da Saúde, recomendamos aos médicos que continuem prescrevendo a mamografia de rastreamento para pacientes acima de 40 anos e não aceitem a chamada mamografia unilateral.









sábado, 8 de fevereiro de 2014

Reforma no IML de Petrolina é custeada pelos próprios funcionários, segundo Cremepe

Presidente do Cremepe/Silvio Rodrigues
Entidades médicas de Pernambuco (Cremepe e Simepe) irão encaminhar à Secretaria de Defesa Social do Estado um relatório sobre a falta de estrutura do Instituto Médico Legal (IML) de Petrolina. Segundo o presidente do Cremepe, Silvio Rodrigues (foto), o local está sendo ampliado com recursos dos próprios funcionários.

“Existe uma reforma no IML que está sendo feita pelos próprios funcionários. Eles mesmos estão pagando e levantando uma espécie de puxado, sem orientação de especialistas. Não há supervisão de arquiteto ou engenheiro”, denunciou.

Outro problema – identificado durante uma vistoria feita pelas entidades esta semana – é a falta de uma rede de esgoto direcionada exclusivamente aos resíduos do instituto. “O esgoto do IML ainda é jogado diretamente na rede normal. É uma situação precária. O sangue, por exemplo, cai direto na rede”, explicou Silvio.
(Fonte: CarlosBritto)

Apagão na manobra eleitoral

O apagão de terça-feira, que afetou a vida de mais de 10 milhões de pessoas em 13 Estados de quase todas as regiões, surpreendeu o governo Dilma exatamente no momento em que iniciava a preparação de nova ofensiva publicitária para mostrar à opinião pública que não há nem haverá problemas de abastecimento de energia elétrica. Tendo alcançado grande êxito eleitoral em sua estratégia de politizar a questão energética, atribuindo as falhas do sistema à gestão tucana, o governo do PT pretendia agir preventivamente, para, apesar de todas as indicações em contrário, tentar mostrar que não há risco de racionamento ou corte de eletricidade nem haverá nos próximos meses, sobretudo durante a Copa do Mundo. Quaisquer que sejam suas causas técnicas - que ainda estão sendo investigadas -, porém, o mais recente apagão, o décimo de grande extensão no governo Dilma, ao mostrar mais uma vez a fragilidade do sistema, reduz a margem para a exploração político-eleitoral do problema.

Todos os funcionários do governo tentaram minimizar o impacto e a extensão do apagão de terça-feira, referindo-se, por exemplo, ao fato de que esquemas emergenciais foram imediatamente acionados para cortar o fornecimento para regiões pré-selecionadas e, assim, evitar que todo o sistema interligado fosse afetado. Também lembraram que o fornecimento começou a ser restabelecido apenas 37 minutos depois de ter sido interrompido. A interrupção deveu-se à ocorrência de problemas nas linhas de transmissão entre as estações de Serra da Mesa (GO) e Colinas (TO), na interligação dos sistemas Sudeste e Norte.

O governo não admite que haja problemas no sistema nem que o aumento da demanda nas últimas semanas, provocado pelo excesso de calor, possa ter causado sobrecarga. O máximo que o governo admite é o que o secretário-geral do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, chamou de "estresse hídrico". Não é um estresse desprezível. Além do calor, que bate recordes históricos, a chuva tem sido escassa no Sudeste e no Centro-Oeste, onde estão algumas das principais usinas hidrelétricas do País. O nível dos reservatórios dessas regiões alcança apenas 41,5% de sua capacidade, menos do que os 45,5% registrados em fevereiro do ano passado, também de muito pouca chuva.

Quanto ao consumo, pode ter sido mais do que mera coincidência o fato - reconhecido no boletim diário divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) - de a falha no sistema de transmissão registrada na terça-feira ter ocorrido às 14h03, um minuto depois de o Sistema Interligado Nacional (SIN) ter registrado o pico de consumo de energia, de 83,828 MW médios.

Mas o que o governo chama de "estresse hídrico" é apenas um elemento a mais - fora do controle das autoridades, reconheça-se - que se soma a uma cadeia de ações que não deixaram o sistema elétrico brasileiro mais eficaz, mas o tornaram bem mais caro para o Tesouro.

Obras mal planejadas, demora no licenciamento ambiental, problemas fundiários, entre outros obstáculos, atrasaram a construção de usinas hidrelétricas. Erros de planejamento impediram que usinas geradoras concluídas a tempo pudessem operar porque não havia linhas de transmissão de energia.

Eleita em 2010 por ter sido - como a descreveu seu antecessor e padrinho político Lula - a grande gerente do programa do PT para o setor de energia, a presidente Dilma tentou mostrar na prática que merecia o título. Impôs a todas as empresas do setor um modelo que, a título de reduzir as tarifas de energia elétrica para o consumidor final, causou perdas e desestimulou investimentos. Esse modelo resultou também em gastos adicionais para o Tesouro, de R$ 9 bilhões em 2013, a título de compensação para as empresas distribuidoras pelas perdas em que incorreram com a redução compulsória das tarifas.

O uso das usinas termoelétricas para compensar a redução da produção das hidrelétricas igualmente imporá custos adicionais que, em ano eleitoral, o governo evitará repassar para os consumidores. Será nova conta para o Tesouro.
(Fonte: Estadão)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Revista Forbes divulga lista dos políticos mais ricos do Brasil

Na primeira posição, está Lirio Albino Parisotto, com um patrimônio avaliado em US$ 1,9 bilhão. Paulo Maluf ficou em quinto lugar, com patrimônio de US$ 33 milhões


A revista Forbes publicou nesta semana um ranking com os políticos mais ricos do Brasil. Na primeira posição está fundador e presidente da Videolar, Lirio Albino Parisotto, com um patrimônio avaliado em US$ 1,9 bilhão. Parisotto, que foi eleito segundo suplente, é representante do Amazonas.
Lirio Albino Parisotto

Em segundo lugar ficou Blairo Borges Maggi. O político conhecido como "o rei da soja” teria sido responsável por metade da devastação ambiental brasileira entre 2003 e 2004, segundo levantamento do Greenpeace. O seu patrimônio está estimado em US$ 960 milhões.
Blairo Borges Maggi

O deputado Marcelo Beltrão de Almeida ficou com o terceiro lugar. Almeida tem uma participação na EcoRodovias, uma das maiores concessionárias do Brasil. O patrimônio líquido do deputado é de US$ 200 milhões.
Marcelo Beltrão de Almeida

O quarto político mais rico do Brasil é Otaviano Olavo Pivetta, prefeito de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso. Pivetta foi acusado de compra de votos durante a sua campanha, mas foi inocentado das acusações pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano passado. Seu patrimônio líquido é de US$ 100 milhões.
Otaviano Olavo Pivetta

Em quinto lugar está o deputado federal Paulo Salim Maluf, que está na lista das pessoas mais procurados da Interpol por acusações de conspiração e furto em um esquema de propina. A família do deputado é uma das donas na Eucatex, fornecedora de materiais para as indústrias de construção e de móveis. O seu patrimônio líquido é de US$ 33 milhões.
Paulo Maluf
(Fonte: iG)

Palmeiras cria multa para quem revelar salários atrasados

Contrato da maioria dos reforços, entre eles Diogo, Rodolfo e França, prevê multa de 40%

O contrato da maioria dos dez reforços do Palmeiras em 2014 apresenta uma cláusula inusitada, que prevê multa em caso de reclamação na imprensa por atraso no salário.

E a punição é das mais pesadas: 40% de multa nos vencimentos no mês em que o atleta revelar a inadimplência alviverde.

A cláusula cita que o atleta “se compromete a não fazer quaisquer declarações públicas sobre eventuais atrasos de seus vencimentos, sob pena de multa de 40% de seu salário que esteja recebendo na época de eventual infração”.

Os atrasos têm sido uma constante no Palestra Itália desde a gestão de Luiz Gonzaga Belluzzo. Eles prosseguiram com Arnaldo Tirone e Paulo Nobre, presidente do Verdão desde janeiro do ano passado.

Hoje, no entanto, tanto os pagamentos de salário quanto de direito de imagem estão em dia. O maior problema enfrentado pela atual diretoria é saldar dívidas com comissões prometidas a agentes por Tirone.

Na conta - A boa campanha no Paulistão ainda não garantiu um patrocínio máster ao Verdão, mas valeu R$ 100 mil nesta quarta, junto à metalúrgica Grofe, que estampou sua marca na camisa do clube durante a vitória por 2 a 1 em cima do XV de Piracicaba.
(Fonte: iG)